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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Assuntos da mesma temática [Clara Novais] #5

Minha ideia para essa quinzena era resumir o que produzir, mas não estou satisfeita com o conteúdo que produzi. Acho que para uma análise mais eficiente é necessário que outras áreas dos cadernos sejam levadas em consideração. Sendo assim, minhas conclusões ficarão para o relatório final.

Crítica de Filmes


Na intenção de ter um olhar sobre as críticas de filmes dos cadernos procurei críticas sobre estréias que este ano tiveram destaque. Entretanto, não encontrei um filme que tivesse sido abordado em ambos os cadernos. Procurei por "Os Vingadores", "Paraísos Artificiais", "Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios", "Titanic 3D". Não sei se foi falha das buscas online de ambos os jornais, que basicamente me apresentaram os horários dos filmes. Quase desisti de ideia quando hoje, por sorte, me deparei com o filme "Sombras da noite" recebendo críticas em ambos os jornais.

Sombras da noite

No Estado de Minas, a crítica veio no caderno Divirta-se. Por se tratar de um complemento do EM Cultura - assim como o TV -  me utilizei dele. Nele, a crítica ganhou página inteira - metade para uma foto do ator protagonista Jhonny Depp, metade para o texto.

Carolina Braga foi a responsável pela crítica. Deu para perceber que o filme não agradou a jornalista. Ela ressalta a parceria de Tim Burton, diretor do filme, e Jhonny Depp - que vê muito mais como um ato de amizade de ambas as partes, que sinônimo de qualidade de roteiro. Aliás, o roteiro, para ela, deixa a desejar. É mais um na onda dos vampiros, seu ponto alto não convence, sua narrativa é arrastada e - ainda - Carolina sente que Burton reduziu sua dose de comédia nessa produção, e isso não lhe agradou. Entretanto, ela afirma que a estética do diretor continua impecável e encantadora como sempre.

Já no caderno Ilustrada, a crítica ficou por conta de Ricardo Calil. Ganhou meia página - um quarto dela para foto de Johnny Depp, um quarto para o texto, que tem tamanho similar ao do publicado no Divirta-se. O crítico da Folha de São Paulo também destaca a parceria entre Burton e Depp. Entretanto isso lhe agrada, ele diz que a parceria "ainda pulsa". Ainda, ele ressalta o tom humorístico do filme, o descreve e diz que Burton acertou em cheio nesse ponto. Diz que a narrativa é mais ligeira e menos existencialista que a média da dupla. Só o final ele considerou frouxo, mas aponta que Burton não é mesmo feliz em seus finais.

Assim: Ambos os jornais deram destaque para a parceria entre Tim Burton e Jhonny Depp, trataram do tom humorístico, da forma da narrativa e do que consideram negativo nos trabalhos de Burton. Entretanto, o filme não agradou a crítica do Estado de Minas, mas agradou o da Folha.

Percebendo que os cadernos publicam as críticas dos filmes no dia de seu lançamento nacional - geralmente na sexta, por isso sua publicação no Divirta-se, procurei pela crítica de "Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios", que  teve estréia 20 de Abril.

Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios

No Divirta-se, Carolina Braga foi novamente a responsável pela crítica. Exaltou a química entre os protagonistas, Camila Pitanga e Gustavo Machado, e elogiou a temática do filme. Entretanto, ela considerou o filme a pior adaptação do diretor Beto Brant para um romance do escritor Marçal Aquino (foram 7 no total). Disse que o filme é muito cheio de lacunas, o que prejudicou, entre outros aspectos, a narrativa policial. A crítica ganhou uma página com uma foto de quase meia página do casal protagonista.

Já no Ilustrada, a abordagem foi diferente da feita no filme de Tim Burton. O jornalista Rodrigo Salem descreveu a produção do filme, com destaque para a preparação da atriz Camila Pitanga. Nos contou como surgiu a idéia e porque Camila foi escolhida. Em seguida, veio a crítica por Pedro Butcher. A narrativa também não agradou ao crítico, foi considerada frouxa. Mas ele destaca que não se deve levar isso em consideração ao assistir o filme. Elogia o "mergulho singular na alma dos personagens" feito por Beto Brant e a atuação dos atores protagonistas. Meia página, foto de Camila Pitanga em destaque.

