sexta-feira, 22 de junho de 2012

Popism: The Warhol Sixties [Yuri Oliveira Guimarães] #5


Chegando ao último post, percebo que adquiri uma visão muito mais aprofundada sobre a vida e o trabalho de Andy Warhol. Conheci mais obras desse artista e as histórias por trás delas. Penso que ao longo do semestre, fiz o que queria fazer no início do semestre, apesar de certas dificuldades em entrar algumas coisas e aceitar outras.

O último livro, “Popism: The Warhol Sixties”, de autoria do próprio artista e de Pat Hackett, representa basicamente uma junção dos enfoques que eu pretendia ter quando iniciei este projeto. Sendo mais direto do que no livro que li anteriormente, “A Filosofia de Andy Warhol”, o mago da Pop Art faz uma espécie de autobiografia e relato artístico dos seus anos de maior atividade, a década de 60.

O livro é dividido em conjuntos de anos (um, dois ou três anos) e Andy, junto com Pat Hackett, faz relatos de situações que envolvam sua vida, sua produção, sua obra, a vivência na Factory, etc.

No início do livro, Warhol explora o conceito de Pop Art, o que a envolve e seus efeitos, fazendo isso mais abertamente ao longo do livro, me possibilitando ter uma visão mais concreta da visão dele sobre essa corrente artística em si.

Percebe-se também que ele dá bastante destaque para a sua produção cinematográfica, citando vários de seus filmes, fazendo relatos extensos sobre suas produções e dando ótimos detalhes sobre eles.

“Popism” ainda demonstra o gosto de Warhol pela fama e pela imagem de grandes ícones da mídia. O livro está cheio de “fofocas” sobre celebridades e grandes relatos sobre amigos famosos do artista e frequentadores da Factory que, graças a Andy Warhol, tornaram-se ícones da Pop Art.




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“A” trilha sonora [Helena Corrêa] #5

norman-batesDepois de assistir ao filme sem música alguma (The Birds) assisto aquele que contém a mais famosa trilha sonora na mais famosa cena dos filmes de suspense! Só com essa observação já poderia dizer que Hitchcock é um cineasta muito inteligente e admirável por conseguir fazer filmes tão impressioinantes com características distintas, utilizando muito bem as técnicas que estavam ao seu alcance. Psicose (1960) conta a história de uma secretária, Marion Crane, que, repentinamente, resolve fugir com uma quantia de dinheiro de uma venda da agência imobiliária que trabalha. Acaba chegando a um pequeno motel, onde é atendida por um jovem bem afeiçoado, Norman Bates, que mora com a mãe num casarão ao lado do motel. Quando Marion vai tomar um banho para depois dormir, é esfaqueada ao som DAQUELA musiquinha, escrita por Bernard Herrmann. Segue um vídeo que mostra a cena com e sem música:

Psicose – A cena do chuveiro com e sem música

Para mim, esse filme se aproxima bastante do horror por haver mais violência, mesmo que pouco explícita. Em “Sobre o som no cinema de horror: padrões recorrentes de estilo”¹, Rodriho Carreiro diz que “O grito estimula a identificação afetiva entre o personagem-vítima e o espectador, gerando o sentimento de repulsa ou rejeição que é elemento central na construção do sentimento do horror.”

psycho_web
Tanto o grito quanto a música compõe a trilha sonora da cena. Júlia, no blog “Manjaki”², compara a música com batimentos cardíacos. Achei perfeita a comparação. E isso ainda passa a tensão e o desespero dos personagens envolvidos na cena.
Há acordes que são mais utilizados nas trilhas sonoras dos filmes de horror devido à sua dissonância. “O intervalo de sétima maior é um dos mais dissonantes do sistema musical ocidental”. Esse acorde “é denominado por Royal Brown como “o acorde Hitchcock”, por causa do uso frequente nas trilhas de Bernard Herrmann escritas para filmes do diretor inglês, incluindo a famosa e já citada passagem do assassinato no chuveiro.”


Referências:
¹CARREIRO, Rodrigo. Sonoridades no Cinema e no Audiovisual (19 de maio de 2011). Ciberlegenda: Revista Eletrônica do Programa de Pós-graduação em Comunicação, Rio de Janeiro, v. 1, n. 24, 2011. Disponível em: <http://www.uff.br/ciberlegenda/ojs/index.php/revista/article/view/381>. Acesso em: 22/06/2012
²http://www.manjaki.com.br/index.php/reviews/critica-psicose.html
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Dualidades [Mariana Pereira] #5


Nesse último post, vou falar sobre uma tendência muito comum nos flmes de Miyazaki, o “Par de Irmãs”.  Nesse paralelo entre duas personagens uma é a “irmã mais nova”, que representa o idealismo enquanto a “irmã mais velha” personifica a racionalidade. Tão padrão pode ser encontrado mais claramente em filmes como “Porco Rosso”, “Kiki’s Delivery Service” e “My Neighbor Totoro”, mas tal conexão pode ser estabelecida com praticamente todas as personagens do diretor.

