segunda-feira, 14 de maio de 2012

Red Bull: Um case de sucesso [Arnaldo Garcia] #2



A Red Bull é uma bebida energética líder de mercado que se destaca como case de sucesso na utilização de um marketing agressivo e ousado. A bebida do touro vermelho que dá asas é uma potência indiscutível aos 20 anos de idade e distribuída em mais de 120 países.

O produto surgiu na década de 80 quando o empresário Dietrich Mateschitz, que estava de viagem à Tailândia, descobriu o príncipio da receita. Conheceu alguns compostos energéticos populares da região e voltou pra casa com a grande idéia na cabeça. O conceito polêmico provocou uma serie de testes científicos quanto a possíveis efeitos colaterais da taurina e cafeína. Nenhum deles até hoje comprovou algum mal oferecido pela Red Bull, fazendo a marca só crescer em vendas. Conhecido como “bom vivant”, sempre bronzeado e com um sorriso no rosto, o criador aos 61 anos ainda exala jovialidade.




Desde a fundação da empresa a marca foi responsável pela transmissão de um estilo de vida. Posicionando a construção da sua imagem no público jovem e nos esportes radicais, a bebida representa aqueles que se identificam com riscos, desafios e superação de limites. Coragem, ousadia e desempenho completam o espírito do produto.

Em média, a empresa investe 35% do seu faturamento anual bruto em marketing, sendo mais da metade destinada à realização de eventos criativos e ousados. Como prova da agressividade da empresa, 70% desses eventos são considerados de alto risco.

O diretor de marketing Paulo Navio acredita que quanto maior o risco, maior é o retorno para a empresa. Modalidades desafiadoras, segundo ele, colocam a marca como objeto de desejo. Um evento da Red Bull significa “a concretização de loucuras e sonhos que temos, acreditamos e gostamos”. A atitude rebelde brinca com os sentidos do consumidor o surpreendendo sempre.

E quem acha que a Red Bull só investe em grandiosos eventos está bem enganado. Para Pedro Navio o importante é a qualidade da idéia. “Não importa se uma ação tenha 50 pessoas ou mais. Quem estiver lá nunca mais esquecerá deste evento”. Caminhando nesta corda bamba entre o sucesso e o fracasso, as ações da empresa indicam um ramo incrível do marketing empresarial.



No próximo post aprofundarei sobre o marketing de eventos da Red Bull.



Fonte:
http://casesdesucesso.files.wordpress.com/2010/04/case_redbull.pdf
http://www.oficinadanet.com.br/artigo/webmarketing/redbull-e-pura-inovacao-no-marketing





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As várias faces da jornada do herói [Paula Pinheiro] #2




Quatro amigos fazem uma viagem a Las Vegas a fim de dar a um deles uma despedida de solteiro inesquecível. Ironicamente, quando acordam no dia seguinte, nenhum deles se lembra de nada do que aconteceu – nem de onde está o noivo. Esse é o resumo de Se beber não case, comédia lançada em 2009 que foi sucesso de bilheteria e ganhou uma sequência.

A narrativa tem como principais quatro amigos: Doug, o noivo, que quer apenas uma despedida de solteiro tranquila; Phil, o adulto irresponsável que odeia sua vida de casado; Stu, preso num relacionamento em que é constantemente oprimido; e Alan, o "esquisitão" que só foi convidado por ser parente da noiva. Apesar de ser um dos principais, Doug não é um dos heróis do filme, uma vez que não passa pela jornada ao longo da história – esse personagem é antes a recompensa buscada pelos heróis do que um herói propriamente dito.

As transformações porque passam Phil, Stu e Alan ficam evidentes nas cenas finais do filme: Phil abraça sua esposa e filhos, Stu cria coragem para terminar o relacionamento, e Alan se torna parte do grupo, deixando de ser o esquisito e se tornando um deles. Contudo, apesar de ser possível identificar momentos que marcam mudanças nesses personagens e na dinâmica do grupo, essas mudanças não estão necessariamente relacionadas ao que é retrata nas cenas finais.



Luzes da Ribalta, drama¹ de Charles Chaplin lançado em 1952, também se baseia em mais de um herói. O filme conta a história de Calveiro, um comediante aposentado que se vê com a tarefa de cuidar de uma jovem dançarina, Terry, atormentada por diversos problemas psicológicos que entram no caminho de sua carreira. Por ser de outra época, o filme segue um modelo diferente de Se beber não case. Seu ritmo é perceptivelmente mais lento e a história é mais longa, sendo composta de diversas "micro-jornadas" que dão continuidade uma a outra.

Algo que fica muito evidente em Luzes da Ribalta é a dinâmica de morte e renascimento dos heróis do filme. Campbell afirma² que o herói deve morrer simbolicamente (de forma a aniquilar seu ego) para renascer, também simbolicamente, com uma melhor percepção do mundo ao seu redor. Em Luzes da Ribalta, essa dinâmica ocorre o tempo todo, alternando os heróis: quando Terry está debilitada, Calveiro assume o papel de mentor que oferece apoio; mas assim que esse mentor sucumbe, passando por sua morte simbólica, Terry renasce, mais iluminada e segura, e toma para si o papel de mentora. Isso acontece de maneira alternada em diversos momentos filme.

Vários estágios da jornada ficaram evidentes nos dois filmes; de formas diferentes em cada um deles, claro. Contudo, por motivos de limite de caracteres, abordarei mais esses estágios no meu relatório final.

¹ A proposta original era que fossem analisados filmes de mesmo gênero a cada quinzena. Quando notei o erro no cronograma, considerei trocar de filmes, mas concluí que Luzes da Ribalta, devido principalmente ao contexto de produção cinematográfica em que foi realizado, ofereceria uma análise interessante, e, portanto, decidi mantê-lo.