Em suma: O Estado de Minas se ateve à crítica do filme, enquanto a Folha de São Paulo deu espaço também para se falar da produção do filme. Não agradou cem por cento nenhum dos jornalistas e as atuações ganharam grande destaque e elogios.

Buscando pela data, fui atrás de críticas do filme "Paraísos Artificiais". No caderno divirta-se ele não ganhou destaque como os tratados a cima - foi dado ao filme "Um Homem de Sorte". Porém, na página seguinte, ele ganhou foto e descrição. Já na Folha de São Paulo nem se citou o filme para além do Roteiro de Cinema. Também não se falou de "Um homem de sorte", nem apresentou outra crítica de cinema. Falaram da carreira do ator Channing Tatum, nova aposta de Hollywood.

Conclusão: Não fui atrás de outras estréias por perceber que não existe um padrão. Ambos os jornais tratam de filmes recorrentemente. O Divirta-se fala das estréias no lugar do Estado de Minas, por vir na sexta-feira como guia cultural do final de semana. Nele, há sempre uma estréia de filme ganhando críticas e as outras estréias com certo destaque. No Ilustrada, trata-se do filme quando houver um interesse do caderno. Não digo comercial, talvez seja informacional. 

Não considero que o modo como as críticas aos filmes são feitas tenham divergência de jornal para jornal, isso vai muito mais para o gosto do crítico de cinema escolhido. 

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Já comecei a preparar meu relatório final. 
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Leitura de textos acadêmicos [Clara Novais] #4


Nota: Para confirmar minha conclusão em relação à estréia de novelas, busquei reportagens sobre a estréia de “Cheias de Charme”. O EM Cultura deu a mesma abordagem de sempre: capa do TV e matéria desenvolvida nas páginas centrais de tal no dia anterior à estréia; Simone Castro chamou atenção para o sucesso da novela já no início em sua coluna “De Olho na Telinha”, assim como fez com “Carrossel”. Já no Ilustrada, Cheias de Charme não chegou a ganhar capa, como a novela das nove da mesma emissora, “Avenida Brasil”, mas foi abordada em diversas pequenas matérias anteriormente à sua estréia, ganhando muito mais destaque que “Carrossel”, do SBT. 

Relembrando que alterei meu cronograma. Nesta quinzena li "GADINI, Sérgio Luis. Grandes estruturas editoriais dos cadernos culturais - Principais características do jornalismo cultural nos diários brasileiros. Revista Fronteiras, set/dez 2006" para entender melhor meus objetos de trabalho. Entretanto, não encontrei grandes novidades. O texto é basicamente sobre a estruturação dos cadernos de cultura brasileiros. Ele não foge do que eu falei em meu primeiro post. 

Encontrei então o texto "SING, Marcella. Crítica Em Cultura: Uma análise do Jornalismo Cultural no Jornal Estado de Minas. Centro Universitário Newton Paiva. 2008". Que trata, além da análise do jornalismo cultural no Estado de Minas, de introduzir como esses cadernos surgiram no Brasil. Achei interessante para compor meu trabalho. Segue dados históricos que o texto apresenta:

  • Século XVII . Londres. Os jornais The Transactions of the Royal Society of London e News of Republic of Letters foram os primeiros a publicar notícias de eventos culturais.
  • Século XVIII. Londres. Lançamento da revista londrina The Spectator. Primeira a tratar de questões culturais e políticas. Linguagem diferenciada por meio de críticas formentadas e crônicas. A partir dela, o jornalismo cultural ganhou espaço nos jornais.
  • O ingês Samuel Johnson foi o responsável por dar a característica principal do jornalismo cultural: a crítica. 
  • Século XX. Brasil. Revista O Cruzeiro era a principal publicação cultural brasileira. Política e cultura por meio de linguagem acessível, reportagens investigativas, artigos, contos, humor e ilustrações.
  • Década de 1950. Brasil. Jornalismo se tornou mais objetivo e técnico. Cadernos de cultura foram inseridos aos jornais.
  • 1956. Caderno B do Jornal do Brasil: primeiro caderno cultural brasileiro.
  • 1990. Além das 7 artes - literatura, teatro, pintura, escultura, música, arquitetura e cinema - o jornalismo cultural passa a tratar também de moda, gastronomia e design.
10 de dezembro de 1958: primeira edição do ilustrada. Apenas dois anos após do primeiro caderno cultural brasileiro. (Informação retirada do release do livro de Marcos Augusto Gonçalves  "Pós tudo: 50 anos de Cultura na Ilustrada. Publifolha. 2008". O Ilustrada e o Caderno B eram os principais cadernos de cultura brasileiros na época.

