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segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Humor na prática [Bruna Sanchez] #5


Esta última quinzena me dediquei à pesquisa empírica. Esta foi a etapa final do projeto e fundamental para este. Antes de mais nada, gostaria de declarar que foi uma experiência extremamente heurística e prazerosa que me acrescentou coisas que extrapolam este projeto.
Feito o desabafo, vamos às pesquisas. Na quinzena passada, elaborei o questionário a ser aplicado e tracei um mapa do público com base no textos citados no post anterior. Selecionei 10 pessoas, 5 homens e 5 mulheres de diferentes faixas etárias e classes sociais. As entrevistas foram feitas ao vivo, por telefone e por e-mail, sendo que a maior parte foi ao vivo. Algumas destas pessoas eram conhecidas ou familiares, mas outras eram completamente desconhecidas.
A dificuldade maior foi encontrar tempo disponível tanto meu quanto do entrevistado devido à carga de estudos e de trabalhos desse fim de semestre e aos horários irregulares de muitas pessoas. Outra grande dificuldade também foi a aplicação em si, uma vez que eu descobri que não é fácil entrevistar alguém sem direcionar ou influenciar na resposta obtida. Confesso que nas primeiras entrevistas eu fiz isso em algumas perguntas, mas, depois de um tempo, obtive prática e passei a interferir menos nas respostas.
As entrevistas forma gravadas com um celular e eu vou analisá-las melhor na construção do relatório final. No geral, as pessoas se mostraram bastante interessadas em falar sobre publicidade, mas eu tive a oportunidade de conhecer algumas que simplesmente não se importavam muito com o assunto e por isso não tinha muito a falar. Porém, a maior parte das entrevistas me rendeu um material satisfatório com o qual eu poderei cruzar dados, comparar e relacionar com o conteúdo teórico do meu projeto.
Tive grande sucesso em optar por executar uma metodologia de ordem qualitativa e não quantitativa, pois eu pude explorar melhor cada pergunta e descobrir quesitos interessantes a respeito da realidade e do cotidiano do entrevistado que terão grande relevância na formulação da minha conclusão. Infelizmente não vou disponibilizar nenhum trecho da entrevista aqui por causa do espaço, mas aguardem o relatório final com boas expectativas.
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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Estruturação da Pesquisa [Bruna Sanchez] #4



No último encontro presencial, discuti com as orientadoras o futuro do meu projeto e quais seriam os melhores caminhos a serem seguidos de maneira a não perder a coesão entre o que já foi estudado e o que ainda será apreendido. Sendo assim, resolvi acatar todas as sugestões a mim recomendadas e dediquei esta quinzena a estruturação da pesquisa empírica que irei empreender na última quinzena.
Tal estruturação trata-se de estudar a respeito de metodologias de pesquisa a fim de construir e definir meus próprios métodos de ir até o público e checar como o repertório teórico até aqui discutido se aplica, ou não, na sociedade. Para tanto busquei ajuda de uma professora incrível do curso de comunicação da UFMG, Ângela Marques. Ela me ajudou a encontrar um direcionamento para a minha pesquisa e ainda me recomendou alguns textos que ajudaram muito a determinar qual metodologia a ser seguida. Foram eles: Cerveja, mulher, diversão: representações e diálogos nas propagandas de cerveja brasileiras da Letícia Alves Lins, Recepção da Publicidade e Práticas de Consumo: O mercado da cerveja do Márcio Sobroza Pereira, o capítulo 2 de Publicidade, Imaginário e Consumo: Anúncios no cotidiano feminino da Elisa Reinhardt Piedras e, por fim, As práticas de recepção da publicidade como fluxo: apontamentos teórico-metodológicos também da Elisa Reinhardt Piedras.
Os dois primeiros textos, apesar de tratar da recepção das propagandas de cerveja, possuem metodologias bastante interessantes, das quais pude extrair apontamentos. Por exemplo, escolhi realizar uma pesquisa qualitativa e exploratória em detrimento de uma quantitativa e descritiva na medida em que isso me possibilita realizar com um número restrito de pessoas, mas que me propicia maior liberdade e profundidade na construção da entrevista.
Feito isso, elegi um número de 10 a 20 pessoas a serem entrevistadas. Ainda não estabeleci um número exato porque não sei se terei tempo de entrevistar 20, mas 10, com certeza. Além disso, somando os textos lidos nesta quinzena às aulas de Comunicação e Cultura sobre estudos latino-americanos tentei elaborar um questionário que considerasse a recepção como um processo que envolve uma série de mediações vinculadas aos meios de comunicação, a sociedade e a cultura. 