² CAMPBELL, J. O herói de mil faces. 9ª edição. São Paulo: Editora Cultrix/Pensamento, 2004.
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Culturas do consumo [Ana Miranda]#2


Nesta quinzena, como foi proposto, li a parte III do livro ‘Comunicação e Culturas do consumo’ de Maria Aparecida Baccega. Texto bem mais específico do que o do primeiro post, com uma construção bem teórica dos aspectos do consumo em relação a sua importância como fenômeno social.
No capítulo 10 é retratado o exemplo do corpo na publicidade para construir a ideia de identificação do consumidor. Essa questão é muito bem abordada e interessante ao longo de todo texto além de ser a principal. O ponto retratado é que existem consumidores globais, ou seja, consumidores de marcas e produtos distribuídos mundialmente que se comunicam de maneira relativamente uniforme.
Também é um aspecto interessante do texto e bem condizente com o tema do meu projeto é a recepção no contexto da publicidade. Para o autor a recepção nesse caso é uma questão de identificação do consumidor. Entretanto, não reconhecer para si os padrões de certa marca não significa que não sejam de um padrão hegemônico.
No capítulo 11 a história da propaganda e do mercado consumidor do Brasil é contextualizada, para que no capitulo 12 sejam apresentados os autores que começaram os estudos no campo do consumo. O primeiro a ser citado foi Veblen e seu texto da ‘Teoria da Classe Ociosa’ de 1899, mas também Marcel Mauss e Lévis Strauss. Com esses autores procurou-se buscar a origem dos estudos em consumo, como por exemplo, a questão das trocas e o que elas representaram para o desenvolvimento de uma maneira de pensamento. Uma citação relevante é: “O consumo é um discurso capaz de criar múltiplas mensagens a partir de um código, permitindo, como operador de um sistema de classificação, aproximar e diferenciar grupos de pessoas através das coisas e vice-versa.” Pág 189.
No capítulo 13 o assunto em questão foge um pouco da temática e aborda a relação do trabalho com consumo baseando-se nos conceitos de Marx e Engels. Já no ultimo capítulo o foco fica com a relação entre publicidade e consumo. Para Baudrillard a publicidade é apenas um álibi para o consumo. Mas essa questão vai se adequar com o próximo post. De forma geral esse livro foi muito útil e com informações extremamente relevantes para o tema de estudo.
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Mais construída do que se imagina [Karina Carvalho] #2]


Capa Capricho do mês de maio 2012

Esta quinzena foquei na análise da revista Capricho do mês de maio ( edição nº 1148), que traz em sua capa o ator Ian Somerhalder da série The Vampire Daries. Ao observar a capa da revista, as matérias em destaque chamam a leitora para editoriais de moda e cabelo, e como matéria de destaque, a entrevista com o ator Ian. A divisão de temas da revista ocorre da seguinte forma: 

Entrada - onde são postadas as cartas das leitoras, fotolog e a carta da editora.
Famosos - fofocas do mundo dos ídolos teen e fotos de seu dia-a-dia.
Beleza - ocupa uma das maiores partes da revista, com dicas para COPIAR a maquiagem e os looks de famosos, lançar tendências, e sugerir para as adolescente modelos de beleza a seguir.
Moda - traz as novidades de moda, e traz estilos a se copiar de acordo com seu corpo, e vários outros estilos a se seguir.
Você - é a parte em que a revista faz o papel de amiga da leitora, respondendo  à questões típicas da adolescência com embasamento psicológico. Como o exemplar é referente ao mês das mães, a matéria "Manhê" p.78 "ajuda a decifrar" qual tipo de mãe é a sua, e em outras reportagens explica o surgimento do dia das mães.
Diversão - a revista fecha com matérias de humor, de micos, horóscopo, e indicações de filmes, livros e música.

A leitora é sutilmente "cobrada" a estar sempre linda, mesmo quando a revista diz que é possível ser feliz estando fora dos padrões, ele com certeza já foi seguido por algum famoso, ou anônimo que você deve copiar pra alcançar a felicidade.
A felicidade então, se torna uma questão de ter e de ser. Muito mais de ter na verdade, já que a quantidade de anúncios publicitários ao longo da revista é algo perceptível.
A adolescente modelo passada é bem-humorada, amiga fiel, antenada no mundo dos famosos, e está no início de sua vida sexual. Ainda é uma garota que se arruma para os meninos, e age de forma a conquistar o homem, a adolescente passada pela capricho ainda pensa mais em sua imagem diante do mundo e dos meninos.
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Agora ou Nunca [Laura Marques de Oliveira] #2


Nesta quinzena tive problemas, pois o quadro que gostaria de analisar neste post é o Agora ou Nunca, mas ele não foi veiculado nos últimos dois sábados. Neste quadro as pessoas enviam cartas para o programa e uma delas é escolhida para ir até o set do Caldeirão do Huck para tentar ganhar prêmios. Porém, a premiação só é entregue se o participante conseguir passar pelas provas criadas pela produção do programa. Nas palavras do apresentador Luciano Huck: “As coisas têm que ser batalhadas para serem saboreadas”.
Primeiramente, a “personagem” escolhida para fazer parte do quadro é sempre alguém que esteja passando por grandes dificuldades financeiras e que tenha projetos de vida; como foi o caso do Agora ou Nunca do dia 28 de janeiro, o primeiro que analisei.
No quadro, o participante era Josevaldo Silva, maestro que ensina música para crianças num dos bairros mais pobres da cidade de Conceição do Coité, na Bahia. Ao longo do programa mostra-se que a orquestra de crianças ministrada por Josevaldo precisava de mais recursos. A escolha dessa personagem já aponta a característica neopopulista do quadro. Josevaldo é mostrado como alguém que merece os prêmios por não ser financeiramente abonado. Outro aspecto é o da nobreza da causa que Josevaldo representa, algo que é constantemente lembrado por Luciano Huck. Enquanto o maestro realiza as provas fala-se também sobre as dificuldades que ele passa para concretizar o projeto para as crianças da cidade. Dessa maneira o participante torna-se grande merecedor do prêmio como homem pobre, necessitado (retrato da classe que o neopopulismo prioriza). Durante as provas Luciano torce por Josevaldo e se mostra como aquele que deu tal oportunidade para o homem; aparece, então, o líder carismático, típico dos populismos (neo e tradicional). No quadro a ideia de mérito (Josevaldo “lutou” pelo dinheiro) aparece claramente; como se o maestro tivesse conseguido o dinheiro sozinho. Quando, na verdade, o processo para chegar ao prêmio, não preparou o participante em nenhum sentido para administrar a quantia que recebeu.

Quadro "Agora ou Nunca" analisado:


Acesso em: 13/04/2012
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O nome dela é Helena [Gabriella Braga] #2

O nome dela é Helena. Não, não é a Helena Corrêa. A personagem lendária, dona de uma beleza excepcional e grandiosa, despertou paixão nos mais diversos homens e causou uma das guerras mais famosas da história grega. A Guerra de Troia, retratada nos contos de Homero, começou quando o troiano Páris, filho de Príamo de Troia, raptou a mulher mais bela do mundo - Helena. Casada com Menelau, rei de Esparta, o rei declarou guerra à Troia devido ao ato ultrajante de Páris. 