Não encontrei a data da primeira edição do Estado de Minas que continha o EM Cultura. Procurei em outros trabalhos acadêmicos e nada. Aliás, encontrei mais de um trabalho acadêmico que analisa o caderno EM Cultura e nenhum sobre o Ilustrada. Então não me ative as analises feitas ao caderno mineiro, para que não houvesse dissiparidade. Da mesma forma, as analises feitas se atinham a um período exato, 2008 em um caso, 2010 em outro. Poderia compará-los entre si e com os dias atuais, mas não encontrando material para fazer o mesmo com Ilustrada, desisti da idéia.

Ainda em "Crítica Em Cultura: Uma análise do Jornalismo Cultural no Jornal Estado de Minas", Marcela Sing ressalta que o advento da indústria cultural trouxe uma modernização da edição cultural jornalistica, sendo responsável pela massificação cultural. Ela apresenta a seguinte citação:  "A cultura, feita em série, industrialmente, para um grande número, passa a ser vista não como instrumento de livre expressão, crítica e conheci mento, mas como produto  trocável por dinheiro e que deve ser consumido como se consome qualquer outra coisa. (COELHO, 1991, p. 11)."

Ocorreu uma diminuição do espaço de críticas levando à uma superficialidade das matérias, uma vez que a maior parte de seu espaço foi tomada para divulgação de eventos e de programação televisiva. Hoje em dia os cadernos culturais procuram mais agradar aos "clientes" que compram espaço na publicação do que em dar qualidade as suas produções, assim perdendo seu caráter informativo e prejudicando a credibilidade dos canais de massa. Ao mesmo tempo que a industrialização tornou a cultura um produto a ser vendido, ela também possibilitou a modernização dos meios de comunicação e a democratização da cultura. (MORIN, 2000,p.25).

Essas analises feitas no trabalho de Marcela demonstram o que foi percebido nas minhas feitas sobre shows. Bob Dylan, um dos maiores artistas de todos os tempos, se apresentou em Belo Horizonte e isso só foi divulgado, focando mais nos fãs que no artista. Nenhuma crítica sobre o show foi publicada no jornal impresso. Já o Lollapalooza, que ocorreu em São Paulo, ganhou crítica do jornal mineiro. O Ilustrada deu destaque para ambos os acontecimentos.

O Ilustrada dá muito mais espaço para as telenovelas da Rede Globo, enquanto o EM Cultura divulga as estréias com o mesmo destaque, independentemente do canal. 

Desde que notei isso, imaginei interesses financeiros. Agora confirmo isso com a analise feita por Coelho e apresentada por Marcela Sing em seu trabalho.O que me causa certa tristeza.

O jornalismo, há tempos, se tornou um produto a não ser apenas consumido, mas  também vendido. Ele depende de publicidade para se manter e com isso acaba por ser regulado. Não se pode falar mal dos patrocinadores, por exemplo. Ao mesmo tempo, que algumas matérias são feitas porque alguém pagou para que isso ocorresse, ou ainda em casos que jornalistas são convidados a cobrir um show, por exemplo, e são hospedados pela produção em hotéis cinco estrelas e recebem jantares caros. Como críticar o evento, se a produção cuidou tão bem da viagem do jornalista? É um conflito ético e que está longe de ser resolvido, aceito ou negado.  

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domingo, 3 de junho de 2012

Assuntos da mesma temática [Clara Novais] #3.2

Eu havia nomeado meu último post como 3.1 para que este  fosse o 3.2 após encontro, uma vez que eu estava bastante perdida e um pouco desesperada.  Entrego aqui, então, o complemento do meu terceiro post.

Esta semana trabalhei com a abordagem feita pelos cadernos EM Cultura e Ilustrada para assuntos de mesma temática.

Shows

Show do Bob Dylan

Bob Dylan se apresentou em abril deste ano em diversas cidades brasileiras.

