sexta-feira, 22 de junho de 2012
Popism: The Warhol Sixties [Yuri Oliveira Guimarães] #5
“A” trilha sonora [Helena Corrêa] #5
Para mim, esse filme se aproxima bastante do horror por haver mais violência, mesmo que pouco explícita. Em “Sobre o som no cinema de horror: padrões recorrentes de estilo”¹, Rodriho Carreiro diz que “O grito estimula a identificação afetiva entre o personagem-vítima e o espectador, gerando o sentimento de repulsa ou rejeição que é elemento central na construção do sentimento do horror.”
¹CARREIRO, Rodrigo. Sonoridades no Cinema e no Audiovisual (19 de maio de 2011). Ciberlegenda: Revista Eletrônica do Programa de Pós-graduação em Comunicação, Rio de Janeiro, v. 1, n. 24, 2011. Disponível em: <http://www.uff.br/ciberlegenda/ojs/index.php/revista/article/view/381>. Acesso em: 22/06/2012
²http://www.manjaki.com.br/index.php/reviews/critica-psicose.html
Dualidades [Mariana Pereira] #5
Lidando com suspense e quebra de expectativa [Carla Resgala] #5
E quando a cultura absorve a contra-cultura?[Júlia Amaral] #5
A publicidade enfrenta uma crise comunicacional na qual o excesso de informações e anúncios acaba imunizando o cidadão contra eles mesmos. Nesse contexto, são necessárias práticas como o "marketing de guerrilha, com a finalidade de gerar um “reencantamento do olhar” que se perdeu pelo excesso, através de táticas envolventes e muitas vezes lúdicas para persuadir o transeunte a olhar para determinado anúncio (KLEIN, 2006, p.5). Da mesma forma, a intervenção urbana, (...) dentro deste exagero visual e deste contexto de lutas busca inovar, criando situações que possam vir a transformar estruturas já cristalizadas dentro do sistema, e atrair a atenção do público, mas de maneira artística e singular, se diferenciando das imagens convencionais trazidas pela mídia e culturas de massa."[1].
Buscando estabelecer as semelhanças entre arte urbana e publicidade, retornei à monografia de Thomas Hernandez. Para determinar se a propaganda absorveu as estratégias da arte das ruas ou o contrário, seria necessária uma pesquisa histórica aprofundada. Para justificar meu título, o que posso dizer em defesa da tese de que "a cultura absorveu a contra-cultura" é que Jay Conrad Levinson, o pai do Marketing de Guerrilha, relatou que a primeira ação desse tipo aconteceu em 1920 [2]; e JR, o artista tema do meu último post, afirmou no seminário de Arte e Propaganda do Festival de Cannes 2012, onde ele foi aplaudido de pé, que arte urbana é a forma mais antiga de propaganda. Ao comentar a apresentação de JR, Rui Piranda fez uma interessante comparação, dizendo que na arte urbana, a cidade vira mídia, as populações clientes e o mundo consumidor.
Além de buscar similaridades entre propaganda e arte urbana, procurei pela apropriação desta por parte daquela. O artigo de Alex Glynn me forneceu bastante referências para o assunto. Encontrei exemplos de diversas marcas, como a Nike, que fez um aplicativo para que corredores criem percursos de corrida que tenham como cenário ruas grafitadas e promoveu uma ação em comemoração ao Dia do Graffiti.
A rede de restaurantes Spoletto lançou uma linha de pratos assinada por artistas urbanos e a Adidas uma promoção em diversas cidades envolvendo Facebook, graffiti e produtos Fede explica essa atração dos publicitários pelo graffiti ao dizer que "quando um movimento, seja artístico ou musical, traz algo fresco, novo, original, as marcas querem usá-lo", seja na publicidade ou no design gráfico, ainda que eles não pintem muros, as técnicas e o estilo do graffiti são imitados." [3]
Visto que essa disciplina objetiva que criemos referências em determinado assunto, acredito que ela cumpriu com seu propósito. Todo o material pesquisado foi de grande valia para que eu desenvolvesse o projeto que inicio agora: o trabalho, que começou nesse blog está se expandindo para um tumblr, específico sobre arte urbana em Belo Horizonte. A página documentará intervenções em BH e entrevistas com artistas de rua.
Referências bibliográficas:
[1] HERNANDEZ, Thomas Marcelo Fernandes. Marketing de Guerrilha e Intervenção Urbana: a luta simbólica por atenção no espaço urbano. Disponível em: http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/15.mktgguerrilha.pdf . Acesso em 20 de junho de 2012.
[2] LEVINSON, Jay Conrad. Marketing de Guerrilha. Editora Best Business, 2010, 574 p.
[3] PIRANDA, Rui. Meu único limite é a minha responsabilidade. Disponível em: http://www.meioemensagem.com.br/cannes/2012/diario/2012/06/20/Meu-unico-limite-e-a-minha-responsabilidade-.html . Acesso em 20 de junho de 2012.
