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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Tipografia própria [Tomás German] #5


Quando idealizei a proposta de pesquisar tipografia sabia que não seria algo fácil contudo muito enriquecedor e importante para minha formação. Estava em mente tipografias inusitadas como essa: http://bit.ly/LxIorh, principalmente quando propus que gostaria de criar um tipo. É fato que poesias visuais também entram no pensamento e a influencia e a importância delas foi de fato decisiva para a construção do projeto.
O problema, e não posso esconde-lo, é o tempo. Perseguidor de todos os mortais terrestres e um dos definidores principais de nossas ações. Mas não. Não desisti, não poderia abandonar uma ideia de projeto que carreguei comigo desde o princípio do semestre. É fato que não terei a sensibilidade visual que o designer da tipografia citada acima teve para criar tipografia. Nem tampouco a disponibilidade de fotografar cotidianos e/ou lugares para eu desenvolver uma tipografia que os remetesse. Falta conhecimento sobre design também, maturidade nessa área, que não deixa de ser artística, para desenvolver algo de grande qualidade.
Mas como disse, não desisti. Tentei fazer algo mais simplório que pudesse explicar em poucos caracteres que já ocupo com dizeres dadaístas que introduzem esse post. Os rodeios e detalhes reservo para o relatório final que na minha esperança se materializa na possibilidade de escrever tudo aquilo que não cabe no limite de espaço.
Minha proposta de tipografia, então, é fazer algo extravagante. Para tal busquei os estudos da Nova Tipografia que considerava as letras minusculas mais simples e criei apenas letras maiúsculas. Também busquei no movimento mais recente que desconsidera a possibilidade das letras possuírem um mesmo tipo de traço e pensei em algo que atribuísse personalidade às letras. Considerei as letras decorativas do processo das caligrafias para remeter igualmente a essa extravagância que queria. Por fim, explico que não poderia fazer todas as letras por indisponibilidade de tempo, contudo pretendo continuar a produção num futuro próximo e disponibiliza-la para apreciação.



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Desenvolvimento do hoje [Mariana Moraes] #5

criolo_emicida1

Minha última quinzena foi destinada a analisar o que o rap se tornou hoje no Brasil e porque chegou a este ponto. O que pude perceber é que antigos artistas como Racionais MC’s, Marcelo D2 e Pavilhão 9 continuam suas carreiras até hoje, no entanto, com posturas bem diferentes um dos outros. As temáticas abordadas por Marcelo D2 (ex membro do Planet Hemp) por exemplo se amenizaram, da mesma forma que sua aceitação por parte da grande mídia cresceu. Já os Racionais MC’s, pouco mudaram do seu estilo e continuam, por uma postura do próprio grupo, mais afastados da grande mídia.

O que percebemos em alta hoje são artistas como o rapper Criolo, que chamam atenção pela forma como misturam ritmos diferentes dentro do rap, no caso dele um pouco de samba e soul. Dessa forma atrai um público que não gostaria de ouvir o rap “puro”, mas que se identifica e gosta dessa mistura de ritmos. Há ainda casos como o do Emicida, que não trabalha com essa mistura de gêneros, mas chama atenção pela forma como se coloca na grande mídia, sem que isso altere suas músicas, mas de forma a representar o rap e sua história de vida.

Um ponto importante que vim percebendo ao longo de toda pesquisa é o fato de que com o tempo, os músicos desse gênero criaram uma maior abertura ao diálogo com a mídia. Anteriormente essa era vista como manipuladora e contrária ao rap, hoje já podemos enumerar alguns programas como o “Manos e Minas” da Tv Cultura e o “Boombox 98FM” da rádio 98FM destinados à cultura hip hop, principalmente o rap. Houve também recentemente em Belo Horizonte o projeto “Palco Hip Hop”, com palestras e shows.

Como infelizmente não consegui ir ao “Duelo de MC’s” por problemas técnicos, tenho tentando antes de minha apresentação final conseguir entrevistar alguém que esteja envolto no universo do rap. Além disso, fui atrás do projeto “Vozes do morro”, que acontece em algumas cidades da região metropolitana de Belo Horizonte e não é voltado apenas para o rap, mas em todas as edições houve apenas um participante que representasse esse gênero, busquei conhecer um pouco mais a respeito do projeto. E acabei por descobri que dentre os projetos do “Criança Esperança” em BH nenhum deles é voltado para o rap. Tudo que obtive ao longo dessa pesquisa e a que conclusão (ou não) cheguei serão abordados em meu relatório final.

