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sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Felicidade como um Produto de Consumo [Matheus Couto] #5

Nessa última quinzena, pesquisei e analisei produtos midiáticos que abordassem o tema felicidade de forma direta ou indireta. Pude perceber como a própria felicidade tornou-se um um poderoso produto de consumo. 
"Felicidade é uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. Às vezes, com muito esforço, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua lá adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade é um truque." (Revista Superinteressante - Abril de 2005)

A busca incansável pela felicidade faz com que as pessoas busquem cada vez mais alcança-la e, para isso, consumirão cade vez mais produtos que acreditam trazer ou compor essa felicidade. Movidos por esse consumo, cada vez mais as pessoas compram livros de autoajuda buscando uma fórmula que permitam alcançar esse desejado estado. 

O que mais me surpreendeu em toda essa pesquisa foi como a felicidade está estampada por toda a parte tomada como ponto comum que todos desejam alcançar. As mais diversas revistas, livros, filmes, músicas, programas de televisão e até aplicativos para celular abordam o tema felicidade, tendo como objetivo apresenta-la, medi-la, estuda-la ou mostrar o passo a passo para alcança-la. 

E o mais importante de tudo é: Seja feliz, a felicidade deve ser alcançada, é possível ser feliz e para isso não precisa de muito.

E você? como está seu estado de felicidade hoje? Descubra agora nesse TESTE!
ATENÇÃO: Se seu nível de felicidade estiver baixo, procure urgentemente por ajuda!



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segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Anseio da Escolha [Matheus Couto] #4

No livro "Sobre a Felicidade: Ansiedade e consumo na era do hipercapitalismo" a autora eslovena Renata Saleci faz uma análise em relação aos anseios existentes no homem em relação a sua liberdade de escolha, principalmente quando se diz em relação a "escolha" de sua identidade. 

"As escolhas do consumidor se tornam uma fonte de ansiedade quando, em qualquer supermercado, precisamos escolher entre 85 marcas de biscoito, 285 tipos de cookies, 360 shampoos e 275 ofertas de cereal." (p.18)

Achei interessante esse ponto apresentado e defendido pela autora mas, para mim, a obra não trouxe grandes novidades, muitas coisas já havia lido nas últimas obras. A análise da autora está mais ligado a psicanálise e a sociologia, trazendo poucos relatos com a comunicação (presentes mais no primeiro capítulo).

Para o último post analisarei agora diversos produtos midiáticos e observar como a felicidade está representadas no mesmos e se é possível afirmar que ela pode ser tratada como um produto de consumo.


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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Seja Feliz! [Matheus Couto] #3


Na terceira quinzena li a obra “Ser feliz hoje: Reflexões sobre o imperativo da felicidade” do autor João Freire Filho. É o livro que mais gostei até agora, mas ele na verdade é uma coletânea de artigos tematizando a felicidade na sociedade ocidental, e dessa forma, há textos muito interessantes e outros nem tantos.
Na obra, Freire Filho busca tematizar sobre como se dão as representações, propostas e expectativas a respeito da conquista da felicidade no mundo contemporâneo. Há um foco relevante na tematização da revolução da felicidade proposta pela corrente da psicologia positiva.
No artigo do autor há diversas referências à produtos midiáticos como revistas, livros, programas de televisão e até aplicativos para celular que tematizam a questão da felicidade e a forma como podemos alcança-la: depende de você mesmo e mais ninguém.
Pretendo agora, buscar esses produtos que o autor faz referência e outros mais para analisa-los nas próximas quinzenas.
Para quem estiver interessado, esse livro também está disponível na biblioteca da FAFICH. Nº de chamada: 158 S481 2010
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Felicidade e consumo na obra de Baudrillard [Matheus Couto] #2


Tive alguns problemas para o meu projeto que impossibilitaram o meu segundo post. Comprei o livro “A sociedade de consumo” pela internet e até hoje ele não chegou. Como na época, o livro não estava disponpivel na biblioteca, acabei atrasando todo o processo. Mas agora o cronograma do meu projeto está regularizado.
Sobre o livro “A sociedade de consumo” do autor Jean Baudrillard, considero a leitura tranquila e bastante instigante. Recomendo o livro, que na biblioteca apresenta o nº de chamada 194.9 B342so.PM.
Na obra, Baudrillard defende a ideia de que a felicidade é o que gera a sociedade de consumo. A busca pela felicidade não seria algo instintivo ou natural, e sim algo externo a nós. Dessa forma, a felicidade atual precisaria ser mensurável, ou seja, precisaria de signos/objetos que representem esse bem estar. O autor também relaciona a questão do mito da igualdade com essa busca pela felicidade, uma vez que a felicidade seria um bem para todos (todos tem o direito da felicidade), porém, como está atrelada ao consumo, nem todos conseguirão alcança-la. A felicidade plena para todos nunca será possível.
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ainda bem que vivemos numa sociedade feliz! (Só que não) [Leticia Garcia] #2

Para analisar a sociedade pós-moderna, Bauman parte do preceito da diferenciação da sociedade de produtores (que vigorava na modernidade) e da sociedade de consumidores (da qual nós fazemos parte).
O primeiro antagonismo é a diferença entre consumo e consumismo. Consumo é algo natural, inerente à história humana e tem como principal função fixar padrões nas relações inter-humanas; já o consumismo é o próprio fim: a satisfação não está em usufruir do produto desejado e sim no ato mesmo de consumo. Essa é a identidade na pós-modernidade. Pessoas e grupos são reconhecidos justamente pelo que costumam consumir. Basta navegar por profiles em redes sociais como Orkut e Facebook que lá está no que as pessoas querem dizer sobre si mesmas os livros que lê, as comunidades que participa, as páginas que curte.
Na sociedade de produtores o objetivo da prática do consumo era a segurança em longo prazo, o foco estava na durabilidade e solidez do produto. Opostamente, na sociedade de consumidores os desejos são insaciáveis, vivemos uma ‘cultura agorista’ (definição de Bertman) e hedonista na qual precisamos satisfazer nossos desejos imediatamente. Os objetos de desejo têm a obsolescência embutida, são rapidamente consumidos e descartados. Isso se aplica justamente nos relacionamentos interpessoais, nos quais a postura carpe diem é levada ao extremo num ato egoísta e individualista. Maffesoli disse que o tempo pós-moderno não é cíclico e nem linear, mas pontilhista, no qual cada ponto (que não tem largura, altura nem profundidade) é um big bang em potencial – mas se não for... pois bem, passemos ao próximo ponto.
Outras características próprias da sociedade de consumidores são a pressa – que é motivada pelo desejo de ‘adquirir e juntar’, mas se torna imperativa pelo ‘descartar e substituir’ –, o excesso de informação que é muito difícil de ser filtrado e a melancolia (entorpecimento da capacidade de diferenciação de importância e de verdade).
Nisso tudo, o valor supremo desse tipo de sociedade é a vida feliz: é prometida a felicidade terrena, sem mais adiações. Entretanto – que paradoxo! – é na insatisfação dos consumidores que a sociedade se sustenta. A sociedade de consumo só dará certo enquanto seus membros não forem completamente felizes.
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