 
Helena do filme Helena de Troia, interpretada pela italiana Rosana Potestà


A história de Helena é contada em dois filmes propostos por mim em meu plano de trabalho. O primeiro, Helena de Troia (Helen of Troy), de 1956; e o segundo Troia (Troy), de 2004. Os dois definitivamente possui abordagens diferentes: enquanto o primeiro foca mais na relação de amor entre Helena e Páris, na história entre os dois, o segundo mostra mais a guerra, as batalhas - talvez por ser um filme que considerado mais comercial.


Páris, interpretado pelo ator Orlando Bloom no filme Troia, 2004.

Além disso, as histórias são um pouco diferente uma das outras e em relação aos contos em livros. No filme Helena de Troia, Páris conhece sua amada após ser salvo pelos espartanos de um naufrágio. Em Troia, não fica explícito o modo como os dois se conhecem, mas pode-se deduzir que Páris foi convidado por Menelau para ser seu hóspede, sem citar nenhum naufrágio. No livros e contos, porém, a história da guerra começa quando as deusas Afrodite, Atenas e Hera tentaram possuir a maça de ouro oferecida por Eris, a deusa da discórdia. Zeus, então, convocou Páris, o homem mais bonito, a escolher qual das três deusas era a mais bonita. Cada uma delas ofereceu algo ao homem e ele escolheu Afrodite, que lhe ofereceu o amor da mulher mais bela do mundo (vocês lembram qual é). Páris foi à Esparta conquistar a mulher amada (novamente, nenhum naufrágio é citado) e é convidado de Menelau, assim como no filme Troia. 


Embora com suas divergências, a história é sempre interessante. Retratada de um modo ou de outra, a guerra causada por Helena ainda tem muitos aspectos a serem explorados e desenvolvidos, seja no amor, na batalha, no ódio ou até na ambição dos deuses. 

Abaixo os trailers de Helena de Troia e de Troia. 








Fonte: SOUSA, Rainer. Guerra de Troia. Disponível em <www.brasilescola.com/historiag/guerra-de-troia.htm> 2012


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A realidade onírica de Buñel [Raissa Fernandes] #2

Aquela estranha confusão de uns sonhos que parecem verdade e de umas realidades que parecem sonhos fascinava Buñel. O cineasta espanhol é uma das maiores referências do chamado cinema Surreal. Neste post me dedico a um breve comentário sobre o pensamento surrealista de Luis Buñel. Buñel pensava em realidade de uma maneira bem mais ampla do que o usual. Ele enxergava sonho e realidade (aspectos corriqueiramente considerados contraditórios) como se unindo numa espécie de “realidade absoluta, de surrealidade”. Buñel chegou a citar Breton (poeta e teórico do surrealismo) para mostrar que para ele, não existia diferença entre o real e o fantástico. “O que é mais admirável no fantástico é que ele não existe, tudo é real” (Breton citado por Buñel). E compartilhando da característica comum às primeiras vanguardas, Buñel queria fugir da verossimilhança e ser um filme libertador. Assim, para construir seus filmes, Buñel partia de uma imagem onírica, do irracional, do que não se pode apreender, imitando não o verossímil, mas o esquema ilógico e descontínuo dos sonhos. Era um “senso de libertação” que desafiava não só a verdade, como qualquer idéia de instituição, sistema ou regra. Em seu primeiro filme, “Um cão Andaluz”, o manifesto surrealista fica claro, quando Buñel nos espanta com cenas totalmente sem sentido e impossíveis: uma vaca deitada na cama, a mão de um homem se desmanchando por formigas, entre outros. E na seqüência, ele iria produzir “Idade de Ouro”. Que, mantendo todos esses aspectos surreais, vai trazer uma dura crítica a religião e a burguesia, dentro daquela noção de “libertação” e de quebra das instituições. A maioria de seus filmes vai ter esse caráter subversivo e desafiador da moral, dos costumes, da burguesia, das instituições e da religião. Veja a baixo o trailer do curta “Um cão andaluz” que mostra algumas das cenas oníricas e subversivas do filme.
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Happiness Factory [Luiza Alfenas] #2

A Coca-Cola sempre foi a dona da “felicidade”. Pelo menos é o que os seus comerciais tentam mostrar. A proposta é propagar mais que um produto em si, uma ideologia por trás dele, a forma como a marca quer ser vista.
A primeira campanha a ser analisada é a “Happiness Factory”, que rendeu quatro filmes e muitos prêmios. Neles, é mostrado o interior de uma máquina de Coca-Cola, que seria um mundo mágico, onde criaturas-operárias produzem cada garrafa como se fosse única – ao final da produção, soltam fogos de artifício, como se aquele fosse um momento extraordinário. “Temos uma fábrica de fantasia, que deve produzir não um produto, mas a felicidade do jovem consumidor, gratificado pela troca de sua moeda pelo bem ritualizado que lhe chega às mãos, depois de passar pelo processo produtivo edulcorado da publicidade.”¹ Ao tomar o primeiro gole do refrigerante, o garoto se dá conta de que algo mágico aconteceu ali.






A seguir, vemos a campanha “Happy Kingdom - Um mundo novo é possível” – um mundo onde todos tomam Coca-Cola e, por isso, são felizes. Os vídeos produzidos mostram o início de uma batalha entre um exército colorido e divertido e um sombrio e mal. A alegria proporcionada pela Coca-Cola contagia a todos, e o conflito acaba em festa entre os dois reinos.



Por fim, apresento algumas ações de guerrilha da marca, que, mais que os próprios participantes nas ruas, acabam chegando a diversas pessoas por meio da divulgação no YouTube. A primeira -“A máquina da felicidade” - já alcançou quase 5 milhões de views. Nela, vemos uma máquina da Coca-Cola que “compartilha momentos de alegria” com os consumidores. Na segunda campanha (realizada no Brasil), “o caminhão da felicidade” distribui além de Coca-Cola, bolas, óculos de sol e brinquedos. Também realizada no Brasil, a terceira campanha mostra uma “loja de conveniência da felicidade”, que pisca, brilha e toca música quando você pega um refrigerante na geladeira. Na teoria, essa insistência em cima da felicidade é um pouco desgastante, porém, ao ver os vídeos, pode-se perceber a alegria que a marca tanto divulga. E sim, ela é contagiante.