My Neighbor Totoro: Satsuki sempre cuida de sua irmã mais nova, Mei

As irmãs mais novas geralmente tomam decisões precipitadas e inconseqüentes que levam a situações problemas, enquanto cabe às irmãs mais velhas a resolução do conflito. Mei, de Totoro, foge de casa e deixa sua irmã, Satsuki desesperada para encontrá-la. Já Kiki, por exemplo, possui os dois aspectos concentrados dentro de si: ela impulsivamente muda de cidade para começar uma nova vida, mas depois começa a perceber que deverá que planejar melhor suas ações se quer prosperar. Além disso, Kiki é auxiliada por um outro par: Osono, sua “mãe-adotiva”, que a hospeda em sua padaria e a ajuda a controlar seu empreendimento e Úrsula, sua “mãe de espírito”, uma artista que vive na floresta e oferece dicas para que Kiki encontre sua motivação pessoal. Finalmente, em Porco Rosso, Marco convive com seu próprio par: a jovem Fio, uma habilidosa construtora de aviões e Gina, a prática dona de um hotel.

Kiki's Delivery Service: Ursula leva Kiki em viagens, enquanto Osono cuida de sua febre

Ao retratar o desenvolvimento feminino em ciclos e pares, Miyazaki mostra a importância das duas faces das “irmãs”. O idealismo inicial é substituído pelo racionalismo, mas um não seria possível sem o outro. 

Satsuki procura agir como uma adulta, mas para encontrar sua irmã Mei, ela deve abraçar seu lado mais infantil e buscar a ajuda de um personagem mágico. Kiki não conseguiria viver na cidade sem a ajuda de seu lado mais objetivo, mas sua mágica não seria possível sem seu lado mais sonhador. E o piloto Marco só consegue voar porque possui a inspiração que Fio trás e a companhia de Gina.

Porco Rosso: A teimosa e impaciente Fio e a madura e elegante Gina

O diretor até mesmo coloca pistas visuais que conectam os pares de personagens: as “irmãs mais novas” geralmente tem cabelos mais claros, arrumados em rabos-de-cavalo e tranças, enquanto as “irmãs mais velhas” ostentam cortes curtos. Acho que já dá pra imaginar os motivos por trás dessas escolhas, não é?

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Lidando com suspense e quebra de expectativa [Carla Resgala] #5

Como o comercial Meninas - AFAI proposto para hoje, foi encontrado apenas em outra língua, analisarei um outro do mesmo ano que acabou por se mostrar muito interessante a meu projeto:

A briga mercadológica entre as duas marcas rivais, Coca-Cola e Pepsi, serviu de inspiração para o publicitário Clóves Calia desenvolver em 1989 uma campanha para o cliente Ciba-Geigy com o slogan “Araldite cola até o que parece impossível”.
Este filme Latas, segundo Calia, foi desenvolvido com a certeza de que causaria polêmica, motivo pelo qual, nem foi solicitado autorização das duas multinacionais para o uso das embalagens no comercial. Em um ritmo nacional, as latas de Coca-cola e Pepsi se aproximam em um clima aparentemente habitual de rivalidade, porém há uma quebra de expectativa quando estas são coladas uma na outra, representando ousadamente a união das marcas rivais que passam a produzir juntas um mesmo som. Mesmo tento uma curta vida na mídia, Latas foi criativo e ousado o que trouxe um Cannes para o Brasil.

O filme Hitler (premiado em 1989), criado por Olivetto para o anunciante Folha de São Paulo, chama atenção pelo suspense que envolve todo comercial o que de início não diz, nem mostra.
Segundo o artigo de Mancini, Trotta e Souza, a questão maior do filme foi o contraste construído, entre um verbal que, desde o início, ‘figurativiza’ um “homem de bem” e um visual que, gradativamente, vai se resolvendo até, subitamente, mostrar o rosto de Hitler, o que, automaticamente, aciona tudo o que este rosto representa. Porém o objetivo da propaganda de promover o produto só ocorre nos segundos finais com o slogan “Folha de São Paulo: o jornal que mais se compra e o que nunca se vende”. O trocadilho serviu para reafirmar a seriedade e a credibilidade do jornal impresso. Hitler, assim, se tornou um clássico da propaganda brasileira e que, como o da Valisere do 3º post, está na lista dos “100 Melhores Comerciais de Todos Os Tempos”.
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E quando a cultura absorve a contra-cultura?[Júlia Amaral] #5

Quando redigi meu plano de trabalho, me propus a falar sobre o uso das estratégias de Culture Jamming por parte dos publicitários. Tal fato parece contraditório, visto que o princípio dessa prática é a subversão da propaganda. Entretanto, muitos publicitários utilizam-se das técnicas dos artistas de rua; cada vez mais, a publicidade é ousada e inusitada.  


