O Baixinho da Kaiser foi outro personagem marcante na história da propaganda brasileira. A DPZ, novamente, apostou em um personagem aparentemente sem brilho (como o da Bombril apresentado no 1º post) e que deu bons resultados por longos anos.
A primeira aparição do Baixinho foi no comercial Banheiro (1987), onde ele aparece fazendo um ‘grande’ xixi, relacionando ao slogan do produto: Kaiser, uma grande cerveja.
É interessante ver que o filme traz homens altos, em contraste com o Baixinho que mesmo pequeno comportava bastante líquido, ou seja, bebeu muita Kaiser.
Ao me indagar o porquê dessa propaganda, aparentemente simples, ter ganhado um Cannes, fica ainda algumas dúvidas. Marcondes diz que “Banheiro traz o Baixinho em seu melhor momento, quando entra para fazer xixi num banheiro público”. Mas me pergunto: o prazer não deveria ser o de beber a Kaiser e não o de eliminá-la?
Já o comercial “O Primeiro Sutiã” (1987), criado por Olivetto para a Valisere em uma ideia de rejuvenescer a marca, é emocionalmente envolvente. Foi um dos comerciais mais premiados do Brasil e está na lista dos “100 Melhores Comerciais de Todos Os Tempos”. O filme mostra o fascínio de uma adolescente ao usar o seu primeiro sutiã e a sua timidez em ser notada como mulher.
Para época, isso foi uma quebra de tabu, pois não se via propagandas de roupas íntimas na TV, e agora não só era representado como também era delicadamente associado à felicidade de uma menina de 11 anos ao usar seu primeiro sutiã.
O Slogan “O primeiro sutiã a gente nunca se esquece” virou bordão nacional e fez as meninas darem importância e agregarem emoção ao uso do primeiro sutiã, tornado-se, segundo Cadena, um objeto de desejo em um momento mágico onde a menina se sente mulher.
Obs: Diante de algumas dificuldades, foi necessário modificar o cronograma:
4º post: 1988: Mãe e Filha- PHEBO e Passeata- STAROUP
5º post: 1989: Hitler- Folha de S. Paulo e Meninas- AFAI
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A primeira aparição do Baixinho foi no comercial Banheiro (1987), onde ele aparece fazendo um ‘grande’ xixi, relacionando ao slogan do produto: Kaiser, uma grande cerveja.
É interessante ver que o filme traz homens altos, em contraste com o Baixinho que mesmo pequeno comportava bastante líquido, ou seja, bebeu muita Kaiser.
Ao me indagar o porquê dessa propaganda, aparentemente simples, ter ganhado um Cannes, fica ainda algumas dúvidas. Marcondes diz que “Banheiro traz o Baixinho em seu melhor momento, quando entra para fazer xixi num banheiro público”. Mas me pergunto: o prazer não deveria ser o de beber a Kaiser e não o de eliminá-la?
Já o comercial “O Primeiro Sutiã” (1987), criado por Olivetto para a Valisere em uma ideia de rejuvenescer a marca, é emocionalmente envolvente. Foi um dos comerciais mais premiados do Brasil e está na lista dos “100 Melhores Comerciais de Todos Os Tempos”. O filme mostra o fascínio de uma adolescente ao usar o seu primeiro sutiã e a sua timidez em ser notada como mulher.
Para época, isso foi uma quebra de tabu, pois não se via propagandas de roupas íntimas na TV, e agora não só era representado como também era delicadamente associado à felicidade de uma menina de 11 anos ao usar seu primeiro sutiã.
O Slogan “O primeiro sutiã a gente nunca se esquece” virou bordão nacional e fez as meninas darem importância e agregarem emoção ao uso do primeiro sutiã, tornado-se, segundo Cadena, um objeto de desejo em um momento mágico onde a menina se sente mulher.
Obs: Diante de algumas dificuldades, foi necessário modificar o cronograma:
4º post: 1988: Mãe e Filha- PHEBO e Passeata- STAROUP
5º post: 1989: Hitler- Folha de S. Paulo e Meninas- AFAI