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sexta-feira, 25 de maio de 2012

As notícias de um jeito que você nunca viu - [Débora Vieira] #1 e #2

Estou com meu cronograma bastante atrasado, pois percebi que era necessário assistir a mais edições anteriores do Furo MTV para diagnosticar suas mudanças durante os quatro anos em que está no ar (2009 a 2012). Durante essa fase inicial de pesquisa assisti a 36 edições do programa em 2009, sendo 5 de datas especiais como o programa no dia da mentira (01/04/09), na páscoa (13/04/09), na véspera de Tiradentes (20/04), na véspera do Dia dos Namorados (11/06/09) e no Dia das Crianças (12/09/09). Também assisti a 8 edições do programa em 2010, sendo um de data especial: o programa no dia da mentira (01/04/10). Pra analisar melhor as mudanças do programa, e o que foi incorporado ao Furo MTV em 2010 vou assistir a mais 15 programas até a terceira postagem.
O Furo é um programa da MTV, apresentado por Dani Calabresa e Bento Ribeiro. Furo MTV foi ao ar pela primeira vez no dia 02/03/2009 e tinha apenas 15 minutos de duração. Em 2010 o programa ganha mais espaço na emissora, e passa contar com 30 minutos de duração, permanecendo assim até hoje. Em 2009 o programa era exibido às 22:15h, em 2010 começou a ir ao ar mais cedo, às 22h.
Durante o programa, Dani e Bento fazem piadas com notícias do Brasil e do Mundo e com o que foi falado e dito por celebridades. Em 2009, o programa tinha uma estética e um caráter muito mais jornalístico. A roupa dos apresentadores se assemelhava mais a de âncoras de telejornal, principalmente a de Dani calabresa, pois Bento ainda hoje utiliza a camisa social, gravata e palitó. Já Dani Calabresa usava terninhos em 2009 e ao longo de 2010 começou a utilizar roupas menos formais e mais despojadas, perdendo essa estética da roupa de uma apresentadora de telejornal. E a maior semelhança com o telejornal não para na estética. As próprias notícias tinham um caráter mais jornalístico, em 2009 os apresentadores se alongavam um pouco mais em explicar o fato para depois fazer a piada, além disso, ela tinha um caráter maior de denúncia, focava-se muito na editoria "Política". Já em 2010, as piadas começam a se diversificar e as com um caráter de denúncia não são as principais mais. Passa a se fazer mais comédia pela comédia, em 2009 a comédia era uma maneira encontrada para denunciar determinados acontecimentos., é claro que também eram feitas piadas sem esse maior engajamento, como por exemplo, piadas com a vida de celebridades, mas esse não era o foco principal do programa. Do mesmo modo, em 2010 continua havendo críticas a política, mas o programa deixa de focar nessa editoria. Com isso, o Furo MTV passa a ter mais características e a se identificar mais como um programa de comédia, o foco passa a ser o humor, como este será usado para dar uma notícia, e não a notícia contada com uma dose de humor.
Tanto em 2009 quanto em 2010 o programa começa com Dani Calabresa e Bento Ribeiro em uma conversa informal, como se eles não tivessem notado que já estão no ar.

Os início dos vídeos abaixo ilustram essa situação:


A mudança em relação a abertura do Furo MTV em 2010 foram os Tops de 5 segundos. Estes são exibidos antes do programa começar e tem conteúdo variado, pode ser 5 maneiras de fazer algo, 5 piadas sobre determinado fato, 5 ditados populares contados de outra forma, dentre vários outros assuntos. E essa ideia de fazer top de 5 segundos lembra bastante o que ocorre em outras emissoras, quando se tem o toque de 5 segundos antes do começo de algum programa. Abaixo alguns exemplos de Top de 5 segundos do Furo MTV em 2010.