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Falai-me da Morte [Gabriela Bianchi] #2

Mídia, Memória e Celebridades – Estratégias Narrativas em Contextos de Alta Visibilidade (Michael Herschemann)

A leitura do livro me proporcionou uma visão diferenciada do ponto de vista da mídia, das celebridades e da morte. O tipo de produção midiática como a expansão do material ciberbiográfico, o boom de matérias jornalísticas em que a vida é tratada como objeto central da notícia, e tudo aquilo que tangencia o biográfico, aponta para a necessidade de alargamento das próprias noções de biografia.

O que se busca pelo consumo biográfico, afinal? É possível dizer que as narrativas biográficas vêm tornando-se referências fundamentais para os indivíduos contemporâneos, uma vez que é a partir delas que os agentes sociais, ao mesmo tempo, atribuem sentidos e significados para a realidade e constroem, provisoriamente, um lugar para si no mundo.

A ideia do “novo” em nossa sociedade parece estar cada vez mais atrelada ao passado, com a crise da modernidade, o futuro teria se apropriado do passado como âncora temporal, fornecendo como que bússolas aos indivíduos que encontram-se num mundo cada vez mais veloz e fragmentado.

É possível perceber, assim, um novo estilo de vida, em que construimos um sentimento de pertencimento no qual os ídolos e celebridades são referências e modelos, e passam a ser erotizados, influenciando o consumo.

Sendo assim, partindo dessa necessidade de norteação, seria basicamente como que se pela característica comum da humanidade, pela morte, os fãs, de alguma maneira se aproximassem aos artistas, estrelas tão distantes dos homens ordinários e encontrassem um elo perdido que os identificam como humanos.


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Cisne Negro, dramático até no trailer [Marina Cornélio de Moura] #2

O filme Cisne Negro narra a história de uma jovem bailarina de Nova York que é escolhida para estrelar uma grande produção de sua companhia, a famosa peça Cisne Negro. Pressionada por sua mãe, pelo coreógrafo e pelas colegas, a personagem, Nina, vive um drama psicológico.

A partir do trailer, já é perceptível que a personagem passa por problemas de insegurança, ficando obcecada pela colega bailarina, Lily, que estaria, supostamente, pegando o seu papel na produção. No decorrer tanto do filme quanto do trailer, vemos Nina instável e sempre desconfiada das pessoas e tendo alucinações. Durante todo o trailer, o espectador recebe dicas de acontecimentos que se passarão no decorrer da trama, inclusive tendo algumas sugestões de como será o desfecho da história. Como espectador do trailer somente, a audiência não consegue estabelecer as relações afetivas da personagem, se ela está interessada em seu professor ou em sua colega, Lily, uma vez que são mostradas reações contraditórias a ambos.

Em relação a aspectos técnicos do trailer, podemos perceber a duração usual de um trailer oficial (cerca de 2 minutos). Em relação à montagem da trama no trailer, ao assistir ao filme em comparação, pude perceber que há momentos com imagens de uma determinada cena e áudio de outra, inclusive criando uma sequência na fala que não existe no filme, uma vez que a personagem fala as frases em contextos diferentes (de 10 a 17 segundos no trailer). Além disso, podemos perceber quase uma contradição nesse mesmo momento, já que a cena mostrada está nos minutos finais, enquanto a fala é a mesma que inicia o filme. 


Achei essa quinzena muito construtiva, porque o trailer de Cisne Negro é muito rico em cortes, além de construir uma história que, de certa forma, se assemelha bastante com a narrativa do filme. Dessa forma, é uma construção diferente do que tive na primeira quinzena, o que possibilitou a agregação de novos conhecimentos.
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Elementos de expressão das marcas [Gabriela Bonfim] #2


As marcas se dão a ver de diferentes maneiras com o objetivo de estabelecer uma conexão com o consumidor (se esta for emocional, melhor).
Para isto, se valem de diversos recursos: desde seu nome até a cor do uniforme dos funcionários, passando pelo logotipo, embalagem dos produtos, slogan, jingle, mascote, enfim, todo o conjunto que constrói a identidade da marca e seu universo perceptual, dotado de símbolos, sensações e associações, com o qual as pessoas interagem.

Nome

O nome de uma marca é como um nome próprio, porém diferente deste, já que podem existir várias “Alices” ou “dos Santos”, enquanto nomes de marcas só podem designar uma única entidade.
É difícil criar um bom nome para uma marca, mas uma boa estratégia é apoiá-lo em termos que já possuem carga semântica forte. Ex: Natura. Todo o discurso da empresa remete à natureza, sustentabilidade.
Nome em harmonia com discurso = Marca forte

Linha de produtos Natura Ekos
Wallpaper disponível no site da Natura

Logotipo

Fazendo uso da definição de Norberto Chaves, “o logotipo é a versão gráfica estável do nome da marca”; análogo ao que no indivíduo é a assinatura de seu nome.
O logotipo é a chave de acesso imediato ao universo representativo da marca, portanto deve encarnar a imagem da empresa, ter coerência com o discurso global da organização, resistência à fragmentação. Deve ter originalidade para se distinguir, expressar um sentido que logo deve ser percebido, ter legibilidade e visibilidade, além de flexibilidade e versatilidade, possibilitando sua representação em qualquer meio.

 

Forma e Design

Curvas expressam feminilidade, sensualidade. Paralelas verticais são sinônimo de sustentação.
As formas possuem uma linguagem própria capaz de causar efeitos e sensações nas pessoas. Obviamente, portanto, isso é levado em consideração na hora de planejar a identidade visual da marca. Alguns exemplos:

Curvas na embalagem do perfume feminino evocando suavidade, sensualidade.

Angularidade associada à dureza, masculinidade.

Simetria nos ponteiros do relógio

Simetria perfeita utilizada no logo da Mercedes-Benz


Embalagem e Rótulo

A embalagem é objeto simbólico, que deve assumir as funções de diferenciação, atração, sedução e informação. Muito mais que exercer a função de contenção e proteção do produto, a embalagem é como um comercial relâmpago, que deve chamar a atenção do consumidor. O mesmo vale para o rótulo, que excede sua função primeira, de informação/descrição, para compor junto à embalagem a identidade visual do produto.
Por seu caráter distintivo, a embalagem é dotada de grande importância, fato comprovado por pesquisas que atestam aumento de vendas após sua mudança; casos de cópias dentro do mesmo segmento de produtos e até proteção legal de embalagem, caso da garrafa de Coca-Cola em estilo Art Nouveau.