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O Humor na prática [Bruna Sanchez] #5


Esta última quinzena me dediquei à pesquisa empírica. Esta foi a etapa final do projeto e fundamental para este. Antes de mais nada, gostaria de declarar que foi uma experiência extremamente heurística e prazerosa que me acrescentou coisas que extrapolam este projeto.
Feito o desabafo, vamos às pesquisas. Na quinzena passada, elaborei o questionário a ser aplicado e tracei um mapa do público com base no textos citados no post anterior. Selecionei 10 pessoas, 5 homens e 5 mulheres de diferentes faixas etárias e classes sociais. As entrevistas foram feitas ao vivo, por telefone e por e-mail, sendo que a maior parte foi ao vivo. Algumas destas pessoas eram conhecidas ou familiares, mas outras eram completamente desconhecidas.
A dificuldade maior foi encontrar tempo disponível tanto meu quanto do entrevistado devido à carga de estudos e de trabalhos desse fim de semestre e aos horários irregulares de muitas pessoas. Outra grande dificuldade também foi a aplicação em si, uma vez que eu descobri que não é fácil entrevistar alguém sem direcionar ou influenciar na resposta obtida. Confesso que nas primeiras entrevistas eu fiz isso em algumas perguntas, mas, depois de um tempo, obtive prática e passei a interferir menos nas respostas.
As entrevistas forma gravadas com um celular e eu vou analisá-las melhor na construção do relatório final. No geral, as pessoas se mostraram bastante interessadas em falar sobre publicidade, mas eu tive a oportunidade de conhecer algumas que simplesmente não se importavam muito com o assunto e por isso não tinha muito a falar. Porém, a maior parte das entrevistas me rendeu um material satisfatório com o qual eu poderei cruzar dados, comparar e relacionar com o conteúdo teórico do meu projeto.
Tive grande sucesso em optar por executar uma metodologia de ordem qualitativa e não quantitativa, pois eu pude explorar melhor cada pergunta e descobrir quesitos interessantes a respeito da realidade e do cotidiano do entrevistado que terão grande relevância na formulação da minha conclusão. Infelizmente não vou disponibilizar nenhum trecho da entrevista aqui por causa do espaço, mas aguardem o relatório final com boas expectativas.
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Jornalismo esportivo ou político?[Pedro Alvim] #5


Neste post meu intuito é o de ver a forma como a mídia esportiva trata as informações políticas que tem envolvimento com o esporte, como os escandalos na CBF, as obras para a Copa do Mundo, dentre vários outros acontecimentos que tornam este nosso país tão “especial”.

Uma das principais fontes de escandalo político tem sido Ricardo Teixeira, por isso manterei o foco sobre o antigo mandatário da CBF.

O cartola da CBF, nem sempre amigável, se envolveu em muitas negociações suspeitas ao longo destes 23 anos e quero mostrar como algumas de suas peripécia foram noticiadas ao longo dos anos.

Vou manter a comparação entre as duas redes de canais que venho acompanhando ao longo do trabalho: Globo e ESPN.

Globo:
A relação de Teixeira com a família Marinho sempre foi muito boa, relação essa que refletia em seus notíciarios.Por muito tempo o Sportv sofreu com isto, fazendo notíciarios superficiais sobre vários escandalos que envolviam o soberano do futebol brasileiro.

Com a vinda de Andrew Jennings para o Brasil esta relação entre ambos ficou mais clara.O autor do livro “Jogo Sujo”, que faz dura crítica ao mandatário brasileiro, sequer foi entrevistado na sua passagem pelo Brasil.

Apesar de fundamental para sua queda a Globo também foi fundamental por sua longa estadia.Não sou ingênuo para achar acreditar na total imparcialidade, mas nesse caso, na minha opinião, a Globo acabou sendo conivente diante de tantos acontecimentos.

Esta matéria ilustra exatamente a situação, criticas amenas e um tom de agradecimento desproporcional com o mandato de Ricardo Teixeira:


Espn:

Trata o tema com seriedade, porém não o debatem com profundidade.As melhores abordagens foram feitas por Juca Kfouri, jornalista que também trabalha com a Globo.

Sempre noticiaram as desventuras de Teixeira, porém na maioria das vezes era tratado em segundo plano, pois o futebol não para.Isso acaba sendo o retrato de como a mídia esportiva em geral trata a política, um descaso imenso.

Conclusão:

A mídia no Brasil ainda não trata os cartolas(figuras políticas do âmbito esportivo) com a devida rigides.Apesar de tratar de uma paixão, o esporte movimenta uma quantidade imensa de dinheiro, sendo assim necessário um maior controle, que pode ser feito sim por jornalistas esportivos, pois a profissão vai além de uma quadra ou um campo.

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sábado, 23 de junho de 2012

At last… [Idgie Pena] #5


Para essa última quinzena, designei a criação de no mínimo duas peças seguindo estilos estudados e, para o post, compartilhamento das conclusões às quais cheguei durante o percurso.