 



Em 2009, o programa tinha um quadro chamdo "Repórter Didi" que era exibido toda segunda e quarta-feira. Nesse quadro o repórter Didi F apresentava uma matéria sobre algum assunto mais do cotidiano, algo mais trivial, como é exemplificado pelos vídeos abaixo:

  
  

Em muitas edições do programa, os apresentadores fazem piada e satirizam o próprio Furo MTV, fazem piadas em relação a sua audiência, a sua qualidade e uns com os outros.

"Só 15 pessoas assistem" CALABRESA, Dani.16/10/10 - Furo MTV
"Imprestável que fuma e vem de chinelo" Dani se referindo ao Bento no programa do dia 13/10/10
" -Você vai conferir hoje no Furo MTV (Bento diz)
-Só hoje, porque amanhã eu não quero voltar (Dani diz)" Programa do dia 07/04/2010
"Jornal tão inteligente que a gente precisa ficar explicando a piada" CALABRESA, Dani.26/03/09 - Furo MTV
"O jornal que você só conhece, porque já acabou a novela da globo e porque a novela do SBT é um lixo" RIBEIRO, Bento. 13/10/10 - Furo MTV
"A gente se esforça para fazer um jornalismo besta, mas é sempre superado" RIBEIRO, Bento. 25/08/09 - Furo MTV
"Furo do dia de hoje. Programa ta acabando, Graças a Deus" RIBEIRO, Bento. 26/04/10 - Furo MTV

Nas edições do programa de 2009, os apresentadore muitas vezes definem o programa como jornalístico em suas frases, ao se referir ao Furo MTV como um telejornal, mas como utilizam da ironia em muitas dessas sentenças, acabam por desconstruir a afirmação de que é um jornal e reafirmando o caráter de comédia do programa.

"Jornal que o Bonner quer apresentar, mas a Globo jamais colocaria no ar" Dani Calabresa
"Jornalismo sério que a gente ta faznedo por aqui"
"Desse jeito serelepe é só aqui mesmo"
"Notícias sérias contadas de forma zuada em 10 segundos"
"O jornal mais equilibrado da TV desde que Fernando Vanute cobriu a Copa meio trilelê
"O Jornal que o Boris Casoi poderia apresentar se tivesse outro bordão além de 'isso é uma vergonha'"
"Ao contrário de muitos jornais a gente tem memória e quando a gente não tem as pessoas sopram as coisas para a gente"
"Mais notícias você vê no jornal" (fala da Dani ao encerrar o programa do dia 07/04/09)
"O jornal que você adora, mas tem vergonha de dizer que assiste"

Em 2010 o quadro Repórter Didi é extinto. Didi F ganha um novo quadro chamado "Brilha o pensamento com Didi" no qual ele comenta sobre as celebridades.


Em 2010 o programa ganha um novo quadro de externas, é o quadro "O Estagiário", no qual um suposto estagiário do Furo MTV faz matérias para o programa, que na avaliação dos apresentadores sempre fica péssima, reforçando a ideia de estagiário como alguém que nunca faz nada direito. Exemplo desse quadro "O estagiário" pode ser visto a partir dos 4 minutos e 30 segundos do vídeo abaixo.





Um dos quadros mais marcantes de 2009 é o "giro de notícias", no qual os apresentadores falam rapidamente sobre notícias do Brasil e do Mundo.
Em 2010 o quadro se desdobrou em dois: "Giro Brasil" e "Giro Mundo"

Outros quadros foram acrescentados em 2010, mas falarei mais sobre estes na próxima postagem.

Além de assistir aos episódios durante esse período de pesquisa, eu fiz contato com um dos roteiristas do Furo MTV: Pedro HMC. Ele é roteirista desde 2010 e avaliou rapidamente as mudanças que ocorreram no programa ao longo desses 4 anos:

"Ao longo dos anos o Furo foi mudando consideravelmente mesmo! Esse ano de 2012 foi o que teve mais mudanças, e (surpreendentemente, porque achei q por ser o 4o. ano, coisa rara em se tratando de programa da MTV, o Furo daria uma caída) melhorou bastante!

Em 2009 no primeiro ano era um programa de 15 minutos, mais jornalístico e opinativo até do que humorístico.