Mudanças de embalagem da Budweiser

Embalagem protegida legalmente


Multiuso que teve embalagem possivelmente copiada
   
Danoninho também foi copiado


No próximo post continuarei falando sobre os elementos de expressão marcária. Aguardem!
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Yakuza, militares e as tatuagens brasileiras dos anos 1900 [Luiza Pontes Brant] #2


Nessa quinzena assisti a três documentários (Como Funciona - Tatuagens, Corpos Marcados - Zona de Morte e Corpos Marcados - Morte da YAKUZA).

O primeiro mostra uma parte mais técnica do funcionamento das máquinas de tatuagem, de como a tinta é inserida na pele e de como ela pode ser retirada (a laser). Há uma breve história de como, onde e por quais motivos as tatuagens vêem sido usadas no mundo, mas nenhuma novidade - em se comparando aos outros documentários e livros explorados na quinzena anterior.

Os outros dois documentários tratam, respectivamente, das tatuagens no âmbito militar (como forma de lembrar companheiros mortos em guerra ou para assegurar a identificação em caso de morte ou ferimento - tatuando o nome, o batalhão, tipo sanguíneo, etc) e das tatuagens no Japão, relacionadas à organização criminosa Yakuza. O documentário mostra que, devido à forte ligação entre tatuagens e a Yakuza, há ainda muito preconceito e proibições a pessoas tatuadas (por exemplo, não se pode ir à uma piscina ou banho público quando se é tatuado).

Os livros explorados foram Tatuagem - dor. prazer. moda. e muita vaidade, de Apoenan Rodrigues, e a crônica de João do Rio intitulada Os Tatuadores, contida no livro A Alma Encantadora das Ruas. O primeiro livro é mais um guia informativo para quem quer fazer uma tatuagem - entrevistas com psicólogos e dermatologistas, histórias de pessoas tatuadas que se arrependeram (ou não), e algumas brevíssimas citações de costumes históricos relacionados à tatuagem. Muito desencorajador, a meu ver. Já a crônica de João do Rio mostra alguns costumes associados à marinha brasileira da década de 1900 - como o costume dos marinheiros de tatuar uma cruz nas costas para evitar as chibatadas de repreensão dos superiores.

Nas próximas semanas vou me aprofundar mais na questão das tatuagens no contexto presidiário. Dando uma passada por um livro que pretendia abordar, As Nazi-Tatuagens, de Célia Maria Antonacci Ramos, decidi excluí-lo de minha análise, para não me desviar de meu foco.
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Ainda bem que vivemos numa sociedade feliz! (Só que não) [Leticia Garcia] #2

Para analisar a sociedade pós-moderna, Bauman parte do preceito da diferenciação da sociedade de produtores (que vigorava na modernidade) e da sociedade de consumidores (da qual nós fazemos parte).
O primeiro antagonismo é a diferença entre consumo e consumismo. Consumo é algo natural, inerente à história humana e tem como principal função fixar padrões nas relações inter-humanas; já o consumismo é o próprio fim: a satisfação não está em usufruir do produto desejado e sim no ato mesmo de consumo. Essa é a identidade na pós-modernidade. Pessoas e grupos são reconhecidos justamente pelo que costumam consumir. Basta navegar por profiles em redes sociais como Orkut e Facebook que lá está no que as pessoas querem dizer sobre si mesmas os livros que lê, as comunidades que participa, as páginas que curte.
Na sociedade de produtores o objetivo da prática do consumo era a segurança em longo prazo, o foco estava na durabilidade e solidez do produto. Opostamente, na sociedade de consumidores os desejos são insaciáveis, vivemos uma ‘cultura agorista’ (definição de Bertman) e hedonista na qual precisamos satisfazer nossos desejos imediatamente. Os objetos de desejo têm a obsolescência embutida, são rapidamente consumidos e descartados. Isso se aplica justamente nos relacionamentos interpessoais, nos quais a postura carpe diem é levada ao extremo num ato egoísta e individualista. Maffesoli disse que o tempo pós-moderno não é cíclico e nem linear, mas pontilhista, no qual cada ponto (que não tem largura, altura nem profundidade) é um big bang em potencial – mas se não for... pois bem, passemos ao próximo ponto.
Outras características próprias da sociedade de consumidores são a pressa – que é motivada pelo desejo de ‘adquirir e juntar’, mas se torna imperativa pelo ‘descartar e substituir’ –, o excesso de informação que é muito difícil de ser filtrado e a melancolia (entorpecimento da capacidade de diferenciação de importância e de verdade).
Nisso tudo, o valor supremo desse tipo de sociedade é a vida feliz: é prometida a felicidade terrena, sem mais adiações. Entretanto – que paradoxo! – é na insatisfação dos consumidores que a sociedade se sustenta. A sociedade de consumo só dará certo enquanto seus membros não forem completamente felizes.
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sábado, 12 de maio de 2012

Ilustrada e EM cultura [CLARA NOVAIS] #2 - Reportagem de Capa

Na segunda parte do meu projeto analisei a primeira capa dos cadernos EM Cultura e Ilustrada. Entretanto, semana passada, a primeira capa do caderno de cultura do Jornal Folha de São Paulo teve mais da metade de sua página ocupada por propaganda da grife Victor Hugo em quatro dias da semana, dificultando minha análise.  Como tenho acesso às versões digitalizadas de ambos os jornais por ser assinante, utilizei-me da semana anterior, o que não resolveu o meu "problema". A Folha de São Paulo tem se utilizado bastante da primeira página da Ilustrada para publicação de publicidade de grande porte. O Estado de Minas, por sua vez, não tem se utilizado de publicidade na primeira página do caderno de cultura.


Os temas tratados na capa do caderno EM Cultura na semana de 30/04 à 04/05 foram: 

30/04 projetos de Nana Caymmi, que se apresentou em Belo Horizonte nos dois dias seguintes, mas já havia anunciado planos de se aposentar em março. A reportagem de capa se apresentou em duas colunas posicionadas uma a direita outra a esquerda de uma fotografia bastante emodulrada da cantora, que tomou todo o centro da página. À baixo dela, anunciava-se as datas e locais das apresentações. Trechos de entrevista com a cantora foram apresentados

01/05 artistas belorizontinos e suas experiências em abrir shows de bandas famosas. A reportagem conversou com três deles. Lu Alone (abriu para Demi Lovato), banda Plaiades (Deep Purple) e o DJ Vitor Sobrinho (DJ David Guetta). Uma fotografia de quase meia página da apresentação de Lu Alone e duas pequenas dos outros dois artistas ilustravam a reportagem.