O Ilustrada fez a cobertura do show de São Paulo de uma maneira nada convencional:
Uma história em quadrinho de Rafael Grampá tomou mais da metade da página. Frases com formato de narrativa descreviam aspectos da apresentação: como a cor das luzes do palco, músicas que mais chamaram a atenção e a voz do cantor.

Em seguida, a crítica, como definido pelo jornal, foi feita em forma de carta ao cantor. O jornalista Ivan Finotti escreve diretamente para o artista em um tom bastante informal. Incluindo gírias, perguntas e até mesmo símbolos gráficos como o sorriso  e o coração utilizados digitalmente ( :D; <3 ). Ele até se arrisca em pedir ao cantor para que grave um disco com as músicas da apresentação.

Apesar de direcionada ao artista, a mensagem acaba por nos descrever como foi a apresentação. Quais músicas levantaram mais o público, quais o critico musical não gosta muito e como Bob Dylan dançou, mandou beijinho para a platéia no final e fez versões ainda melhores de suas músicas antigas.

Quase entrei em desespero quando não encontrava nada sobre o show do Bob Dylan no EM Cultura.

Finalmente encontrei o colunista de sexta-feira, Arnaldo Viana, em uma crônica em que apresentava dois amigos tentando comprar ingressos para o show com cambistas, praticamente um jornalismo gonzo.

O show de Dylan foi outra vez tema no dia de sua apresentação, em que Thais Pacheco tratava da dificuldade em se conseguir ingressos para o show, as expectativas de alguns fãs específicos em relação ao show e casos de outros que já foram em shows do cantor em outras situações.

Folheei diversas edições do jornal e me utilizei da busca EM de conteúdo do jornal impresso e não encontrei uma crítica sobre o show em si. Nem o de Belo Horizonte, nem os de outras cidades. O que foi uma decepção. Como um cantor de renome internacional, que sua estadia foi temática até mesmo para outros cadernos, não teve seu show abordado nas páginas impressas do Jornal Estado de Minas?

Em suma: O caderno Ilustrada deu chamada de capa para a apresentação do cantor internacional Bob Dylan e retratou seu show por meio de quadrinhos e carta informal. Já o caderno Estado de Minas só tratou dos preparativos para o show, não cobriu a apresentação (na versão digital do caderno Divirta-se tem uma cobertura, mas nada no impresso).

Festival Lollapalooza


Já o Festival Lollapalooza, que ocorreu em São Paulo nos dias 7 e 8 de abril ganhou cobertura de ambos os cadernos. 

Para o EM Cultura, Mariana Peixoto descreveu o sucesso do festival em quase uma página inteira na segunda-feira após o festival. De maneira convencional, ressaltou como a banda Foo Fighters foi a principal atração e fez comentários aos shows que mais lhe agradaram. Em outra parte do texto, ela narra o comportamento do público e como os dias de festival estavam quentes. Há ainda uma parte em que compara esta edição - a primeira no Brasil - com as que já aconteceram em outras partes do mundo. Fotos foram utilizadas para ilustrar o show do Foo Fighters e da Joan Jett, considerados de maior impacto pela jornalista. 

No Ilustrada, a cobertura foi ainda maior. Foi matéria de capa, na capa, do caderno já um dia após o festival. Thales de Menezes apontou um quadro com erros e acertos do festival ao lado de um texto em que dizia que o Lollapalooza estreiava no país com mais acertos que erros, dissertava sobre tál situação e abordava diversos aspectos do evento (alimentação, infraestura e line up eclético), ao mesmo tempo que o comparava com outros festivai já realizados no Brasil, SWU, Rock N Rio e Planeta Terra .O mesmo jornalista, em conjunto com Rodrigo Levino, deram enfase aos shows da banda inglesa Arctic Monkeys e da nacional Racionais, diferentemente da jornalista mineira.  

Houve ainda uma sessão - nomeada Lolla lá - em que o jornalista ressaltava outros aspectos do festival, como a lotação do metro, as filas bem organizadas e preços de ingressos por cambistas. No topo, uma foto grande do público que estava na grade de uma das apresentações e dividindo as sessões, fotos de artistas que se apresentaram e do criador do festival.