Em 2010 ganhou mais 15 minutos e com isso colocamos alguns quadros, como Momento Hum Hum, Furo do Dia, testamos a idéia de colunas semanais (Retweet com William Bonner do Gui Santana, Quanto Ganha e Controle Remoto do Bruno Motta q tb era roteirista).

Em 2011 o programa continuou ganhando quadros (e ficando cada vez mais maluco aproveitando todo talento e sintonia de Dani e Bento), mas desistimos da idéia das colunas semanais por perceber que a audiência queria Dani e Bento. Quando muito, chamávamos pessoas pra participar COM a Dani e o Bento juntos (Gui Santana, Adriana Lessa, Angela Bismarchi, Raphael Veles, etc.)...

Já em 2012 ganhamos um chroma pra poder explorar mais as notícias fora da bancada. Então agora temos correspondentes em algumas notícias, reconstituições dramáticas (do assalto ao Michel Teló pra mim foi a mais engraçada rs), entrevistas fake (com menor homem do mundo, com Barack Obama, etc.).

Estamos tentando nos renovar ano a ano e manter o fôlego. na MTV é raro algum programa durar mais que 1 ano, que dirá 4. Felizmente acho que estamos conseguindo se renovar sem perder a essência e mantendo a audiência! " Pedro HMC, Roteirista do Furo MTV

 



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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Old but Gold [Idgie Pena] #2

 

A tendência que explorei nessa quizena foi a de peças – em mídias on e offline - que seguem uma linha vintage ou retrô; para perceber o quanto essa estética é atual, basta lembrar do Instagram, aplicativo cuja função era deixar as fotos com um aspecto antigo, e que foi vendido por 1 bi de dólares. Meu material de estudo dessa quinzena foi o livro Design Retrô¹ e o conteúdo disponível nos blogs ChocolaDesign, Designices, Design by Insight e no The Wall Street Journal.
Primeiramente, me ocupei de descobrir a diferença entre os termos.
Para o autor Beat Schneider em Design – Uma Introdução (Ed. Blucher, p. 206), o design retro look “trata-se de uma reinterpretação atual de características históricas do design. Os produtos lembram os seus predecessores, mas, ao mesmo tempo, sua linguagem de produto não deixa dúvidas de que eles provêm da atualidade. De forma simbólica, são referências ao passado e ao presente.” Por exemplo, o ‘New Beetle’ da Volksvagen ou a Linha Retrô da Brastemp. O termo vintage, por outro lado, refere-se a produtos de décadas passadas, mas que ainda podem ser encontrados hoje. Por exemplo, uma bolsa encontrada num brechó ou um daqueles telefones antigos vendidos em lojas de antiguidades.
No que diz respeito ao design, essas duas vertentes se misturam bastante. Separei algumas peças que podem ser classificadas como retrô ou vintage (todos da última década):
image
heinzheinzclose
cocaretro
lata-historica-mate-leaolata-retro-anos-40-matte-leao
the-good-husband-guide-capa 2010the-good-wife-guide 2007

granado

granado
 
A partir da observação de diversas peças, pude perceber que elas se dividem em duas linhas, com algumas características em comum e algumas divergências:

Uso de texturas grunge como fundo Uso de fundos chapados ou de texturas regulares (granuladas, por ex.) ou padronagem
Uso de tons pastéis Uso de tons pastéis
Combinação entre tipografias espessas e sem serifa – como a Bodoni e a Herald Square -, com serifa – como a Nouvelle Vague – e aquelas que remetem à escrita. Uso de tipografias mais modernas, mas ainda há combinação entre tipog. sem serifa mais sóbrias – como a Bebas Neue – e outras cursivas, porém sem pretensão de imitar fielmente a escrita, como a Lobster.
- Uso de pictogramas, badges e banners.
Uso de fotografias que simulam ilustrações Predominância de vetores
Não consegui definir uma linha como sendo vintage e uma como sendo retro, mas creio que o repertório de elementos estudado é mais importante que a divisão em si.