Pra quem quer começar a entender a Nouvelle vague.. post válido! [Isabela Guimarães] #5
- A cinemateca como laboratório de cineastas;
- A Taxa Especial Adicional, que ajudava os produtores financeiramente;
- O desenvolvimento de câmeras e gravadores melhores que facilitou o trabalho menos técnico dos principais diretores;
Jasão e Medea [Gabriella Braga] #1
Houve, também, uma pequena alteração no plano. Meu objetivo era analisar o filme Medea de Lars Von Trier, de 1988. Porém eu não sabia que haviam dois filmes do mesmo título e acabei locando o filme Medea de Pier Paolo Pasolini, de 1969. Então, este post será sobre o filme de Pasolini, e não mais de Lars Von Trier.
Medea, ou Medéia, é uma fascinante personagem da mitologia grega filha do rei da Cólquida, Eetes. Em suas histórias, a bela "feiticeira" desenvolve diversos sentimentos contraditórios e cruéis. Já Jasão é filho de Esão e heroi de Tessália (Grécia), que teve a missão de roubar o Tosão - ou Velo - de Ouro da distante Cólquida. E aí que a história dos dois se unem: quando Jasão viaja até a cidade de Medea, os dois tem um romance e a jovem foge com ele, sendo, anos depois, abandonada pelo mesmo.
Cartaz do filme Jasão e os argonautas
A atriz Maria Callas no papel de Medea
Assuntos da mesma temática [Clara Novais] #5
Crítica de Filmes
Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios
Jingles [Josué Benvindo] # 5
O refrão também tenta causar o efeito “música chiclete”: Pra fazer mais, fazer melhor / Sou Leonardo, sou 15, eu sei de cor / Pra fazer mais, fazer melhor / Sou Leonardo, sou 15, eu sei de cor.
A letra completa da música é bem simples. Ela tenta passar um conceito de renovação, apresentando um candidato jovem, forte e moderno.
Então, em comparação a jingles históricos, as duas músicas são fracas e não tiveram tanto êxito em cumprir sua função – ficar gravado no subconsciente da população. Considero uma vantagem de Quintão, o fato de seu jingle trazer seu número, mas, de acordo com os músicos, o jingle de Márcio é bem superior.
Semiótica da Marca [Gabriela Bonfim]#5
A Felicidade como um Produto de Consumo [Matheus Couto] #5
Nessa última quinzena, pesquisei e analisei produtos midiáticos que abordassem o tema felicidade de forma direta ou indireta. Pude perceber como a própria felicidade tornou-se um um poderoso produto de consumo. Arezzo inverno 2012 [Ana Miranda]#5
Quanto a
pesquisa por mais artigos e conteúdo de estudos consegui alguns trechos de
autores que relacionam a moda com o consumo e a construção de uma identidade
feminina. O primeiro deles é de Everardo Rocha:http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sul2011/resumos/R25-0517-2.pdf
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Desconstruir [Marcos Antunes] #5
Descontruir, criticar, incitar a dúvida, estimular a reflexão e de volta ao descontruir, essencialmente desconstruir. Ao final da leitura da obra de Laerte e de encontro com sua personalidade e seu objeto, o que posso sintetizar da sua produção é uma tentativa de desconstrução, uma necessário tentativa de desconstrução.
Os conceitos fundamentalistas engessados que predominam em nossa sociedade majoritariamente machista, patriarcal e dicotomizada são fortemente confrontados pelo trabalho produzido pelo cartunista. Minha tentativa de estudar o gênero na mídia, por ser guiada pelas tirinhas do cartunista Laerte (e claro, a bibliografia escolhida também) me levou a crer em uma ideia que a princípio torna inútil todo esse trabalho: a ideia de que Gêneros não existem.
Ora, se me propus a estudar as categorias de gênero e fui levado a crer ao final de minha incursão que estas na verdade não existem, algo de estranho tem de ser explicado: Estas categorias existem no status quo em que são construídas, num campo de subjetividade, em um certo nível de abstração, mas não passam daí; por si só não tem existência alguma e não impõe nenhuma característica específica de homens ou mulheres, rosas ou azuis, heterossexuais ou homossexuais. O gênero é mais uma das ferramentas de classificação impostas para alocar entre caixinhas rotuladas indivíduos forçados pelo construcionismo social (e pela própria língua que já os torna INDIVIDUAIS) a se atomizarem e limitarem, seguindo padrões utópicos através de paródias pérfidas.
Assumir a predominância desse modelo utópico dicotômico de gêneros simploriamente separados: Masculino e Feminino, é aceitar a influência que ele exerce sobre todas as trocas comunicacionais e mediações do inter subjetivo; entretanto é também reconhecer seu caráter plástico e espúrio e entender a necessidade real dos que lutam por sua desconstrução. Porque é sim necessário desconstruir.