Resumindo: Ambos os cadernos tiveram uma cobertura convencional do festival. O Ilustrada abrangeu mais aspectos que o Em Cultura, o que se esperava, uma vez que o festival ocorreu em São Paulo. Fotografias foram apenas ilustrativas e o Ilustrada deu capa para o tema.

Novelas

No quesito novelas decidi por ver a abordagem dos cadernos em relação à estréias. 

Avenida Brasil

O Ilustrada entrevistou o ator da novela no início do mês de sua estréia - a novela estreou em 26 de março - em matéria na capa do caderno que ressaltava o fato da mocinha de Avenida Brasil ter perfil de anti-heroína.  Na entrevista, o autor diz que sempre quis torcer pelo bandido, o por isso de sua personagem ter essa característica. Ele ainda apresenta a temática da novela, seu surgimento, suas influências e fala de sua experiência como autor de novelas e de como vê a dramaturgia brasileira.

Na mesma matéria, outra coluna trata dos atores que interpretam jogadores de futebol. O autor conta que gosta do esporte, mas não entende muito e que o escolheu como fator de ascensão social, tema bastante trabalhado na novela.  Há ainda uma descrição de como foi feito o laboratório dos atores que são personagens jogadores.

Retomando o fator diferencial da novela, que é a mocinha ser uma anti-heroína, a Folha ilustrou a matéria com foto-caricaturas (cabeça foto e corpo desenho) de grandes vilões da dramaturgia da Rede Globo.

Outras notícias relacionadas ao tema saíram no jornal ao longo do mês. O fato da Rede Globo estar focando na classe C, que uma versão "limpinha" - como definido pelo jornal - da música "danza kuduro" seria tema da novela e a primeira participação da atriz Fabíula do Nascimento (já bastante conhecida no cinema).  Ainda, na coluna "Outro Canal" de Keila Gimenez, tratou-se de alguns fatos da produção da novela e, após sua estréia, seus índices de audiência e comentários sobre os bastidores, como usual em relação a grande parte dos programas de televisão brasileiros de grande público.

O EM Cultura conta com o caderno TV aos domingos para tratar das novelas.  No domingo anterior à estréia da novela, o personagem Tufão de Murílo Benício, foi capa de tál. Nas duas páginas do centro do caderno foi feita uma apresentação da novela. A matéria começa narrando a história inicial da novela, depois trata de algumas gravações feitas em Urberlândia e Argentina - fora do eixo Rio-São Paulo em que se dá a maioria das produções da Globo - e, em seguida, a festa de lançamento da novela no baile funk "A Favorita" na Rocinha ganhou destaque. Em seguida, apresentou-se os personagens principais da trama e os descreveu.

O caderno tomou como temática principal da novela o futebol, uma vez que a matéria chamava "Entrando em Campo" e uma das suas colunas, em que se falava do Murílo Benício na festa, levou o nome de "O Craque".

O EM Cultura também tratou da estréia da novela em outras ocasiões, falando da classe C, como a Folha, e na sessão Caras e Bocas de fofocas sobre os preparativos para a novela.

Diferentemente da Ilustrada, o Em Cultura escreveu sobre a repercussão do primeiro capítulo o comentou em um texto fora de suas sessões usuais.

Assim: O Ilustrada deu destaque maior para a estréia da novela já quase um mês antes de sua estréia, o EM Cultura só o fez um dia antes da estréia. Ambos lançaram pequenas notícias em relação aos preparativos da novela e trataram do fato da Globo estar se voltando para a Classe C. Fotos foram recursos ilustrativos e o folha de São Paulo ainda contou com caricaturas de personagens de outras novelas para tratar do tema vilões. Apenas o Estado de Minas comentou sobre o capítulo de estréia da novela

Carrossel


A novelinha infantil não ganhou tanto destaque no Ilustrada. Algumas notícias enquanto a novela ainda estava sendo elaborada, como a possível participação da Professora Helena original - a novela é um remake do sucesso mexicano dos anos 1990 - na novela e o atraso da produção em alguns aspectos.

No dia de sua estréia, 21 de maio, ganhou um pequeno destaque na página "Televisão". Um pequeno resumo da novela foi apresentado, seu horário e o fato de seu roteiro ser produzido pela filha do Silvio Santos, Iris Abravanel.