¹ RAIMES, Jonathan; BHASKARAN, Lakshmi. Design Retrô: 100 anos de design gráfico. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2007.
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terça-feira, 1 de maio de 2012

O Pif Paf de Millôr - Parte 1 [Isabella Lucas] #1

O Pif-Paf começou como uma coluna do jornal O Cruzeiro, pertencente à cadeia Diários Associados, de Assis Chateaubriand. A coluna assinada por Vão Gogo (pseudônimo de Millôr Fernandes) permaneceu no jornal por mais de 10 anos, quando, em 1963, o jornalista fora demitido devido a pressões de alguns setores que não aceitaram uma sátira do autor à versão cristã para a criação do universo.



Millôr fundou, então, dois meses após o golpe militar de 64, o primeiro veículo de comunicação da imprensa carioca na resistência à ditadura militar. "Através do humor e do fato de ela estar preocupada com os dilemas sociais e políticos,  Pif-Paf torna-se uma manifestação fundamental da cultura brasileira. Em verdade, ela tenta reconstruir o modo de ser e a mentalidade dos homens simples. Pouco a pouco aventura-se a construir um painel da consciência das pessoas". (PEREIRA, Thaís Pacheco. O PIF PAF e a censura: A precariedade de criação na ditadura.)



O ponto fundamental da revista é o humor como arma de contestação contra a opressão no contexto ditatorial brasileiro. Através dele Millôr revelou verdades e possibilitou ao leitor uma consciência crítica, com o objetivo de incitar uma reação diante do problema. No editorial do primeiro número da Pif Paf jornal, Millôr definia a linha da publicação e provocava: “Não temos prós nem contras, nem sagrados profanos”, “cada número é exemplar, cada exemplar é um número”.
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Miyazaki e o feminismo [Mariana Pereira] #1


Hayao Miyazaki nasceu em Tóquio no ano de 1941 e hoje, com setenta e um anos, cinqüenta de carreira, é o diretor de animação mais famoso do Japão, responsável por diversos filmes aclamados tanto pela crítica quanto pelo público. Suas histórias incorporam elementos fantásticos, locações fascinantes, personagens complexos, ideologias pacifistas e ambientalistas, sempre contando com técnicas de animação de qualidade. 

O diretor Hayao Miyazaki

Esses, porém, não são os únicos aspectos merecedores de atenção. Miyazaki se destaca de outros animadores contemporâneos pois possui uma visão feminista que dá a seus filmes uma dimensão especial. Suas crenças surgiram devido à convivência com sua mãe, que apesar de estar debilitada com tuberculose, sempre manteve-se forte e decidida, passando aos seus filhos os interesses acadêmicos e criando-os para respeitar as mulheres. A admiração que Miyazaki nutre pela sua mãe levou-o a dar preferência à protagonistas femininas de caráter forte, idealistas, inteligentes e gentis, capazes de resolver conflitos analisando todas as perspectivas contrastantes, uma característica que ele acredita que é inerente às mulheres.
Naüsicaa, San, Mama Dola, Chihiro, Mei, Satsuki, Fio, Ponyo, Kiki, Sophie... Essas são apenas algumas das personagens que analisarei ao longo desse semestre, e que nos ajudarão a entender a visão do diretor sobre os processos que nos levam ao amadurecimento, ao conhecimento próprio e ao desenvolvimento das relações interpessoais. 

Algumas das personagens de Miyazaki

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Arte urbana: propagando o ideal anti-propagandista, [Júlia Amaral] #1

“Qualquer propaganda em um espaço público, que não te dá escolha de vê-la ou não, é sua. ' sua para pegá-la, transformá-la, reutilizá-la. Você pode fazer o que quiser com ela. Pedir permissão é como perguntar se você pode guardar uma pedra que acabaram de jogar na sua cabeça.”