02/05 exibição do filme Girimunho em São Romão, cidade onde foi rodado, e sua reação na população simples da cidade. Duas fotos de personagens do filme, habitantes da cidade, uma foto de uma padeira da cidade, que opinou sobre o filme na reportagem, trabalhando, a praça cheia no dia da exibição do filme e uma das protagonistas com sua neta, ilustraram a reportagem. 

03/05 aniversário da Officina Multimédia e lançamento de sua nova montagem.  A reportagem conta a história do grupo, apresenta seus integrantes em uma coluna na qual falam sobre a Officina, e apresenta uma fotografia de quase meia página dos integrantes.

04/05 lançamento do filme Battleship. A primeira página do caderno contou com um design  que remetia à batalha naval, tema presente no filme. Três fotos pequenas dos personagens dividiam espaço com barquinhos desenhados nos quadrados do ‘tabuleiro’. A repórter esteve nas gravações do filme à convite da Paramount. 

No domingo, 06/05, o tema foi a discussão entre artistas sobre a substituição da força política da cultura por preocupações com o mercado, enquanto o mundo se prepara para o Rio+20. A Reportagem apresentou o ponto de vista de alguns artistas em relação a esse tema, uma fotografia grande no topo de um trabalho Frans Krajcberg, que participa da discussão e uma pequena foto do artista em baixo de uma frase dele em destaque.

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Os temas tratados na capa do caderno Ilustrada na semana de 30/04 à 04/05 foram:

30/04 apenas chamada para reportagem que se desenvolveu no interior do caderno, falando da cineasta brasileira Julliana Rojas, que participou pela quarta vez do festival de Cannes, e uma foto dela. Mais da metade da página foi utilizada para publicidade da grife Dior.

01/05 inauguração de um museu em Istambul que conta a história do livro “o museu da inocência”, pelo próprio autor do livro. Reportagem feita por dois jornalistas diferentes, um falando do museu, outro do livro. Três fotografias apresentam o museu, uma apresenta o autor. Uma, de maior tamanho, serve de fundo para o título e apresenta diversas chaves, peça fundamental a obra.

02/05 baixa visibilidade do rap na Virada Cultural, em São Paulo. No centro, um grande quadro apresenta fotografia de rappers que já se apresentaram no evento e uma linha do tempo dessas apresentações. Uma jornalista fala dessa baixa visibilidade em uma coluna e, em outra, outra jornalista analisa esse quadro.

03/05 chamada para reportagem desenvolvida no interior do caderno sobre o escultor inglês Antony Gormley que espalhou esculturas em tamanho real de pessoas nos topos dos prédios de São Paulo. Mais da metade da página foi utilizada para publicidade de um shopping paulista.

04/05 apenas chamada para reportagem sobre o ator Channing Tatum, nova aposta de Hollywood. Fotografia do ator e a hashtag #boymagia, comum na rede social Twitter, foram utilizadas. Mais da metade da capa foi tomada por publicidade da grife Dior.

No domingo, 06/05, a publicidade foi a maior representada na primeira página da Ilustrada mais uma vez. Uma chamada pequena sobre uma série da Record com uma fotografia de tal foi apresentada.

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Tanto o caderno de cultura do Jornal Estado de Minas, quanto o do Jornal folha de São Paulo, tratam  tanto de temas de alcance mundial, como de temas de seus próprios estados. As fotografias são utilizadas apenas como recurso de ilustração em ambos os cadernos. Todas as matérias são assinadas e, em alguns casos, a Ilustrada conta com mais de um jornalista para o mesmo tema.

Algumas matérias tem ligação com a agenda cultural das cidades, outras falam de temas que poderiam ser retratados em qualquer outro estado, ou até mesmo em outra data.
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Resposta ao comentário no último post:
Regiane, 
Verifiquei em edições de outras semanas e sim, as sessões se repetem nos mesmos dias em que eu indiquei. São fixas.  Também comparei para ver se existiam sessões equivalentes. Não havia publicado, mas são as sessões equivalentes que serão analisadas nas próximas quinzenas.

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Tinteiro e papel [Tomás German] #1



O início da tipografia é marcado pela criação da prença gráfica de Gutenberg. Nesse início, tipografia e caligrafia andavam juntas e ambas se influenciavam. Com o tempo, a tipografia foi tomandos outros formatos e formas para melhor expressar um determinado conceito ou ideia. Contudo, é inevitável uma forte importância da caligrafia no fazer tipográfico e é por isso que inicio meus post falando sobre ela, a Caligrafia.

Para isso, reservei esse espaço para esboçar os 6 princípios básicos da caligrafia. O princípio do ângulo de inclinação e o princípio de peso, ambos influenciam na espeçura dos traços, sendo que os ângulos perpendiculares, 90° e 0°, são, respectivamente, os traços mais finos e os traços mais grossos. O princípio de estrutura e proporção, isso é a forma básica que uma letra possui, a angulação e formato das letras. O princípio da Chanceleresca, que é um tipo de letra cursiva, fluida e muito elaborada; surgiu para ganhar velocidade, mas sem perder a elegância. O princípio de "Ductos", que são a ordem de sucessão e o sentido dos traços que formam uma letra. Por fim, o princípio da velocidade, que influencia decisivamente na precisão dos traços, quanto mais veloz se escreve mais se perde as formas originais da letra; uma dica para fazer traços mais lentos é sempre tirar a pena do papel ao invés de arrasta-la. Com isso, finalizo meu esboço sobre caligrafia e os próximos posts farei análises sobre as tipografias.
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AfroReggae - Introdução [Ciro Thielmann] # 1