Seu sucesso já na estréia e o aumento crescente do seu ibope - surpreendente até mesmo para a emissora - só é tratado pelo "Outro Canal", com pouco destaque.

Já o EM Cultura deu bastante atenção à nova produção do SBT. Diversas notícias referentes aos preparativos da novela foram publicadas com certo destaque. Sua estréia foi capa do TV no dia anterior e nas páginas centrais do caderno apresentaram o enredo da novela e os poucos aspectos em que ela se diferencia da versão mexicana. Havia ainda três perguntas feitas para a autora do remake, a intenção da novela de reunir toda a família e como foi trabalhada para isso e os cuidados que são tomados com as crianças.

Na semana seguinte a sua estréia, a novela foi tema da coluna de Simone Castro, que a elogiou bastante comentou o índice alto de audiência na semana de estréia. Uma semana depois, duas semanas pós estréia, Carrossel foi capa do TV novamente, com o título "Na medida certa", em que destacava o sucesso da novelinha. No interior do caderno, uma entrevista com a atriz Rosane Mulholland que interpreta a Professora Helena, em que fala de seus trabalhos anteriores e de como ficou surpresa com o sucesso da produção.

Em suma: Nem mesmo o sucesso surpreendente da novela foi motivo para a Folha dar grande destaque a ela. Já a produção global foi bastante abordada, principalmente antes de sua estréia. O Estado de Minas parece ter um tratamento indiferenciado para a estréia de novelas. O acompanho e noto que as novelas sempre são capas do TV na semana de seu lançamento -  não só as produções da Rede Globo e do SBT, as da BAND e da Record também - e são tratadas em duas páginas no interior do caderno. O EM cultura tem dado ressaltado bastante o sucesso do remake. Fotos são apenas recursos de ilustração.

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domingo, 27 de maio de 2012

SOS [Clara Novais] #3.1

Meu post de hoje foge completamente do cronograma. 

Sentei para analisar as reportagens dos jornais, procurar se estavam tratando do mesmo assunto em algum momento, mas não consegui. Não gostei de como estava ficando, percebi que precisava de ajudar.

Ia expor meus problemas no encontro que ocorreu na sexta, mas, infelizmente, não fui sorteada.

Gostaria de conversar com minha coordenadora e monitora antes de seguir o trabalho em frente. Sendo assim, numerei esse post como #3.1, porque gostaria de que, depois do encontro, eu pudesse fazer o post #3.2 e não ficar muito apertada no quarto.


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sábado, 12 de maio de 2012

Ilustrada e EM cultura [CLARA NOVAIS] #2 - Reportagem de Capa

Na segunda parte do meu projeto analisei a primeira capa dos cadernos EM Cultura e Ilustrada. Entretanto, semana passada, a primeira capa do caderno de cultura do Jornal Folha de São Paulo teve mais da metade de sua página ocupada por propaganda da grife Victor Hugo em quatro dias da semana, dificultando minha análise.  Como tenho acesso às versões digitalizadas de ambos os jornais por ser assinante, utilizei-me da semana anterior, o que não resolveu o meu "problema". A Folha de São Paulo tem se utilizado bastante da primeira página da Ilustrada para publicação de publicidade de grande porte. O Estado de Minas, por sua vez, não tem se utilizado de publicidade na primeira página do caderno de cultura.


Os temas tratados na capa do caderno EM Cultura na semana de 30/04 à 04/05 foram: 

30/04 projetos de Nana Caymmi, que se apresentou em Belo Horizonte nos dois dias seguintes, mas já havia anunciado planos de se aposentar em março. A reportagem de capa se apresentou em duas colunas posicionadas uma a direita outra a esquerda de uma fotografia bastante emodulrada da cantora, que tomou todo o centro da página. À baixo dela, anunciava-se as datas e locais das apresentações. Trechos de entrevista com a cantora foram apresentados

01/05 artistas belorizontinos e suas experiências em abrir shows de bandas famosas. A reportagem conversou com três deles. Lu Alone (abriu para Demi Lovato), banda Plaiades (Deep Purple) e o DJ Vitor Sobrinho (DJ David Guetta). Uma fotografia de quase meia página da apresentação de Lu Alone e duas pequenas dos outros dois artistas ilustravam a reportagem.