Apesar da recente aproximação entre propaganda e arte urbana (vista principalmente na apropriação desta por aquela), a priori tratam-se de movimentos antagônicos. A arte urbana – ou arte não encomendada, pública, intervencionista, street art, urban art -  é, desde sua origem, uma ferramenta de crítica à publicidade. A frase acima citada é a tradução livre de uma declaração de Banksy, provavelmente o artista de rua de maior destaque da atualidade, assunto de meu próximo post.

Pesquisando sobre a história da arte urbana encontrei, no livro “Trespass”, uma crítica ao termo “arte pública”: Anne Pasternak afirma que a expressão invoca um movimento organizado, com definição estilística e conceitual, quando na verdade a arte na esfera pública é heterogênea.  No mesmo livro, Nato Thompson define arte intervencionista como aquela feita por “...artistas que invadem o mundo quotidiano para criticar, satirizar, pertubar e agitar a ordem, para gerar consciência social e mesmo defender a mudança social”. Ouso afirmar que, em certo grau, a arte urbana é uma forma de propaganda anti-propagandista.


Arte feita por Banksy: consumismo é alvo de crítica do artista

Por sugestão de minhas orientadoras, li a monografia de Thomas M. F. Hernandez, e nela encontrei as formas de se fazer Culture Jamming, de acordo com Mazetti: alterar anúncios publicitários, outdoors, jingles e criar notícias falsas. A própria palavra inglesa jamming significa interferência em transmissões de rádio, o que explica a apropriação do termo jammers para definir o ruído entre o emissor e o receptor, que altera a mensagem final.


Exemplo de Culture Jamming
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O Design na Web [Idgie Pena] #1


icone
Esse semestre, o meu Projeto será sobre tendências que emergem no Design, e por isso grande parte do meu trabalho consistirá em procurar peças, campanhas, sites e outras formas de manifestação das tendências que estudarei na parte teórica.
A primeira quinzena foi dedicada a fazer um apanhado de tendências que perpassam o Web Design; para isso, li o artigo “The Real Design Trends For 2011”, no site Web Design Shock. Depois de ler o seu conteúdo, percebi que boa parte dos sites/blogs que eu já visitava apresentavam layouts com aquelas características, e por isso poderei usa-los como exemplo, além daqueles contidos no próprio artigo. Duas coisas que notei, entretanto, é que boa parte das tendências que irei citar a seguir são utilizadas muito mais enfaticamente por sites das áreas de design, publicidade, moda, arte, fotografia e outros ramos que se preocupam muito com o apelo estético do seu conteúdo. Isso não quer dizer que essas tendências não existam; muito pelo contrário, o que me parece é que certos setores funcionam mais como “medidores” de tendências do que outros, o que aliás foi algo que eu percebi também no meu Projetos A1, em outra situação. Outra coisa que percebi é que é bem dificil achar sites brasileiros que tenham um design mais arrojado, os sites que achei de exemplo eram todos de outros lugares do mundo… Infelizmente não encontrei uma explicação para isso, mas creio que seja um reflexo do conservadorismo que acontece também em outras áreas. Encontrei, entretanto, um site destinado a reunir os sites brasileiros que se destacam pelo design, o Web da Gente. Muito bom, recomendo!
Enfim, aqui estão as principais características que apreendi do artigo lido e alguns exemplos de sites em que elas podem ser notadas:
► Diga adeus ao excesso                                                                                                           
minimal
► Use o texto como imagem, e não só como informação                                                              
tipog
► Textura pode deixar tudo mais interessante                                                                              
textura
► As vezes, uma imagem diz tudo                                                                                              
foto
► Troque os ângulos retos por curvas                                                                                          
bordas
► Aposte na interatividade                                                                                                          
interatividade

Optei por colocar as características apenas como tópicos para não me alongar demais no post, e para que o conteúdo possa ser melhor desenvolvido no relatório final e apresentado na apresentação final.
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Introdução ao Marketing de eventos [Arnaldo Garcia] #1


De feiras a mega estruturas, um dos setores que mais crescem no mundo é o de eventos. Dos mais diversos tipos e objetivos esses acabam por definir novos horizontes da publicidade e marketing estratégico.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto InterScience com os 100 maiores anunciantes do país Indicou que a propaganda tradicional vem perdendo terreno. O marketing de eventos está em destaque na segunda posição entre grandes anunciantes e terceiro entre verbas de comunicação.