Quanto às peças, decidi que seriam versões para um convite de casamento, e os estilos escolhidos foram o tipográfico e o vintage/retrô. Minha opção pelo vintage/retrô veio do fato de ser a estética que mais me agradou, então seria prazeroso criar algo fazendo uso da mesma; a outra opção foi pelo fato do estilo tipográfico ter sido o que tive mais dificuldade de estudar, então achei que seria interessante explora-lo mais. Depois de pesquisar vários gêneros que eu poderia fazer uso (propagandas, cartazes de filmes, capas de dvd/cd, posteres de festas, etc), optei por convite de casamento por ser uma peça que dá margem à várias releituras, e achei que seria interessante para mostrar que o combo “papel branco + letra de caligrafia” não é o único possível. Algumas referências de convite que levei em consideração:

gaiolas
grey
Harding_Wedding
lhama wed
marriage
save the date2
tie_that_bindsweb

Não acrescentei as peças que fiz aqui porque, como elas são o fruto final da minha pesquisa, julguei ser mais interessante mostrá-las somente na apresentação final.

Em relação ao que aprendi com a pesquisa do semestre, creio que houveram alguns pontos positivos e outros negativos. Semestre passado, meu tema foi bastante teórico, ao contrário deste, e pude perceber que é muito mais difícil pesquisar e definir verdades sobre coisas tão fluidas quanto meu tema atual. Gostaria de ter alcançado uma maior abrangência – no sentido de maior número de estéticas –, mas o tempo gasto em tentar consolidar teoricamente um assunto extremamente prático tornou isso difícil. Por outro lado, foi bastante divertido pesquisar sobre algo que me interessa muito, e sem dúvida pude aprender bastante com isso. Espero que isso se reflita na criação das minhas peças, de agora em diante.



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Millôr na Veja [Isabella Lucas] #5

Em 1968, pouco antes do nascimento d'O Pasquim, Millôr entra para o grupo de jornalistas da editora Abril como colaborador da revista Veja. A publicação, que nascia naquele ano, fundada por Vitor Civita e Mino Carta, foi lançada com o intuito de se tornar "a grande revista semanal de informação de todos os brasileiros" (Edição de 11 de setembro de 1968). E se tornou, de fato, a revista de maior circulação nacional e maior inserção nas classes médias do país, atingindo tiragens superiores a um milhão de exemplares. 

Ainda que no princípio de sua vida a revista Veja não fosse descaradamente defensora dos interesses conservadores direitistas, como o faz hoje, com o passar dos anos - e o acirramento da censura - a publicação foi se alinhando aos interesses do governo. Em seus primeiros anos de vida, não que fizesse um jornalismo de oposição, mas, de certa forma, mais combativo e verdadeiro.

É nesse contexto que são publicadas as bem humoradas e sarcásticas charges de Millôr, que abordavam desde críticas ao governo até retratação da vida conjugal. Numa época em que o governo militar mandava, desmandava e outorgar Atos Institucionais havia virado moda, o chargista retratava a opressão social provocada por  essa promulgação excessiva de leis. 


Outro alvo da aguçada crítica de Millôr foi a cultura massificada, personificada na televisão e sua influência na vida dos brasileiros. Além disso, o jornalista também exprimia nas charges sua revolta contra o sistema de cobrança de impostos, as diferenças sociais e a má distribuição de renda, a emancipação feminina e o consequente ataque à ala masculina. 


Mais recentemente, se tornaram alvo das críticas de Millôr as constantes viagens internacionais do então presidente Lula, seu estilo populista e a forma como o ex-presidente encarou a crise monetária internacional. 





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O auge e a decadência tudo ao mesmo tempo em meados da década de 1920 [Camila Santos Marques] #5



Bom, esta ultima semana, que também ficou responsável pela década de 1920, tive que focar um pouco mais nos EUA para que a postagem se tornasse plausível, assim, acabei eliminando alguns filmes que citei no cronograma, mas que tentarei retomar no relatório final. Este, foi o período em que o cinema mudo teve seu maior destaque, explodiu em Hollywood e acabou decaindo, quase que pelo mesmo motivo. O BOOM!

Neste momento, faz-se necessário lembrar Flávia Cesarino e seu livro “O primeiro cinema – espetáculo, narração, domesticação”, que chama a atenção para a construção de um cinema cristalizado, de narrativas previsíveis desde seus primórdios. Digo isto porque foi este um dos maiores problemas que a década em questão enfrentou.

O cinema mudo cresceu demais nos anos 1910 e se transformou de pequeninos barracos que faziam humildes exibições, para imigrantes das classes mais baixas, em enormes espetáculos requintados também  para os estratos mais altos da sociedade. Haja público! “Não era nada fácil contentar aquela massa de mais de 40 milhões de espectadores por semana.” Tal como especificou Celso Sabadin.   O cinema se tornou popular demais, a frequência com que as pessoas assistam aos filmes era altíssima. Chegou ao ponto de cansar, tudo já estava muito batido e repetitivo. “Parecia que tudo já havia sido filmado”, utilizando as palavras do mesmo autor.