    Nessa primeira quinzena foquei minha pesquisa em torno do início da construção e idealização do Grupo Cultural Afrorregae, a pesquisa foi feita a partir do livro " Da Favela para O Mundo" e do filme " Favela Rising". Essa primeira parte será importante para se ter uma base do que virá a ser focado como tema durante a pesquisa acerca dos programas “ Conexões Urbanas” e “ Papo de Polícia”. 
    O Grupo Cultural AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através da cultura e da arte, desperta potencialidades artísticas que elevam a auto-estima de jovens das camadas populares. O grupo nasceu na 1ª Rasta Reggae Dancing, no dia 17 de outubro, no Centro Educacional Souza Aguiar. O evento impulsionou a criação de um jornal informativo o “Afrorregae Notícias” com o apoio de alguns programas de rádio (Rasta Revolution, Vibrações Positivas e Positive Vibration e do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP).  A festa de lançamento do ARN N° 0 aconteceu em 21 de janeiro de 1993, três meses depois da Rasta Reggae Dancing, na sede do Instituto de Estudos da Religião (ISER), na Glória. O jornal foi o marco oficial de fundação do Grupo Cultural AfroReggae e era distribuído gratuitamente e de forma voluntária por sua equipe editorial. Várias pessoas foram fundamentais nessa primeira fase: José Junior, Tekko Rastafari, Jupi, Arcélio Faria, Marcelo Yuka, Mônica Cavalcanti, Plácido Pascoal, Ângela Fagundes e muitos outros que, de uma forma ou de outra, apoiaram a iniciativa.
      No dia 20 de julho, o Grupo Cultural AfroReggae (GCAR) foi legalizado e passou a existir juridicamente. O objetivo do AfroReggae era ter um tipo maior de intervenção com a população afro-brasileira, atuando principalmente na comunidade de origem de seus membros, Vigário Geral. No AfroReggae sempre se discutiu muito sobre quais os caminhos para se tirar os jovens da criminalidade e do ócio. O contato com as comunidades de Acari e Cantagalo, através da distribuição do ARN, as chacinas da Candelária e a de Vigário Geral foram amadurecendo a ideia de fazer algo e no 1° de junho, Vigário Geral recebe as primeiras oficinas: percussão, dança afro e reciclagem de lixo, na Quadra Nahildo Ferreira. Nasce então, o que seria o primeiro núcleo de Cultura do AfroReggae. Com o passar do tempo, o Afro Reggae vem crescendo e hoje já atua em quatro comunidades, Vigário Geral, Morro do Cantagalo, Parada de Lucas e Complexo do Alemão. Além disso, o grupo tem mais de 65 Projetos e também desenvolve trabalhos em todo Brasil e fora dele. Os assuntos que se relacionam às ações da ong dentro das comunidades carentes, sairam da favela e foram para televisão a partir de uma iniciativa paralela do grupo. Apartheid social,a guerra do tráfico,o cotidiano dentro das favelas, conhecimento, cultura, entre outros, são temas que estruturam os programas “ Conexões Urbanas”( apresentado por José Júnior) e “ Papo de Polícia” que terão a partir de agora terão um maior enfoque dentro da pesquisa. 

para quem quiser assistir! vale muito a pena :
http://www.youtube.com/watch?v=B5_DnxeEkts
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Não é o show da virada de ano. É uma evento góspel [Pedro Mol] #1



Antes de entendermos o que é mídia gospel, primeiro precisamos de compreender quais são as pessoas que fazem parte desse grupo que ficou conhecido por "evangélico".
De acordo com matérias da revista "Veja" feitas ao longo das duas últimas décadas, o número de evangélicos tem aumentado em proporções que assombram a sociedade e, principalmente, a igreja católica, instituição que vê cerca de 600.000 fiéis se transmigrando por ano para essas religiões provenientes da reforma protestante. A Teologia da Libertação (1950 - 60), mais conhecida como marxismo católico, que pregava uma maior compaixão dos seguidores religiosos que andavam à beira da miséria perdeu forças após uma reação repressiva vinda do lado mais tradicional católico.
O discurso feito por essas igrejas parece ser o grande motivador de toda essa mudança. As pessoas presentes no culto, carentes por uma palavra que anuncie "dias melhores", são alvo fácil para pastores que, em sua maioria, adotam o perfil messiânico. Há, então, uma compatibilidade entre o discurso proferido pelos líderes góspeis e os fiéis e espectadores de cultos - que muitas vezes são shows, assunto que será tratado em outro post -, ausência sentida nas missas católicas.
Ainda de acordo com matérias da revista "Veja", o crescimento dos evangélicos, tanto quanto foi assombroso, foi silencioso - algo que nem os estudiosos da religião conseguiram prever ou mesmo explicar. Quando se viu, a atuação deles nos mais diversos setores da vida social era inegável e presente que algumas dessas vertentes religiosas já possuíam horários na TV e eram donas de algumas estações de rádio. Dessa maneira, o alcance desse fenômeno de dispersão se torna ainda maior.

Eu faço parte da igreja Metodista que vem do protestantismo histórico (assim como a batista e a presbiteriana), ou seja, não é nem petencostal ou neopentecostal, mas também é considerada como "evangélica". Mesmo fazendo parte dessa religião, os desafios de pesquisa são muitos e as descobertas já   começaram a surgir. Entender os porquês do meio que vivo está me deixando animado e com muita vontade de pesquisar. Aguardem mais notícias
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Apenas mais um dia [Pedro Alvim] #1


Nesta quinzena eu li o livro "Jornalismo Esportivo", escrito por Paulo Vinícius Coelho, e decidi fazer uma crônica no lugar do post comum.Reuni várias informações presentes no livro e tentei sintetizá-las na crônica a seguir:

                                            
                                                        Apenas mais um dia

Domingo, dia de descanso para grande parte da população, porém não para mim.Tenho de sair cedo de casa, pois a cobertura de um grande clássico começa bem antes do espetáculo em si.Além de um clássico, este jogo tem o adicional de definir uma vaga para a final do campeonato Mineiro, para enfrentar o 
Atlético.

Chego cedo na redação e começo a relacionar quais as prováveis escalações de ambos os times, além de ver quais são as grandes baixas de cada um.Em um clássico o trabalho fica mais díficil, pois qualquer deslize pode ser visto como traço de parcialidade e, imediatamente, rechaçado pelos espectadores.

Não me leve a mal, é uma profissão agradável, pois trabalho com algo que gosto muito, porém requer uma grande perícia com as palavras, um atributo cada vez mais raro.Muitas vezes o jornalista esportivo é tido como palpiteiro e,devo confessar, muitos podem ser enquadrados nessa categoria.O constante aprimoramento é algo que um jornalista deve ter sempre em mente, para que sua forma de ver o jogo não fique defasado.

Com todos os dados levantados eu me dirijo até o estádio, o grande palco em que o espetáculo se desenrola.Lá ouvimos os grandes personagens, pois o que seria o futebol sem as declarações polêmicas de jogadores, técnicos e dirigentes?

Com o jogo próximo eu reúno todas as minhas informações,pois a memória nem sempre é 100% confiável, e me preparo para a transmissão.Saber quais informações são importantes é essencial para um bom comentarista que deverá tê-las sempre a mão.

O jogo já estava para começar e o palco estava armado para a redenção.Os jogadores celestes estavam com seu orgulho ferido, a torcida exigia uma vitória e o comandante precisava,e muito, dela.Davi tinha desferido um duro golpe, mas Golias estava longe de cair.