Um mercado altamente rentável o qual inventa e reinventa setores como, por exemplo, o da música. É cada vez mais comum a realização de mega eventos no Brasil. Alternativa esta proveniente de gravadoras, selos e artistas para obter capital mesmo com os avanços da pirataria.

Eventos são momentos únicos que estimulam sentimentos, emoções e memórias. Encaixam perfeitamente no atual contexto da chamada “espetacularização da publicidade”, onde o envolvimento cada vez maior do público com a marca estabelece altos níveis de interatividade. O que se faz o diferencial como retorno em dias cada vez mais imersos em informação.

O papel do emprego de técnicas do marketing é de fundamental importância na diferenciação das propostas de eventos ao mercado consumidor, desde sua concepção até a manutenção do conceito pós realizado. Eventos agregam valor e geram negócios. Não são apenas fim, mas também meio na obtenção de objetivos dos participantes, patrocinadores, apoiadores e parceiros de negócios.
Gabriela Ferraz: “A aproximação marca/cliente, proposta pela realização de eventos, possibilita que a promoção seja realizada de forma imperceptível para o consumidor, criando elos que aproximam o consumidor e a empresa. A empresa que se aproxima do seu target, não só tem a oportunidade de conhecer o que o seu cliente quer, mas também quem ele é, do que ele gosta e o que ele gostaria que a empresa fizesse por ele. Nesse ponto a marca se torna muito mais do que o rótulo do produto, mas um estilo de vida”.

O primeira empresa a linkar sua marca à um evento foi o Free Jazz em 1985, depois disso, em 2003, houve um boom nesse setor. Tim Festival, Coca Cola Zone, Nokia Trends e Skol Beats  são alguns dos primeiros exemplos de festivais que tem como foco a interação e fidelização com o consumidor. Aprofundarei nos próximos posts  a  incrível atuação da Red Bull no setor.

Meio a tantos outros enfoques e possibilidades, me atrelo por fim a atual exploração em eventos de aspectos ecológicos. O termo sustentável circulante está freqüentemente ligado as marcas. Uma das práticas mais utilizadas sob esse aspecto é compensar as emissões de CO2 geradas pelo evento. A prática além de melhorar a imagem da marca em questão dá ainda a oportunidade do público de aderir bandeiras e se envolver em projetos de reflorestamento, cooperação e desenvolvimento.






Gabriela Ferraz: A importância dos eventos para a consolidação de uma marca. Disponível em :http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos1/Importancia_dos_eventos_para_a_consolidacao_de_uma_marca.htm

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Multinacionais, Mercado e Cultura [Filipe Mendonça] #1

