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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Memes que entram na minha casa, entram na minha vida! [Daniella Rodrigues] #5

Enfim, quero começar dizendo que, depois de meses pesquisando, acho que as maiores conclusões que posso tirar são que, definitivamente:


1) Entender memes, em sua totalidade, como "gene da cultura", é algo extremamente complexo e complicado. Ele abrange áreas que eu nem mesmo imaginava. Uma frase do artigo "O Poder do Meme", de Susan Blackmore, mostra como o meme é e está além de muita coisa:
 "Se a memética é verdadeira então os memes criaram as mentes humanas e a cultura com a mesma certeza que os genes criaram os corpos humanos."
Ou seja, o que sería de nós sem os memes?


2) Memes, agora já os de Internet - foco do meu Projeto AII - , ultrapassam a barreira da rede e entram no nosso mundo, influenciando no nosso modo de ser, pensar, falar e até agir - o que foi comprovado ao longo dos posts. É cada vez mais difícil traçar uma linha entra o mundo online e o offline. 


O que confirma ainda mais minha conclusão são as inúmeras propagandas que, hoje, surgiram por causa de Memes de Internet - e virce-versa.

Uma propaganda que recentemente virou Meme - e que surgiu de um antigo viral já existente - foi a do Itaú, na qual uma menina é surpreendida pelos pais ao saber que sua então sonhada viagem à Disney se tornaria real. Interessante perceber que o banco em questão está explorando muito essa junção da vida online/offiline para suas novas campanhas publicitárias. Talvez, por saber que vídeo x ou y já faz sucesso na Internet, porque então os mesmos, apropriado aos valores do banco, também não o tornaria um sucesso?!


A seguir esta, assim como outras propagandas, ilustram como exemplos:

1) A propaganda - ITAÚ:




O meme original:




VÍDEO BÔNUS: Lily dançando com o Mickey, fofa, com seu sonho realizado.





2) A propaganda - ITAÚ:





O meme original:







Agora, um pouco do caminho inverso:



1) O meme original - Luiza no Canadá ! (Que por sinal era uma propaganda!)





As propagandas:


Clique na imagem abaixo para entender mais da campanha do Magazine Luiza.


2) O meme original - PARA A NOOOOOOOOSSA ALEGRIA!:



A propaganda - PEPSI



VÍDEO BÔNUS: Dia das mães, PARA A NOSSA ALEGRIA!



3) O meme oficial - AS MINA PIRA!






A propaganda - Big Apple


Como já dito e mostrado antes ao longo do projeto, memes se espalham e vão para todos os lugares possíveis!

Para encerrar, um exemplo de outra aplicação dos memes no nosso cotidiano: Em um vídeo-clipe que é 100% composto por vários virais da Internet! :)

Postei ouvindo:




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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Pra te enlouquecer, pra te enlouquecer..! [Daniella Rodrigues] #4

Se você leu o título desse post cantando e, pior, completando com o resto da música, pode ter certeza: o meme “Avassalador” também te infectou!



Para iniciar o post, devemos levar em conta inicialmente uma coisa: Música é mutável. Influências de gêneros, personalidades, teorias e a atual era digital modificaram o modo de ver, produzir e consumir as músicas e outros produtos culturais.

A música “Sou foda”, do grupo de funk Avassaladores, gravado em parceria com o funkeiro MC Ratão,  é um exemplo claro dessas transformações. Percebemos como um clipe de efeitos especiais precários, dançarinos improvisando passos e uma letra cujo conteúdo aborda temáticas sexuais conseguiu um número cada vez maior de visualizações no Youtube.

Interessante falar que, como dito por Andrew Keen,  em sua crítica extremista ao que ele intitula “o culto do amador”, cada vez mais se tem uma enxurrada de materiais amadores sendo escolhidos por consumidores que não preservam talento, ou seja, é um “triunfo da inocência sobre a experiência”. Mesmo assim, é possível afirmar que "Sou foda" é um exemplo nítido de um vídeo amador que deu certo - e muito!




Segundo a coluna Tecneira do site da Época, em julho de 2010, o Brasil já era o quarto país do mundo em número de blogueiros, afirma uma pesquisa da empresa de análise de tráfego na Internet Sysomos. Dentro dessa blogosfera, através dos blogs mais relacionados a humor e entretenimento, há uma grande difusão dos chamados meme.

O vídeo “Sou foda” se tornou um meme, alcançando visibilidade nacional através da divulgação em blogs conhecidos, como o  Não Salvo, e através do Twitter do humorista Rafinha Bastos, que
produziu um vídeo com a música da banda. Rafinha, segundo estudo realizado pelo jornal americano The New York Times em março de 2011, possuiu o perfil mais influente da rede social Twitter até então.