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

"Faz-me rir" [Bruna Sanchez] #2




Continuando os estudos da semana anterior, fiz uma pesquisa mais aplicada do humor, agora que já fui introduzida no assunto. O texto A CRIAÇÃO NA PUBLICIDADE – UMA PERSPECTIVA HUMORÍSTICA foi bastante interessante de ser estudado porque me ofereceu uma nova perspectiva a respeito da abordagem do humor na comunicação. Além de destacar a forte influência da comicidade na relação positiva entre o receptor e o discurso publicitário, o autor também faz o uso de teorias da psicanálise (Freud), da sociologia (William H. Martineau) e da comunicação (Stuart Hall) para explicar como o próprio processo criativo de uma peça pode ser facilitado ou dificultado de acordo com o estado de humor do profissional de criação. Trazendo isso para uma realidade de agência, ele explica quando e como o humor interfere no próprio processo da criação publicitária.
Já o artigo Fazendo rir para conseguir vender estabelece uma classificação mais especifica nas quais as campanhas publicitárias podem se encaixar:

  • humor fático: aquele que a comicidade faz referências a elementos que ultrapassam a marca ou produto anunciado, disfarçando as relações econômicas existentes ali.






  • humor comercial: o humor faz relação com alguma característica do próprio produto




  • humor emotivo: aquele que a graça depende e incide na performance do ator que, muitas vezes, se presta ao ridículo:





  • Humor intertextual: o humor remete a um quadro discursivo anteriormente enunciado de maneira a evidenciar o ridículo tanto de consumidores quanto de concorrentes. É o que mais se aproxima do “riso de zombaria” da teoria de Propp analisada na quinzena anterior.




O texto O riso e o grotesco na publicidade, por sua vez também toma os estudos de Bergson e Propp quando defende a idéia de que nas relações onde o humor ocorre, há o reconhecimento do ridículo e a tentativa de se distanciar desse ridículo através do riso e, quando associado a publicidade, através da compra do produto que também irá assegurar esta distância.



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domingo, 29 de abril de 2012

Uma breve introdução ao estudos do Humor [Bruna Sanchez] #1




Na última quinzena me dediquei à leitura de textos que me introduzissem na discussão a respeito da relação entre humor e publicidade. Descobri que existem teóricos de diferentes áreas das ciências humanas que tratam da questão do humor dos quais se destacam dois filólogos, Henri Bergson e Vladmir Propp, cujos estudos vêm orientando a maior parte das pesquisas que o colocam em uma relação mais pragmática com a comunicação. Na leitura do livro O Riso: Ensaio sobre a significação do cômico, Henri Bersgon estabelece três princípios dos quais derivam situações cômicas no geral. Juntando esses estudos de Bergson com uma síntese mais classificatória e didática de Propp, o texto O riso na publicidade: uma estratégia de luta, analisa o vídeo comercial Ponto Contra da marca de cerveja Sol para exemplificar como essas teorias, sobretudo aquela que diz respeito ao "riso de zombaria”, se aplicam aos comerciais que se valem do humor para ridicularizar seus concorrentes. A partir daí, fiz uma pesquisa no Youtube e pude perceber que essa é uma ferramenta utilizada por muitas empresas na chamada “batalha de marcas” que se dá entre grandes nomes como Coca-Cola e Pepsi, Mac Donalds e Burger King, Nike e Adidas e etc.





Já o texto do Marcio Acselrad, Humor como Estratégia de Comunicação parte de outro princípio para tratar da questão do humor. Não considera-se aqui a comicidade como uma rendição à preguiça e fuga momentânea da realidade, como afirma Bergson, mas como uma maneira de ascender o espírito para a verdade e perpepção dessa realidade. Apesar de ter sido uma leitura bastante rica, o que o autor defende nesse texto não servirá muito à minha pesquisa, pois seu posicionamento com relação ao papel do humor na comunicação é demasiado filosófico e antropológico, sendo que busco algo mais prático e evidente.
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