Para completar, um novo meio de comunicação  despontou e nesta época e  começou a prender as pessoas em casa, o rádio. Uma novidade que prometia revolucionar a sociedade, pois iria aproximar as pessoas em diferentes partes do país, já que as transmissões radiofônicas expunham o mesmo conteúdo para pessoas diferentes, em locais diferentes ao mesmo tempo.  Uma reviravolta precisava acontecer para atrair o publico de volta para as salas de cinema.

Esta revolução aconteceu, mas acabou com a versão silenciosa da sétima arte na época. Em 1926 a Warnner – que adquiriu os direitos sobre um aparelho que sincronizava áudio e vídeo, o Vitaphone – fez a primeira exibição com som. Mas, ela não agradou muito ao público e as despesas tinham sido altas demais. Tratava-se de um filme da filarmônica de NY. Tentaram novamente um ano depois, em outubro de 1927, desta vez o escolhido foi uma adaptação da Broadway, “O cantor de jazz”. Um sucesso absoluto!!

O cinema não foi mais o mesmo desde então. “O publico não queria mais saber dos filmes mudos”; tristemente muitos artistas viram suas carreiras acabarem da noite para o dia; novos tipos de profissionais e técnicas começavam a ser mais valorizados; as gravações ao ar livre foram interrompidas por um tempo por falta de técnica e o publico lotou novamente as salas de exibições.

Por isto, procurei alguns clássicos para assistir deste período e o primeiro filme exibido com som. São eles “Em busca do ouro”, 1925 e “O circo”, 1928 de Charles Chaplin e “O cantor de Jazz”. Mas, infelizmente, por causa da falta de tempo, confesso, não consegui procurar mais sobre Gordo e o Magro, como prometi, e sobre outras obras mais diversificadas.

Os filmes mudos resistiram, mas por pouco tempo. Ainda bem que hoje a onda Vintage/Retrô que invade as tendências da moda direciona, merecidamente, os olhares para o antigo, o antiquado, o primitivo...o mudo. Foi o que vimos este ano com o sucesso de “O Artista”. 


Veja um pouco de "O cantor de jazz"


Referências bibliográficas 


SABADIN, Celso. Vocês ainda não ouviram nada, a barulhenta história do cinema mudo. São Paulo: Lemos Editorial, 1997.

Clássicos do cinema mudo. BILHARINHO, Guido. INSTITUTO TRIANGULINO DE CULTURA. Uberaba, MG: Instituto Triangulino de Cultura, 2003. 296p

COSTA, Flávia Cesarino. O primeiro cinema - espetáculo, narração, descontrução. Azougue Editorial. Rio de Janeiro, 2005.


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A Influência da Cultura no Marketing - Conclusões [Filipe Mendonça] #5

Neste último post irei resumir, como possível, o que aprendi neste semestre pesquisando sobre o tema "Influência da Cultura no Marketing". Claro que não falarei apenas o que aprendi sobre ele, mas também tudo o que descobri relacionado a ele.

Quando introduzi o assunto falando sobre a chegada de certas multinacionais a alguns países, fiquei surpreso ao descobrir sobre a história da Coca-Cola e da Marlboro, pois eram completamente opostas. Enquanto a Coca-Cola chegou já exaltando a cultura brasileira em seus comerciais, a Marlboro optou por uma propaganda universal, transmitida igualmente entre vários países em que já estava consolidada como conhecida marca de cigarros. O resultado: ambas campanhas deram certo! Apesar de ter sido algo inesperado e até mesmo confuso, foi ótimo perceber logo no início que as multinacionais podem se infiltrar e influenciar uma cultura sem precisar sempre de abordá-la em seus comerciais. Além disso, foi pesquisando sobre o contexto histórico da chegada da Coca ao Brasil (2ª Guerra Mundial) que também entendi como este também influencia no marketing.

Os casos em que a influência da cultura no marketing estavam mais explícitos foram mostrados no segundo post. A forma como a Coca-Cola alterou quase que completamente sua campanha para se adequar ao mercado africano e indiano me chamou a atenção. A partir disso, pude aprofundar ainda mais minhas pesquisas. Não fiz apenas a pesquisa de influência Cultura-Marketing, mas também tentei entender a formação das sociedades e da cultura, o que me permitiu compreender melhor porque na Índia e na África a cultura foi tão ressaltada e nos outros lugares nem tanto. É nessas horas que refletimos sobre o quão multidisciplinar é o marketing.