Analisando a repercussão da música com a tabela de classificação dos memes de Recuero, apresentada no primeiro post "Memes?! Me GUSTA!", podemos classificar o vídeo clipe como um meme persistente, por continuar a receber novas versões continuamente; epidêmico, por alcançar uma visibilidade considerável através da Internet; e local, devido a maior parte dos espectadores serem brasileiros, apesar do clipe estar registrado no site Know Your Meme. Quanto à fidelidade à cópia original, a produção do grupo de funk Avassaladores pode ser considerada como um meme mimético, pois a sua forma original constantemente é modificada, unida, misturada a outras músicas famosas, criando um grande número de versões, através da técnica de mashup.









Mesmo sendo 'Um cara interessante que esculacha o seu amante', Vitinho se vê como uma pessoa normal apesar de toda a fama:
“O ‘Sou foda’ é um personagem, uma zoação. No vídeo e no show, eu sou o Vitinho, avassalador, mas na vida eu sou mesmo o Vitor, tranquilão, amigo de todo mundo, tô quase casando, sou noivo de mostrar aliança! ”
--

Se você também é "foda", você tem que conferir: -


 Tumblr: Fuckyeah, sou foda!

 Entrevista com o Vitinho feita por Ombusman do site anoesemchamas.

 Dia de Princesa com o Vitinho, feito pelo Sai do Sofá. 


Entrevista para o site "O Globo" (a qual eu peguei a citação do post)


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terça-feira, 29 de maio de 2012

Tiop açim, comofas1?!/ [Daniella Rodrigues] #3

Quando me propus a estudar os memes relacionado a frases que se tornaram gírias e/ou mudaram o jeito do internauta escrever na Internet não pensei, de início, que teria dificuldades. Só no final da semana passada que vi que, apesar de ter todos os exemplos na cabeça, os sites e livros que eu pensei que iriam me ajudar não serviram muito bem para o que eu almejava analisar.

Por um milagre, no domingo eu encontrei um site, o youpix, que salvou a minha vida! E, para completar, encontrei um TCC sobre “Tiopês”, que ainda não terminei de ler.
Mas, afinal, o que é o “Tiopês”? Bem, quando decidi procurar sobre memes relacionados a escrita e a fala, uma das coisas que eu mais me perguntava era: Porque as pessoas insistem em escrever tão errado na Internet?! Não um errado de trocar “mais” com “mas”, mas sim de escrever em vez de “tenso!”, “temço1!'”. De onde veio esse modismo?!

O “tiopês” é nada menos que um idioma surgido na internet no qual você tem que escrever tudo errado.  Mas, como já disse, o errado vai além de simplesmente desrespeitar a gramática: é preciso escrever do modo mais grosseiro, tosco, ininteligível possível!
Exemplo de Tiopês em tirinha
Exemplo de situação que se encontra escrita em Tiopês

ORIGEM: O primeiro registro de estilo do tiopês encontrado é do dia 4 de dezembro de 2004 e foi feito pelo usuário Misto Eleazar, no Orkut.



Por volta de 2006, surgiu o tiopês oficialmente: Todas os indícios levam à figura de Ale  [Alessandro] Crescini, um usuário do Orkut que ficou muito popular devido à sua forma peculiar de escrita. Além de cometer alguns erros ao usar o  teclado, Ale não tinha um bom domínio da gramática. Algumas pessoas, então, começaram a imitar o seu modo de escrita, trocando mensagens com pequenos erros, não apenas com Ale, mas entre si. Interessante falar que o próprio nome TIOPÊS vem da palavra “tipo” escrita errada “tiop“.

Inicialmente, os internautas extrapolaram e começaram a trocar mensagens umas com as outras no próprio scrapbook de Ale,  o que resultou em um verdadeiro chat. Depois, o próprio Ale criou uma comunidade chamada “Ale 100% amizade e cupido‖”, na qual estas pessoas continuavam a se comunicar.

A primeira comunidade a falar do tiopês diretamente foi a Tiopês – A Revolução, que era uma verdadeiro manual do dialeto e trazia toda  a história da língua e um comofas intensivo pra ensinar todo mundo a falar! Mais de 8 mil pessoas já passaram por ela!



Entretendo, como foi dito pelos blogueiros do Teletube, site que falava sobre o universo de  games, ícones da cultura  pop, televisão e séries, narrado em textos marcados por expressões do tiopês – hoje já está fora do ar –  “o tiopês pode ser considerado uma linguagem caricatural, crítica e bem-humorada a respeito do analfabetismo funcional brasileiro, que é um dos maiores do mundo” e que, pra falar um bom tiopês, você precisa saber muito bem português, já que os erros tem que estar acertadamente nos lugares certos!