Fonte tirinha: http://murieltotal.zip.net/
Missão: encontrar cenas coincidentes no trailer e no filme [Marina Cornélio de Moura] #5
Finalizando [Luiza Pontes Brant] #5
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Show da Fé: Análise do discurso, do cenário e de outras estruturas [Pedro Mol] #4
O post dessa semana seria sobre a influência do crescimento da mídia confessional cristã protestante em outras mídias não confessionais, como é o caso dos jogadores que pedem, por fazer 3 gols no brasileirão, músicas "evangélicas" no programa Fantástico da Rede Globo. Porém, por indicação dos orientadores, analisarei um programa de grande importância na vertente "góspel" da sociedade brasileira. Exibido há 13 anos na TV aberta, atualmente em 3 canais, incluindo a Rede Bandeirantes, o programa é o de maior alcance à família brasileira, estando presente também em outros países e em todos os continentes, se compararmos a outros programas com esse intuito. O apresentador é o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus (local onde ocorre o programa), o missionário R.R.Soares. O programa tem um foco evangelístico e deseja levar a palavra de Deus para casa do maior número de pessoas possível. Em sua estrutura, o local (sede da igreja no centro de São Paulo) é bastante parecido com um teatro ou um cinema, de modo que toda a platéia vê o que acontece. É interessante que na medida que a filmagem valoriza a captação de ângulos de profundidade, há a impressão de que a igreja é imensa quando, na verdade, não é. No ano passado, eu estive lá e custei a acreditar que aquele seria o mesmo lugar no qual ela filmado o programa. Portanto, a idéia de imensidão, de grandiosidade, que acompanha a exaltação de um programa com o nome "SHOW" está contida desde o seu espaço físico. O cenário também merece destaque. A imagem de um céu azul com nuvens branquinhas, ou seja, o "céu perfeito", atrás do apresentador sugere uma paz que acompanha o discurso do missionário, com tom e timbre de serenidade e tranquilidade. Os "closes" no rosto do apresentador o colocam numa posição de extrema confiança, de verossimilhança no que diz, como se estivesse, de certa forma, imune a qualquer proferir enganoso.
Ao contrário da maioria dos programas desse cunho, o discurso do missionário é um tanto quanto mais calmo. Sem alterações bruscas no timbre de voz, o apresentador parece acalmar o coração de quem espera por uma palavra de encorajamento de de amor.
Os quadros do programa são "Novelas da vida real", " O Missionário responde", "Abrindo o coração" e "Missões em Foco", quadros esses que aproximam o telespectador e o espectador ao apresentador e ao conteúdo/mensagem do programa, mostrando que as boas novas que ele prega podem fazer efeito de verdade e que o objetivo do programa é ajudar quem precisa. A gesticulação moderada de R.R. transmite uma linguagem de proximidade com o espectador, não adotando uma pregação imperativa, que cobra das pessoas ou que as agrida. Minha vó, uma senhora de 67 ano, assiste ao programa. Ela não pode ir a igrejas porque cuida do meu avô que é doente. Diante dessa situação, uma pesquisa de recepção foi feita por mim a ela. Veja alguns trechos importantes. "Eu gosto do programa dele. Acho ele manso e suave para falar, gosto da pregação dele, o que ele expõe ou explica sobre a bíblia. Ele não impõe o raciocínio dele". Quando perguntei sobre quem assiste ao programa, minha vó respondeu dessa forma: "são pessoas que às vezes assistem o programa por não ter opção e gostam. Muitas pessoas convertem através desse programa que às vezes assistem sem querer. Também há pessoas que não podem ir a igreja, como é o meu caso". Falando do missionário, ela me disse: "Ele é autor, compositor. Algumas músicas que são tocadas no programa são mais animadas, mais incisivas e algumas músicas são de meditação, com letra e música belíssimas. Ele fala que não é ele que salva nem cura ninguém. É a fé. Ele é só o instrumento usado por Deus. Ele tem livros de mensagens e é sábio na hora de falar, sem fazer terrorismo. Ele fala pra mim, eu concordo com o que ele faz e fala, compartilho com a idéia dele, na maioria dos casos."
A entrevista só confirma o que foi proposto acima, na questão da suavidade e da tranquilidade transmitidas. Minha vó ainda falou: " por que ele faria uma pregação bravo, brigando como acontece em outros programas, para piorar os problemas que todo mundo já enfrenta em casa? Não adiantaria pra mim. Eu não ia assistir."
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Design Tipográfico [Idgie Pena] #4
"Papo de Polícia" [Ciro Thielmann] # 4
Durante essa quinzena foquei minha
pesquisa na análise do programa “ Papo
de Polícia”. Assim como na última quinzena, durante o processo assisti a determinados episódios da primeira temporada
e selecionei três edições para
serem analisadas nessa postagem. O programa levou o policial civil Roberto Chaves para morar uma semana
no Complexo do Alemão, depois da ocupação das tropas do Estado. O reality
social mostra um cotidiano que revela a riqueza, os medos e a história de quem
passou muito tempo sem voz.