Pesquisar sobre a situação inversa (influência do marketing na cultura) também foi muito importante para perceber essa dualidade que existe na relação Cultura-Marketing. Da mesma forma que a cultura influencia o marketing, o marketing também pode modificá-la. Certas descobertas me surpreenderam, como o fato da Coca-Cola ter quebrado alguns paradigmas da cultura brasileira (como beber direto da garrafa, que era considerado anti-higiênico e falta de educação). Quando pensamos que o marketing influencia a cultura pensamos mais na transmissão de ideologias de uma marca ou no aumento do consumismo, mas acontece que essa intervenção das multinacionais na sociedade é muito maior do que pensamos. 

Por fim, a descoberta do Antropomarketing foi outro marco na minha pesquisa, pois não tinha me ocorrido entender a influência da cultura no comportamento do consumidor. O texto que utilizei como base me foi muito útil também para perceber ainda mais como o marketing se estende para outros campos do saber, como psicologia, antropologia, sociologia, entre outros. Ainda foram dadas dicas para se fazer um bom marketing, o que achei muito importante.


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Viva intensamente, morra jovem, torne-se imortal [Gabriela Bianchi] #5

 Brian Jones, primeiro guitarrista dos Rolling Stones, morreu afogado em sua própria piscina em 1969. Janis Joplin morreu de overdose em 1970. Jimi Hendrix morreu engasgado com vômito após consumo de barbitúricos. Jim Morrison morreu misteriosamente em sua própria banheira. Kurt Cobain (Nirvana) deu um tiro em sua própria cabeça. Elvis Presley foi encontrado morto em um dos banheiros de sua casa em 1977. O que eles têm em comum – além de serem astros do rock? Todos morreram aos 27 anos.

Mas nenhuma pessoa é lançada à grandeza só pela morte, é um certo tipo de pessoa que parece atrair seguidores pelo fato de ser um pouco mais excêntrica que o comum. Ajuda ter uma alma torturada, demônios pessoais, problemas com pílulas ou álcool ou comportamento ilegal. Principalmente, ajuda ter seguidores apaixonados, que por virtude de sua morte parecem apenas expandir. É como se houvesse algo de místico, alguma magia em suas mortes, porque nem todos sabiam tudo sobre eles quando eram vivos.

Já se passaram dois anos desde que Michael Jackson morreu, mas seu poder aquisitivo não mostra nenhum sinal de diminuir. Pelo segundo ano consecutivo, Jackson encabeça a lista anual da Forbes das celebridades “Top-Earning Dead”. Em sua última lista, podemos ver que nos últimos 12 meses o espólio de Jackson trouxe U$ 170 milhões de vendas de sua música e sua participação no catálogo Sony / ATV. Isso é uma grande queda de 275 milhões dólares em relação ao ano de sua morte, mas ainda é suficiente para torná-lo o segundo artista pop que mais ganhou dinheiro no ano passado, vivo ou morto, depois de U2.

E não é apenas a morte de Michael Jackson que foi e continua sendo explorada pela mídia após a morte, álbuns e mais álbuns póstumos são lançados e não param de consolar os fãs com obras guardadas no fundo da gaveta; aqui podemos ver os 10 álbuns póstumos mais conceituados dos últimos tempos. Assim como Janis Joplin ganhou sua estrela póstuma na calçada da fama, como o túmulo de John Lennon transformou-se em um templo de adoração de fãs de todo o mundo, e como a participação de Whitney Houston no filme Sparkle, que ainda não foi lançado, é aguardada ansiosamente para o fim deste ano.
Memorial de John Lennon em Londres
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O estranho mundo de Burton [Bárbara Nery] #5

Minha última quinzena de pesquisa foi reservada para leituras - agora com repertório suficiente para total entendimento – sobre a obra e o estilo do produtor e diretor Tim Burton.
Uma das características que reparei foi a relação entre arte e cinema hollywoodiano. Burton é um dos poucos diretores que, apesar dos grandes investimentos, lucros, vendagens e outras variáveis que Hollywood influencia, consegue imprimir uma marca extremamente pessoal.
Outra característica é que, apesar da unicidade de seus filmes, estes variam muito. As narrativas de Burton passaram por animações, dramas, ficção científica, comédia, terror, adaptações de contos e quadrinhos e refilmagens.
Uma das razões de sucesso de seus filmes é também a relação com toda a sua equipe. Fato evidenciado pelas constantes parcerias como Danny Elfman na trilha sonora, Colleen Atwood no figurino, Johnny Depp e Helena Bohan Carter no elenco, entre outros.

Quanto à influencia de Burton, estas são bem evidentes: o expressionismo e surrealismo se mantém muito presente em suas obras. Além do mais, Burton faz questão de remeter a seus ídolos, como a o filme biográfico sobre Ed Wood e as inúmeras referências a Vincent Price e Edgar Allan Poe.  Apesar disso, Burton ainda segue a linearidade do cinema clássico em sua narrativa e o foco na personagem principal.