Pelo menos era isso que se esperava antes do jogo.A vontade de ganhar dos jogadores cruzeirenses se tornou em um nervosismo tremendo, fazendo até jogadores mais experientes, como é o caso do jogador uruguaio Victorino, falharem.O time do América soube fazer o seu jogo e,com ajuda de uma falha gritante, conseguiu abrir o placar.

Um gol do Coelho era tudo que precisava para o sistema tático imposto por Mancini desmoronar.O ataque com uma partida pouco inspirada de Montillo estava uma bagunça, já no sistema defensivo as laterais pareciam avenidas e se não fosse por uma atuação sólida do volante Marcelo Oliveira o Cruzeiro poderia ter levado uma goleada.

Mesmo entregando passes, errando um penâlti muito discutivel e sem conseguir arrumar a defesa o Cruzeiro chegou ao gol de empate, que também foi gerado por uma falha bizonha da defesa americana.

Muitos imaginavam que com o gol o nervosismo celeste iria acabar e, com sorte, eles poderiam começar até a acertar três passes.Não foi isso que aconteceu.Apesar do gol o time cruzeirense continuou mal e, sem substituições por parte do treinador, voltou para o segundo tempo com o mesmo “futebol”.

O Cruzeiro ensaiou uma pressão, mas todo contra-ataque americano gerava perigo, retrato de uma defesa frágil.Mancini demorou muito para mudar o time e, quando finalmente resolveu  
mudar, o fez muito mal.A saída de Marcelo Oliveira foi uma incógnita, visto que era claramente o jogador mais estável em campo, segurando a lateral que Everton se recusava a marcar.Mais tarde tirou Diego Renan, que teve mais uma atuação fraca, para colocar o jovem Élber, porém com sua pouca idade e o pouco tempo de jogo nada pode fazer para mudá-lo.

Com o time celeste nervoso, cansado e totalmente bagunçado o América conseguiu um contra-ataque aos 47 minutos que culminou com a finalização de Fábio Junior, um golpe de miséricordia por parte de um ex-jogador estrelado.

O jogo foi um retrato do Cruzeiro recente, um grupo de jogadores sem raça, com pouca habilidade, que não honram a camisa e não podem sequer ser chamados de time.Mais uma vitória merecida do América, que passou com sobra sobre o “Cruzeiro” e poderá, porque não, sonhar com o título.

Após o jogo escrevo uma matéria a respeito do mesmo e volto para casa.Afinal descanso também é fundamental para uma profissão tão corrida. 
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terça-feira, 1 de maio de 2012

O Pif Paf de Millôr - Parte 1 [Isabella Lucas] #1

O Pif-Paf começou como uma coluna do jornal O Cruzeiro, pertencente à cadeia Diários Associados, de Assis Chateaubriand. A coluna assinada por Vão Gogo (pseudônimo de Millôr Fernandes) permaneceu no jornal por mais de 10 anos, quando, em 1963, o jornalista fora demitido devido a pressões de alguns setores que não aceitaram uma sátira do autor à versão cristã para a criação do universo.



Millôr fundou, então, dois meses após o golpe militar de 64, o primeiro veículo de comunicação da imprensa carioca na resistência à ditadura militar. "Através do humor e do fato de ela estar preocupada com os dilemas sociais e políticos,  Pif-Paf torna-se uma manifestação fundamental da cultura brasileira. Em verdade, ela tenta reconstruir o modo de ser e a mentalidade dos homens simples. Pouco a pouco aventura-se a construir um painel da consciência das pessoas". (PEREIRA, Thaís Pacheco. O PIF PAF e a censura: A precariedade de criação na ditadura.)



O ponto fundamental da revista é o humor como arma de contestação contra a opressão no contexto ditatorial brasileiro. Através dele Millôr revelou verdades e possibilitou ao leitor uma consciência crítica, com o objetivo de incitar uma reação diante do problema. No editorial do primeiro número da Pif Paf jornal, Millôr definia a linha da publicação e provocava: “Não temos prós nem contras, nem sagrados profanos”, “cada número é exemplar, cada exemplar é um número”.
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Miyazaki e o feminismo [Mariana Pereira] #1


Hayao Miyazaki nasceu em Tóquio no ano de 1941 e hoje, com setenta e um anos, cinqüenta de carreira, é o diretor de animação mais famoso do Japão, responsável por diversos filmes aclamados tanto pela crítica quanto pelo público. Suas histórias incorporam elementos fantásticos, locações fascinantes, personagens complexos, ideologias pacifistas e ambientalistas, sempre contando com técnicas de animação de qualidade. 

O diretor Hayao Miyazaki

Esses, porém, não são os únicos aspectos merecedores de atenção. Miyazaki se destaca de outros animadores contemporâneos pois possui uma visão feminista que dá a seus filmes uma dimensão especial. Suas crenças surgiram devido à convivência com sua mãe, que apesar de estar debilitada com tuberculose, sempre manteve-se forte e decidida, passando aos seus filhos os interesses acadêmicos e criando-os para respeitar as mulheres. A admiração que Miyazaki nutre pela sua mãe levou-o a dar preferência à protagonistas femininas de caráter forte, idealistas, inteligentes e gentis, capazes de resolver conflitos analisando todas as perspectivas contrastantes, uma característica que ele acredita que é inerente às mulheres.
Naüsicaa, San, Mama Dola, Chihiro, Mei, Satsuki, Fio, Ponyo, Kiki, Sophie... Essas são apenas algumas das personagens que analisarei ao longo desse semestre, e que nos ajudarão a entender a visão do diretor sobre os processos que nos levam ao amadurecimento, ao conhecimento próprio e ao desenvolvimento das relações interpessoais. 

Algumas das personagens de Miyazaki

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O que dizemos sobre nós? [Leticia Garcia] #1


Redes sociais são ambientes de relacionamento não só com amigos, ou amigos de amigos, mas entre pessoas que possuem vínculos de diversas naturezas e intensidades. Nessas redes, as pessoas são reconhecidas por seus perfis, que geralmente dizem a respeito delas mesmas. Os sites de relacionamento são inclusive estudados como a eliminação da fronteira entre o privado e o público numa sociedade confessional, onde eu preciso mostrar sempre onde e com quem estou, e o que fazemos. E geralmente quem se esquiva dessa publicidade, quem opta por continuar no ‘privado’ é praticamente invisível, morto socialmente. Mas, sejamos sinceros, o que dizemos a respeito de nós mesmos senão o que consumimos?

(Nos próximos posts direi mais profundamente sobre essa questão da sociedade de consumo e sua manifestação principalmente nas redes sociais).

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