Hoje, é bem difícil ver alguém escrevendo em “tiopês puro” na internet. Mas a herança que a língua deixou na web é inegável, já que ela é a origem de vários memes que a gente usa atualmente, como por exemplo:corrão, fikdik, não tá fácio, comofas e por aí vai.

Se vose ficol intereçado neçe estranio dialeto -n deishe de conferir:tiopes translate
nova gramatica

E curtir:
mil graudivas
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terça-feira, 15 de maio de 2012

Y SO MANY MEMES?! [Daniella Rodrigues] #2

A expressão "Meme de Internet" é utilizada para descrever um conceito que se espalha através da Internet. Este meme pode se espalhar de pessoa para pessoa através das redes sociais, blogs, e-mail direto, fontes de notícias e outros serviços baseados na web, tornando-se geralmente viral.

Antes de começar as pesquisas para o meu Projeto A2, eu acreditava que “meme” era o termo utilizado para se referir exclusivamente aos personagens mal desenhados de quadrinhos que expressavam histórias com situações frustrantes ou engraçadas, originadas tanto de situações
cotidianas ou do fruto da própria criatividade individual e coletiva. Entretanto, como dito no post anterior, “meme” se refere a algo bem mais amplo e complexo que isso.

A partir deste post em diante, abordarei tipos diferentes de memes que encontramos disponíveis na web, iniciando com os de ilustração (um dos mais famosos que, talvez por isso, me fez ter essa primeira impressão errada do termo).

Os memes de ilustração podem ser de vários tipos, como um desenho, geralmente em preto e branco. Alguns são caricaturas, como o Trollface, alguns são "homens palitos", como o Fuck Yeah, e alguns são claramente uma fotografia adaptada para um desenho, como o Are You Serious Face.


                        Troll FaceFuck YeahAre You Serious Face

Coloquialmente falando, memes são entendidos como ideias, brincadeiras, jogos, piadas ou
comportamentos que se espalham através de sua replicação de forma viral, e caracterizados pela
repetição de um modelo formal básico a partir da qual as pessoas podem produzir diferentes
versões do mesmo meme.
Interessante falar desse ponto em relação ao memes de ilustração pois estes possibilitam aos internautas a intervenção cada vez mais presente na produção e no compartilhamento de virais, uma vez que é fácil editar um quadrinho ou uma imagem, basta, primeiramente, ter acesso a computadores e softwares de edição e, segundo, da própria criatividade do internauta.

Usando como exemplo o meme “Rageguy”, também conhecido como “Ffffuuuu”, bastante
popular a partir do final de 2008, percebemos claramente como isso ocorre.
O nome Rageguy refere-se ao personagem principal de uma série de quadrinhos toscamente desenhados, que consiste em quatro painéis retratando situações irritantes, na qual o personagem principal, como resultado, grita com raiva. Devido à sua simplicidade e exploração, Rageguy se tornou extremamente popular, dando continuidade a uma série de quadrinhos agora conhecida como “Rage Comics”.
Modelo Padrão do RageGuy
O primeiro quadrinho de Rageguy veio em 2008 no 4chan. - É interessante ressaltar que a maior parte dos memes bem sucedidas surge longe dos lugares mais conhecidos da web, nos cantos escuros e pouco regulados da Internet, como os caóticos fóruns de discussão ou os chans, onde a maioria dos frequentadores permanecem anônimos. A partir dali é que eles
emergem para circular através de blogs e de redes sociais como o Myspace, Facebook, Orkut
ou Twitter. 
Primeiro quadrinho do Rageguy

Depois do primeiro quadrinho, outros derivados começaram a aparecer. O formato do comics permaneceu, na sua maior parte, o mesmo, com o exemplo da raiva indutora sendo descrito nos primeiros três painéis e a face Rageguy gritando no quarto. O próprio Rageguy também evoluiu e foi modificado com o contexto de cada história, podendo ter o perfil de um idoso, de uma criança, etc.

RAGEGUY

É possível, dessa forma, identificar como as versões do Rageguy relaciona-se com a ação criativa e consciente das pessoas, dentro de uma enorme gama de possibilidades oferecidas pelo replicador original. Então, no caso desses tipos de memes, percebemos que a facilidade de criação e modificação é um elemento que estimula a participação das pessoas comuns, pois como o modelo básico é simples e a qualidade demandada para as intervenções não é muito exigente, torna-se muito fácil participar produzindo uma versão “original”, ao invés de apenas retransmitir um já existente. Talvez isso seja o fator que deixou os memes desse tipo, de certa forma, com extrema popularidade.