02/05 exibição do filme Girimunho em São Romão, cidade onde foi rodado, e sua reação na população simples da cidade. Duas fotos de personagens do filme, habitantes da cidade, uma foto de uma padeira da cidade, que opinou sobre o filme na reportagem, trabalhando, a praça cheia no dia da exibição do filme e uma das protagonistas com sua neta, ilustraram a reportagem. 

03/05 aniversário da Officina Multimédia e lançamento de sua nova montagem.  A reportagem conta a história do grupo, apresenta seus integrantes em uma coluna na qual falam sobre a Officina, e apresenta uma fotografia de quase meia página dos integrantes.

04/05 lançamento do filme Battleship. A primeira página do caderno contou com um design  que remetia à batalha naval, tema presente no filme. Três fotos pequenas dos personagens dividiam espaço com barquinhos desenhados nos quadrados do ‘tabuleiro’. A repórter esteve nas gravações do filme à convite da Paramount. 

No domingo, 06/05, o tema foi a discussão entre artistas sobre a substituição da força política da cultura por preocupações com o mercado, enquanto o mundo se prepara para o Rio+20. A Reportagem apresentou o ponto de vista de alguns artistas em relação a esse tema, uma fotografia grande no topo de um trabalho Frans Krajcberg, que participa da discussão e uma pequena foto do artista em baixo de uma frase dele em destaque.

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Os temas tratados na capa do caderno Ilustrada na semana de 30/04 à 04/05 foram:

30/04 apenas chamada para reportagem que se desenvolveu no interior do caderno, falando da cineasta brasileira Julliana Rojas, que participou pela quarta vez do festival de Cannes, e uma foto dela. Mais da metade da página foi utilizada para publicidade da grife Dior.

01/05 inauguração de um museu em Istambul que conta a história do livro “o museu da inocência”, pelo próprio autor do livro. Reportagem feita por dois jornalistas diferentes, um falando do museu, outro do livro. Três fotografias apresentam o museu, uma apresenta o autor. Uma, de maior tamanho, serve de fundo para o título e apresenta diversas chaves, peça fundamental a obra.

02/05 baixa visibilidade do rap na Virada Cultural, em São Paulo. No centro, um grande quadro apresenta fotografia de rappers que já se apresentaram no evento e uma linha do tempo dessas apresentações. Uma jornalista fala dessa baixa visibilidade em uma coluna e, em outra, outra jornalista analisa esse quadro.

03/05 chamada para reportagem desenvolvida no interior do caderno sobre o escultor inglês Antony Gormley que espalhou esculturas em tamanho real de pessoas nos topos dos prédios de São Paulo. Mais da metade da página foi utilizada para publicidade de um shopping paulista.

04/05 apenas chamada para reportagem sobre o ator Channing Tatum, nova aposta de Hollywood. Fotografia do ator e a hashtag #boymagia, comum na rede social Twitter, foram utilizadas. Mais da metade da capa foi tomada por publicidade da grife Dior.

No domingo, 06/05, a publicidade foi a maior representada na primeira página da Ilustrada mais uma vez. Uma chamada pequena sobre uma série da Record com uma fotografia de tal foi apresentada.

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Tanto o caderno de cultura do Jornal Estado de Minas, quanto o do Jornal folha de São Paulo, tratam  tanto de temas de alcance mundial, como de temas de seus próprios estados. As fotografias são utilizadas apenas como recurso de ilustração em ambos os cadernos. Todas as matérias são assinadas e, em alguns casos, a Ilustrada conta com mais de um jornalista para o mesmo tema.

Algumas matérias tem ligação com a agenda cultural das cidades, outras falam de temas que poderiam ser retratados em qualquer outro estado, ou até mesmo em outra data.
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Resposta ao comentário no último post:
Regiane, 
Verifiquei em edições de outras semanas e sim, as sessões se repetem nos mesmos dias em que eu indiquei. São fixas.  Também comparei para ver se existiam sessões equivalentes. Não havia publicado, mas são as sessões equivalentes que serão analisadas nas próximas quinzenas.

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domingo, 29 de abril de 2012

Ilustrada e EM Cultura [CLARA NOVAIS] #1 - Identificação das sessões

Minha quinzena foi dedicada à identificação das sessões constituintes dos cadernos de cultura Ilustrada, da Folha de São Paulo, e EM Cultura, do Estado de Minas.