[br] Existem marcas que encontramos em praticamente todo o mundo: Coca-Cola, Pepsi, Adidas e Nike são alguns exemplos. Mas como as multinacionais lidam com as diferenças culturais? Suas propagandas são similares em todo o mundo ou elas utilizam diferentes estratégias em diferentes lugares? Enfim, como a cultura influencia o marketing? Neste primeiro post vou analisar a chegada de algumas marcas ao Brasil e como se apresentaram ao público inicialmente. [br] Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, a Coca-Cola começou a ser vendida no Brasil, que agora fazia parte dos Aliados. Devido à promessa (campanha) da Coca-Cola de sempre fornecer sua bebida aos soldados norte-americanos por um preço simbólico de 5 centavos o copo não importa onde estivessem, a empresa veio para o Brasil, já que bases militares norte-americanas estavam sendo aqui instauradas. Mesmo que tenha sido a princípio uma campanha pró e para os EUA, a Coca-Cola acabou expandindo sua marca para outros mercados e suas propagandas exaltavam a cultura local (veja abaixo a primeira propaganda da Coca-Cola no Brasil, em 1950). [br]
[br] Por sua vez, os cigarros Marlboro, mundialmente comercializado a partir de 1957, faziam propagandas no mundo todo da mesma forma. O clássico comercial do "Marlboro Man" (confira abaixo) correndo com seus cavalos simbolizando liberdade era muito mais uma referência ao cowboy americano das histórias do velho-oeste do que a qualquer outra cultura, mas o slogan passava outra ideia. O slogan "Venha para o país Marlboro" mostrou que a estratégia da marca não era se adaptar a uma cultura (como bem fez a Coca-Cola no começo), mas reuni-las em uma "nova" e classificando os usuários do cigarro como "cidadãos Marlboro", que se identificam com a ideia de liberdade passada pela marca. [br]
[br] É preciso observar, contudo, que a Coca-Cola estava entre as marcas americanas que participavam da Política de Boa Vizinhança durante e pós 2ª Guerra, logo, era compreensível que além da aproximação marca/consumidor também visava a aproximação EUA/Países Latinos. [br]
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Freud Explica [Matheus Couto] #1


No meu Projetos A2 pretendo estudar a felicidade como um produto de consumo em nossa sociedade. Para a primeira quinzena, li e analisei a obra "O mal-estar na cultura" de Sigmund Freud. Achei o livro muito interessante e bastante atual e a leitura (na tradução da editora L&PM Pocket) é relativamente tranquila, apresentando apenas alguns termos técnicos e referências às outras obras do autor que geraram certa dificuldade.

Em “O mal-estar na cultura”, Freud tematiza a busca constante da felicidade, tentando apresentar uma possível definição para o termo e a forma como a cultura, e diversos outros fatores externos, relacionam-se com o homem nessa busca. O autor demonstra como a felicidade, quando alcançada, manifesta-se como algo curto e passageiro, deixando assim, o homem em um eterno estado de culpa (o mal-estar) do qual a própria cultura mostra-se como a principal responsável.

O livro está disponível na Biblioteca da FAFICH para quem se interessar pelo assunto ou pelo autor. (Nº Chamada: 150.1952 F889u. Pz 2010)


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Vida de amargura, túmulo de glórias [Gabriela Bianchi] #1

É muito curioso como muitos artistas tiveram a legião de fãs multiplicada depois da morte. A aura de glamour e fascínio cresce exponencialmente, assim como o potencial desses ícones em gerar lucro. Um levantamento anual feito pela revista americana Forbes revela que em 2007, treze celebridades mortas, juntas, renderam U$232 milhões para a indústria fonográfica. Elvis Presley faturou U$49 milhões, entre royalties, venda de discos e produtos. Em segundo lugar, John Lennon 17 anos após seu assassinato gerou cerca de U$44 milhões. Até mesmo George Harrison, conhecido como “the quiet Beatle”, possui rendimentos póstumos nada discretos: U$22 milhões.

Longe de me colocar à altura de analisar e investigar esses fenômenos, me proponho a conhecer melhor algumas histórias e a conseguir mostrar que a receita para a imortalidade com muito dinheiro, sucesso e tributos anuais não se deve unicamente ao “bater de botas” dos artistas.

Primeiramente, é necessário compreender que a configuração de um sujeito como celebridade não deve ser pensada pela dimensão instantânea de sua morte. Antes de mais nada, para ser edificada como uma estrela e ter a possibilidade dessa “explosão”, segundo Marshall (1997) o artista precisa ser compreendido como figura pública que ocupa espaço de visibilidade da mídia e construído discursivamente. Sendo assim, a mídia seria responsável não apenas pelo processo de visibilização do sujeito, mas pela própria constituição do sujeito como celebridade por meio de um processo de interlocução que estabelece na sociedade entre os indivíduos da vida cotidiana, a mídia e o contexto social (Morin, 1989).