Porém, a principal marca de Burton é o conflito de seus heróis. Estes são sempre ‘desajustados’, muitas vezes obsessivos, e se encontram deslocados de seu espaço. Tim trata de assuntos relativos ao “eu” numa visão ingênua, pueril ao tratar de aceitação do estranho e fascinação pelo novo. Por isso a constante referência ao imaginário infantil, apesar de seus filmes não serem feitos para crianças. Muito pelo contrário, trazem complexidades maduras com viés humano, como temas de morte e a relativização do bem e do mal na inversão de papéis.
A estética é outro ponto forte do diretor. Suas personagens têm encenações exageradas e mesmo caricatas, os cenários mesclam lugares sombrios ou extremamente coloridos. É curioso como Burton desvia o que seriam os protagonistas clássicos nas personagens mais excêntricas, como no caso de Alice no País das Maravilhas, em que o Chapeleiro Maluco tem grande destaque.
Estas observações, entre outras, tiradas de um estudo e de percepções pessoais serão explicitados e explorados no relatório final.
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Memes que entram na minha casa, entram na minha vida! [Daniella Rodrigues] #5

Enfim, quero começar dizendo que, depois de meses pesquisando, acho que as maiores conclusões que posso tirar são que, definitivamente:


1) Entender memes, em sua totalidade, como "gene da cultura", é algo extremamente complexo e complicado. Ele abrange áreas que eu nem mesmo imaginava. Uma frase do artigo "O Poder do Meme", de Susan Blackmore, mostra como o meme é e está além de muita coisa:
 "Se a memética é verdadeira então os memes criaram as mentes humanas e a cultura com a mesma certeza que os genes criaram os corpos humanos."
Ou seja, o que sería de nós sem os memes?


2) Memes, agora já os de Internet - foco do meu Projeto AII - , ultrapassam a barreira da rede e entram no nosso mundo, influenciando no nosso modo de ser, pensar, falar e até agir - o que foi comprovado ao longo dos posts. É cada vez mais difícil traçar uma linha entra o mundo online e o offline. 


O que confirma ainda mais minha conclusão são as inúmeras propagandas que, hoje, surgiram por causa de Memes de Internet - e virce-versa.

Uma propaganda que recentemente virou Meme - e que surgiu de um antigo viral já existente - foi a do Itaú, na qual uma menina é surpreendida pelos pais ao saber que sua então sonhada viagem à Disney se tornaria real. Interessante perceber que o banco em questão está explorando muito essa junção da vida online/offiline para suas novas campanhas publicitárias. Talvez, por saber que vídeo x ou y já faz sucesso na Internet, porque então os mesmos, apropriado aos valores do banco, também não o tornaria um sucesso?!


A seguir esta, assim como outras propagandas, ilustram como exemplos:

1) A propaganda - ITAÚ:




O meme original:




VÍDEO BÔNUS: Lily dançando com o Mickey, fofa, com seu sonho realizado.





2) A propaganda - ITAÚ:





O meme original:







Agora, um pouco do caminho inverso:



1) O meme original - Luiza no Canadá ! (Que por sinal era uma propaganda!)





As propagandas:


Clique na imagem abaixo para entender mais da campanha do Magazine Luiza.


2) O meme original - PARA A NOOOOOOOOSSA ALEGRIA!:



A propaganda - PEPSI



VÍDEO BÔNUS: Dia das mães, PARA A NOSSA ALEGRIA!



3) O meme oficial - AS MINA PIRA!






A propaganda - Big Apple


Como já dito e mostrado antes ao longo do projeto, memes se espalham e vão para todos os lugares possíveis!

Para encerrar, um exemplo de outra aplicação dos memes no nosso cotidiano: Em um vídeo-clipe que é 100% composto por vários virais da Internet! :)

Postei ouvindo:




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Dualidades [Mariana Pereira] #5


Nesse último post, vou falar sobre uma tendência muito comum nos flmes de Miyazaki, o “Par de Irmãs”.  Nesse paralelo entre duas personagens uma é a “irmã mais nova”, que representa o idealismo enquanto a “irmã mais velha” personifica a racionalidade. Tão padrão pode ser encontrado mais claramente em filmes como “Porco Rosso”, “Kiki’s Delivery Service” e “My Neighbor Totoro”, mas tal conexão pode ser estabelecida com praticamente todas as personagens do diretor.