A estrutura do EM Cultura é a seguinte:

-Primeira Página 

-Página 2
Fixo:
Horóscopo
Sudoku
Palavras Cruzadas

Segunda à sábado: Coluna da Anna Marina, assuntos diversos
Domingo:  Em Dia Com a Piscicanálise por Regina Teixeira da costa

Outra coluna.
Domingo e quarta-feira/ “Dicas de Português” por Dad Squarisi
Segunda-feira/ “O Berço da Palavra” por Márcio Contrim
Terça feira/ Crônica de José Bento Teixeira de Salles
Quinta-feira/ Crônica por Mario Ribeiro
Sexta-feira/ Crônica por Jose Bento Teixeira de Salles
Sábado/ Crônica por Plínio Barreto

Quadrinhos feitos por Chantal e Nani são publicados às terças, quintas, sextas e  sábados.

- Página 3
Coluna Social tradicional por Mario Fontana
Hit por Helvécio Carlos  - Coluna Social jovem

O Roteiro de Cinema tem uma página completa aos domingos (p.4), terças (p.6), quartas(p.6), quintas(p.6) e sábados(p.4). Nesses dias, os roteiros de música, teatro, exposições e museus dividem a página seguinte.
Na segunda-feira  todos os roteiros dividem a página 4.
Na sexta-feira o caderno Divirta-se da conta da programação cultural.

Seg. (p.7) Ter. (p.9) Qua. (p.9) Qui.(p.9) Sex. (p.5) Sab. (p.7)
Caras e Bocas por Simone Castro, com tópicos sobre a televisão
Telemania - programação dos canais abertos
Filmes da TV aberta
TV paga - destaque para alguns programas que serão exibidos na TV paga

A última página conta com um colunista diferente por semana e uma reportagem ou notícia.
Seg. (p.8) Alcione Araujo
Ter. (p.9) Maria Esther Maciel
Qua. (p.10) Fernando Brant
Qui. (p.10) Maria Calasanti
Sex. (p.6) Arnaldo Viana
Sab. (p.8) Cyro Siqueira, entretanto, nas últimas duas edições não houve publicações
Dom. (p.8) Affonso Romano de Sant'anna

Ter. (p.4) Qui.(p.4)
EM movimento - Notícias e reportagens sobre música
Na prateleira - Dicas de discos
E tem mais... no vidades em livros, Dvds, clipes, etc, relacionados à músicas

As outras páginas publicam reportagens e notícias sobre cultura.



O número de páginas e a localização das sessões do caderno Ilustrada variam de acordo com a publicidade, que é bastante presente nele.

Sua estrutura, em geral, é seguinte:
- Capa

- Página E2  
Coluna da Monica Bergamo sobre assuntos variados

Às segundas uma página para a Folhateen, que trata de assuntos culturais relacionados ao público infanto-juvenil
Dom. e Sex./ Página para críticas e notícias relacionadas a Cinema
Qua./ Página para críticas e notícias relacionadas a Música
Qui./ Página para críticas e notícias relacionadas a Teatro

Seg. a Sab./ Acontece - Duas páginas dedicadas a sinopses de filmes e endereços de cinemas

Uma página para Televisão – fala de televisão aberta e fechada e exibe a grade da TV aberta

- Página E11 
Coluna do José Simão (às segundas dá lugar à “Vanessa vê TV” por Vanessa Barbara)
Horóscopo
Quadrinhos
Seg. a Sex./ Angeli, Laerte, Caco Galhardo, Fernando Gonsales, Adão, Allan Sieber, Andre Dahmer e Jim Davis
Sab./ Fabio moon e  Gabriela Ba no lugar de Jim Davis e Dik Bowe no lugar de Andre Dahmer
Dom./ Dik Browe no lugar de Andre Dahmer
Sudoku
Cruzadas

- Página E12 
Um colunista e uma notícia
Dom./Ferreira Gullar
Seg./Luis Felipe Pondé
Ter./João Pereira Coutinho
Qua./Marcelo Coelho
Qui./Contardo Calligardis
Sex./Carlos Heitor Cony
Sab./Alváro Pereira Junior

As outras páginas são para reportagens, notícias e, em especial, críticas, de eventos recém-ocorridos na cena cultural.

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