Portanto, a morte de uma celebridade, seria um contexto que faz emergir valores que levam a mídia a realizar um ato de expressão sobre um sentimento que já existe entre o artista e a sociedade, mas não foi estimulado. Os eventos em torno da morte desse artista envolvem a interação entre os indivíduos, os dispositivos sociais e midiáticos, bem como entre a família do astro, os amigos, os fãs e os profissionais da mídia, os quais constroem discursos que tematizam essa celebridade naquele momento contemporâneo, trazendo à tona sua exposição e mobilizando a sensibilização da sociedade. Toda essa movimentação deixa um caminho aberto à idolatria, em que por meio de toda essa exposição excessiva cativa novos fãs e estimula a venereção por parte dos antigos.

Fernanda Takai relata esse comportamento em canção de Gilberto Gil e Rubinho Troll, chamada “Necrofilia da Arte” (Se o Lennon morreu, eu amo ele/Se o Marley se foi, eu me flagelo/Elvis não morreu, mas não vivo sem ele).

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Cinema mudo - "A grande beleza do silêncio" [Camila Santos]#1

Este primeiro post será dedicado aos primeiros anos, mas os primeiros mesmo, ao modo sutil como o cinema foi sendo inventado, descoberto até desembocar na versão muda ( de composições simples, mas a real origem das gigantescas produções atuais). Antes de tudo, é bom deixar claro que esta forma de fazer arte foi fomentada e, portanto, desenvolvida com tanto empenho por causa de uma mistura bem simples: o grande desenvolvimento tecnológico, cientifico e financeiro (provenientes da 2ª revolução industrial) e a uma população crescente e sedenta por novidades, por conhecimento e formas de lazer.

E assim, a leitura de alguns capítulos específicos das obras selecionadas, levaram-me a compreender que, muito antes do cinema se idealizar, a possibilidade de  movimentar imagens já fascinava estudiosos pelo mundo. A técnica da lanterna mágica chinesa pode ser considerada uma das bases do cinema e apenas fazia refletir sombra e silhuetas através de um cilindro e de iluminação a vela. Passo a passo descobertas eram feitas, máquinas, a um estilo engenhoca, eram inventadas até que o surgimento e o aprimoramento das técnicas fotográficas possibilitaram uma real aproximação do cinema.

Assim, em meio a Dioramas, Phantoscopes, Bioscopes, Cinetoscópios, a invenção do cinema acabou sendo atribuída, na maior parte do globo, aos irmãos Lumière. Porque além de idealizarem o grande e 'moderníssimo' cinematógrafo (capaz de registrar imagens na película; produzir cópias em seu interior e, depois de alguns ajustes rápidos, projetar as imagens) também tornaram o cinema comercial e popular em vários países.

Os primeiros filmes, por eles, exibidos foram: “A saída da fábrica” e “ A chegada de um trem à estação”. Este, inclusive, causou espanto na plateia, ainda desacostumada com a novidade do movimento. Tais filmes, juntamente com outros tantos, foram exibidos na 1ª parte da mostra realizada em Belo Horizonte, denominada “A história do cinema mudo ao vivo”.

Ao assistir esta exibição, foi possível ver perfeitamente a sutileza da evolução do cinema, pois de película em película eram apresentadas novas, porem pequenas sofisticações. Séries fotográficas deram o ponto de partida. Percebia-se claramente a imobilidade da câmera até aparecer os primeiros panoramas e travellings. Os primeiros planos também eram simples e o ‘cenário’ era a rotina das pessoas.

 A seleção mostrada ilustrou muito bem tal período do cinema mudo, o qual, entendi, ter adolescido como um período experimentação e descobertas, onde os acontecimentos do cotidiano eram os atores principais, e as técnicas, que foram sendo desvendados a cada dia, sobressaiam-se ao conteúdo. Além do mais, o acompanhamento de um piano deu ritmo e entonação aos filmes, bem como acontecia com as exibições primordiais, que eram mudas, mas não em silêncio.



                                                   A chegada de um trem à estação


Imagem: Cinematógrafo
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