My Neighbor Totoro: Satsuki sempre cuida de sua irmã mais nova, Mei

As irmãs mais novas geralmente tomam decisões precipitadas e inconseqüentes que levam a situações problemas, enquanto cabe às irmãs mais velhas a resolução do conflito. Mei, de Totoro, foge de casa e deixa sua irmã, Satsuki desesperada para encontrá-la. Já Kiki, por exemplo, possui os dois aspectos concentrados dentro de si: ela impulsivamente muda de cidade para começar uma nova vida, mas depois começa a perceber que deverá que planejar melhor suas ações se quer prosperar. Além disso, Kiki é auxiliada por um outro par: Osono, sua “mãe-adotiva”, que a hospeda em sua padaria e a ajuda a controlar seu empreendimento e Úrsula, sua “mãe de espírito”, uma artista que vive na floresta e oferece dicas para que Kiki encontre sua motivação pessoal. Finalmente, em Porco Rosso, Marco convive com seu próprio par: a jovem Fio, uma habilidosa construtora de aviões e Gina, a prática dona de um hotel.

Kiki's Delivery Service: Ursula leva Kiki em viagens, enquanto Osono cuida de sua febre

Ao retratar o desenvolvimento feminino em ciclos e pares, Miyazaki mostra a importância das duas faces das “irmãs”. O idealismo inicial é substituído pelo racionalismo, mas um não seria possível sem o outro. 

Satsuki procura agir como uma adulta, mas para encontrar sua irmã Mei, ela deve abraçar seu lado mais infantil e buscar a ajuda de um personagem mágico. Kiki não conseguiria viver na cidade sem a ajuda de seu lado mais objetivo, mas sua mágica não seria possível sem seu lado mais sonhador. E o piloto Marco só consegue voar porque possui a inspiração que Fio trás e a companhia de Gina.

Porco Rosso: A teimosa e impaciente Fio e a madura e elegante Gina

O diretor até mesmo coloca pistas visuais que conectam os pares de personagens: as “irmãs mais novas” geralmente tem cabelos mais claros, arrumados em rabos-de-cavalo e tranças, enquanto as “irmãs mais velhas” ostentam cortes curtos. Acho que já dá pra imaginar os motivos por trás dessas escolhas, não é?

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E quando a cultura absorve a contra-cultura?[Júlia Amaral] #5

Quando redigi meu plano de trabalho, me propus a falar sobre o uso das estratégias de Culture Jamming por parte dos publicitários. Tal fato parece contraditório, visto que o princípio dessa prática é a subversão da propaganda. Entretanto, muitos publicitários utilizam-se das técnicas dos artistas de rua; cada vez mais, a publicidade é ousada e inusitada.  


A publicidade enfrenta uma crise comunicacional na qual o excesso de informações e anúncios acaba imunizando o cidadão contra eles mesmos. Nesse contexto, são necessárias práticas como o "marketing de guerrilha, com a finalidade de gerar um “reencantamento do olhar” que se perdeu pelo excesso, através de táticas envolventes e muitas vezes lúdicas para persuadir o transeunte a olhar para determinado anúncio (KLEIN, 2006, p.5).  Da mesma forma, a intervenção urbana, (...) dentro deste exagero visual e deste contexto de lutas busca inovar, criando situações que possam vir a transformar estruturas já cristalizadas dentro do sistema, e atrair a atenção do público, mas de maneira artística e singular, se diferenciando das imagens convencionais trazidas pela mídia e culturas de massa."[1].


Buscando estabelecer as semelhanças entre arte urbana e publicidade, retornei à monografia de Thomas Hernandez. Para determinar se a propaganda absorveu as estratégias da arte das ruas ou o contrário, seria necessária uma pesquisa histórica aprofundada. Para justificar meu título, o que posso dizer em defesa da tese de que "a cultura absorveu a contra-cultura" é que Jay Conrad Levinson, o pai do Marketing de Guerrilha, relatou que a primeira ação desse tipo aconteceu em 1920 [2]; e JR, o artista tema do meu último post, afirmou no seminário de Arte e Propaganda do Festival de Cannes 2012, onde ele foi aplaudido de pé, que arte urbana é a forma mais antiga de propaganda. Ao comentar a apresentação de JR, Rui Piranda fez uma interessante comparação, dizendo que na arte urbana, a cidade vira mídia, as populações clientes e o mundo consumidor. 


Além de buscar similaridades entre propaganda e arte urbana, procurei pela apropriação desta por parte daquela. O artigo de Alex Glynn me forneceu bastante referências para o assunto. Encontrei exemplos de diversas marcas, como a Nike, que fez um aplicativo para que corredores criem percursos de corrida que tenham como cenário ruas grafitadas  e promoveu uma ação em comemoração ao Dia do Graffiti. 


Ação da Nike em Atenas, em que era possível "grafitar" seu tênis.


A rede de restaurantes Spoletto lançou uma linha de pratos assinada por artistas urbanos e a Adidas uma promoção em diversas cidades envolvendo Facebook, graffiti e produtos  Fede explica essa atração dos publicitários pelo graffiti ao dizer que "quando um movimento, seja artístico ou musical, traz algo fresco, novo, original, as marcas querem usá-lo", seja na publicidade ou no design gráfico, ainda que eles não pintem muros, as técnicas e o estilo do graffiti são imitados." [3]


Além do conceito de carro urbano, esse comercial da Nissan apresenta peças de graffiti.
A estética de arte urbana também esteve presente nos anúncios em outras mídias.