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Referências Bibliográficas interessantes usadas no post:
è     http://knowyourmeme.com/
è     http://www.abciber.com.br/simposio2009/trabalhos/anais/pdf/artigos/2_entretenimento/eixo2_art18.pdf (Fontanella, Fernando. O que é um meme na Internet? Proposta para uma problemática da memesfera, 2009)

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Memes?! ME GUSTA. [Daniella Rodrigues]

“O termo fenômeno da Internet, ou meme da internet, refere-se a uma série de pessoas, vídeos, imagens, canções, fatos etc. que se popularizaram primordialmente na Internet tornando-se verdadeiras celebridades instantâneas.” (Wikipédia)

  Como tema do meu projetos A2 , resolvi escolher um assunto que está muito presente nos dias de hoje, em vida online e offline: Os Memes de Internet.  Procuro entender, a partir da minha pesquisa, um pouco mais sobre o surgimento, tipos e aplicações dos memes na cultura contemporânea. Buscarei ver a influência deles na propaganda atual e, principalmente, no comportamento dos atuais internautas.

  Mas, afinal, de onde surgiu o termo “meme” que tanto ouvimos hoje? Lendo dois textos como base, “Memes e Dinâmicas Sociais em Weblogs: informação, capital social e interação em redes sociais na internet” eMemes em weblogs: proposta de uma taxonomia”, ambos da autora Raquel da Cunha Recuo, percebi que o termo é algo bem mais complexo e amplo do que eu imaginava.

  O conceito de “meme” foi cunhado por Richard Dawkins, em seu livro “O Gene Egoísta”, publicado em 1976. A partir de uma abordagem evolucionista, Dawkins compara a evolução cultural com a evolução genética, onde o meme é o “gene” da cultura, que se perpetua através de seus replicadores, as pessoas. O estudo dos memes está diretamente relacionado com o estudo da difusão da informação e de que tipo de ideia sobrevive e é passado de pessoa a pessoa e de que  tipo de ideia desaparece no esquecimento.

  É interessante analisar que, a partir da perspectiva de Charles Darwin (criador da teoria evolucionista),  as espécies eram vistas como produtos de um processo evolutivo baseado em três elementos fundamentais:  mutação (ou variação),  hereditariedade (ou retenção) e seleção natural. Os mesmos conceitos podem, então, serem abordados nos memes:

- A  variação  corresponde à capacidade do meme de mutação. Uma história nunca é contada exatamente do mesmo modo e essas pequenas variações vão gerando grandes mudanças com o passar do tempo.

- A  seleção é o elemento que faz com que alguns memes chamem mais a atenção do que outros, permanecendo mais e sendo mais copiados, enquanto outros não são lembrados.

-  A retenção ocorre pela permanência do meme no caldo cultural. É comparável à hereditariedade, que faz com que um novo meme tenha, portanto, muito pouco de originalidade, mas seja produto de variação e recombinação de ideias antigas que permanecem presentes nas ideias presentes.

  A partir desta perspectiva, Dawkins, então,  enumera, como características essenciais do meme, enquanto replicador: a longevidade, a fecundidade e a fidelidade das cópias. A longevidade é a capacidade do meme de permanecer no tempo. A fecundidade é sua capacidade de gerar cópias e, por fim, a fidelidade é a capacidade de gerar cópias com maior semelhança ao meme original.

No entanto, para que se compreenda a propagação dos memes nas redes de weblogs, foi ainda acrescido outro critério: o alcance. Isso porque redes sociais são conjuntos de redes interconectadas, onde laços fortes e fracos  conectam indivíduos através da interação social.

Tabela MEMESExistem, por sua vez, vários outros subtermos relacionados aos memes tratados em ambos os textos citados de grande importância e que podem acabar por, eventualmente, aparecer em posts futuros. Por falta de espaço e por não serem tão relevantes por enquanto, não os abordarei profundamente nesse post, mas deixarei uma pequena tabela para ilustrar as demais classificações dadas aos memes.

 

Aos que se sentiram interessados pelo assunto, postarei então os links dos textos que li. É uma leitura bem rápida e fácil. Vale a pena!

http://seer.ufrgs.br/intexto/article/view/4265  (RECUO, Raquel da Cunha. Memes e Dinâmicas Sociais em Weblogs: informação, capital social e interação em redes sociais na internet, 2006)

http://revistas.univerciencia.org/index.php/famecos/article/viewFile/1969/1785 (RECUO, Raquel da Cunha. Memes em weblogs: proposta de uma taxonomia, 2007)

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