Visto que essa disciplina objetiva que criemos referências em determinado assunto, acredito que ela cumpriu com seu propósito. Todo o material pesquisado foi de grande valia para que eu desenvolvesse o projeto que inicio agora: o trabalho, que começou nesse blog está se expandindo para um tumblr, específico sobre arte urbana em Belo Horizonte. A página documentará intervenções em BH e entrevistas com artistas de rua. 


Referências bibliográficas:


[1] HERNANDEZ, Thomas Marcelo Fernandes. Marketing de Guerrilha e Intervenção Urbana: a luta simbólica por atenção no espaço urbano. Disponível em: http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/15.mktgguerrilha.pdf . Acesso em 20 de junho de 2012.


[2] LEVINSON, Jay Conrad. Marketing de Guerrilha. Editora Best Business, 2010, 574 p.


[3] PIRANDA, Rui. Meu único limite é a minha responsabilidade. Disponível em: http://www.meioemensagem.com.br/cannes/2012/diario/2012/06/20/Meu-unico-limite-e-a-minha-responsabilidade-.html . Acesso em 20 de junho de 2012.
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A Felicidade como um Produto de Consumo [Matheus Couto] #5

Nessa última quinzena, pesquisei e analisei produtos midiáticos que abordassem o tema felicidade de forma direta ou indireta. Pude perceber como a própria felicidade tornou-se um um poderoso produto de consumo. 
"Felicidade é uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. Às vezes, com muito esforço, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua lá adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade é um truque." (Revista Superinteressante - Abril de 2005)

A busca incansável pela felicidade faz com que as pessoas busquem cada vez mais alcança-la e, para isso, consumirão cade vez mais produtos que acreditam trazer ou compor essa felicidade. Movidos por esse consumo, cada vez mais as pessoas compram livros de autoajuda buscando uma fórmula que permitam alcançar esse desejado estado. 

O que mais me surpreendeu em toda essa pesquisa foi como a felicidade está estampada por toda a parte tomada como ponto comum que todos desejam alcançar. As mais diversas revistas, livros, filmes, músicas, programas de televisão e até aplicativos para celular abordam o tema felicidade, tendo como objetivo apresenta-la, medi-la, estuda-la ou mostrar o passo a passo para alcança-la. 

E o mais importante de tudo é: Seja feliz, a felicidade deve ser alcançada, é possível ser feliz e para isso não precisa de muito.

E você? como está seu estado de felicidade hoje? Descubra agora nesse TESTE!
ATENÇÃO: Se seu nível de felicidade estiver baixo, procure urgentemente por ajuda!



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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Desconstruir [Marcos Antunes] #5

Descontruir, criticar, incitar a dúvida, estimular a reflexão e de volta ao descontruir, essencialmente desconstruir. Ao final da leitura da obra de Laerte e de encontro com sua personalidade e seu objeto, o que posso sintetizar da sua produção é uma tentativa de desconstrução, uma necessário tentativa de desconstrução.

Os conceitos fundamentalistas engessados que predominam em nossa sociedade majoritariamente machista, patriarcal e dicotomizada são fortemente confrontados pelo trabalho produzido pelo cartunista. Minha tentativa de estudar o gênero na mídia, por ser guiada pelas tirinhas do cartunista Laerte (e claro, a bibliografia escolhida também) me levou a crer em uma ideia que a princípio torna inútil todo esse trabalho: a ideia de que Gêneros não existem.

Ora, se me propus a estudar as categorias de gênero e fui levado a crer ao final de minha incursão que estas na verdade não existem, algo de estranho tem de ser explicado: Estas categorias existem no status quo em que são construídas, num campo de subjetividade, em um certo nível de abstração, mas não passam daí; por si só não tem existência alguma e não impõe nenhuma característica específica de homens ou mulheres, rosas ou azuis, heterossexuais ou homossexuais. O gênero é mais uma das ferramentas de classificação impostas para alocar entre caixinhas rotuladas indivíduos forçados pelo construcionismo social (e pela própria língua que já os torna INDIVIDUAIS) a se atomizarem e limitarem, seguindo padrões utópicos através de paródias pérfidas.

Assumir a predominância desse modelo utópico dicotômico de gêneros simploriamente separados: Masculino e Feminino, é aceitar a influência que ele exerce sobre todas as trocas comunicacionais e mediações do inter subjetivo; entretanto é também reconhecer seu caráter plástico e espúrio e entender a necessidade real dos que lutam por sua desconstrução. Porque é sim necessário desconstruir.

Fonte tirinha: http://murieltotal.zip.net/

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