A publicidade enfrenta uma crise comunicacional na qual o excesso de informações e anúncios acaba imunizando o cidadão contra eles mesmos. Nesse contexto, são necessárias práticas como o "marketing de guerrilha, com a finalidade de gerar um “reencantamento do olhar” que se perdeu pelo excesso, através de táticas envolventes e muitas vezes lúdicas para persuadir o transeunte a olhar para determinado anúncio (KLEIN, 2006, p.5).  Da mesma forma, a intervenção urbana, (...) dentro deste exagero visual e deste contexto de lutas busca inovar, criando situações que possam vir a transformar estruturas já cristalizadas dentro do sistema, e atrair a atenção do público, mas de maneira artística e singular, se diferenciando das imagens convencionais trazidas pela mídia e culturas de massa."[1].


Buscando estabelecer as semelhanças entre arte urbana e publicidade, retornei à monografia de Thomas Hernandez. Para determinar se a propaganda absorveu as estratégias da arte das ruas ou o contrário, seria necessária uma pesquisa histórica aprofundada. Para justificar meu título, o que posso dizer em defesa da tese de que "a cultura absorveu a contra-cultura" é que Jay Conrad Levinson, o pai do Marketing de Guerrilha, relatou que a primeira ação desse tipo aconteceu em 1920 [2]; e JR, o artista tema do meu último post, afirmou no seminário de Arte e Propaganda do Festival de Cannes 2012, onde ele foi aplaudido de pé, que arte urbana é a forma mais antiga de propaganda. Ao comentar a apresentação de JR, Rui Piranda fez uma interessante comparação, dizendo que na arte urbana, a cidade vira mídia, as populações clientes e o mundo consumidor. 


Além de buscar similaridades entre propaganda e arte urbana, procurei pela apropriação desta por parte daquela. O artigo de Alex Glynn me forneceu bastante referências para o assunto. Encontrei exemplos de diversas marcas, como a Nike, que fez um aplicativo para que corredores criem percursos de corrida que tenham como cenário ruas grafitadas  e promoveu uma ação em comemoração ao Dia do Graffiti. 


Ação da Nike em Atenas, em que era possível "grafitar" seu tênis.


A rede de restaurantes Spoletto lançou uma linha de pratos assinada por artistas urbanos e a Adidas uma promoção em diversas cidades envolvendo Facebook, graffiti e produtos  Fede explica essa atração dos publicitários pelo graffiti ao dizer que "quando um movimento, seja artístico ou musical, traz algo fresco, novo, original, as marcas querem usá-lo", seja na publicidade ou no design gráfico, ainda que eles não pintem muros, as técnicas e o estilo do graffiti são imitados." [3]


Além do conceito de carro urbano, esse comercial da Nissan apresenta peças de graffiti.
A estética de arte urbana também esteve presente nos anúncios em outras mídias.


Visto que essa disciplina objetiva que criemos referências em determinado assunto, acredito que ela cumpriu com seu propósito. Todo o material pesquisado foi de grande valia para que eu desenvolvesse o projeto que inicio agora: o trabalho, que começou nesse blog está se expandindo para um tumblr, específico sobre arte urbana em Belo Horizonte. A página documentará intervenções em BH e entrevistas com artistas de rua. 


Referências bibliográficas:


[1] HERNANDEZ, Thomas Marcelo Fernandes. Marketing de Guerrilha e Intervenção Urbana: a luta simbólica por atenção no espaço urbano. Disponível em: http://www.carosouvintes.org.br/blog/wp-content/uploads/15.mktgguerrilha.pdf . Acesso em 20 de junho de 2012.


[2] LEVINSON, Jay Conrad. Marketing de Guerrilha. Editora Best Business, 2010, 574 p.


[3] PIRANDA, Rui. Meu único limite é a minha responsabilidade. Disponível em: http://www.meioemensagem.com.br/cannes/2012/diario/2012/06/20/Meu-unico-limite-e-a-minha-responsabilidade-.html . Acesso em 20 de junho de 2012.
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Pra quem quer começar a entender a Nouvelle vague.. post válido! [Isabela Guimarães] #5


Por quê eram tão jovens eram os cineastas que receberam tanto destaque? Por quê na França? Algum acontecimento específico o favoreceu? Foi um movimento elitizado ou foi mais amplo? De alguma forma, influenciou o Brasil? Houve algum desenvolvimento tecnológico que facilitou? 

Diante de tantas perguntas, dedico este post para responder - pelo menos algumas - dessas perguntas. Apesar de ter conversado com vocês no 2o Encontro Presencial e concluindo que seria importante sintetizar e tentar unificar características da Nouvelle vague, percebi que em meio a tantos questionamentos, seria mais interessante pesquisar a respeito dessas dúvidas, uma vez que essa retomada, isto é, a minha compreensão do movimento a partir dessa pesquisa será resumida não só no Relatório Final, assim como na apresentação. 

Além disso, achei interessante falar desses tópicos (abaixo) porque acredito que não apresentei efetivamente o contexto desses jovens franceses. 

Assim, decidi tocar nos seguintes assuntos: 
  1. A cinemateca como laboratório de cineastas;
  2. A Taxa Especial Adicional, que ajudava os produtores financeiramente;
  3. O desenvolvimento de câmeras e gravadores melhores que facilitou o trabalho menos técnico dos principais diretores;
É interessante pensar no primeiro tópico, porque já inclusive pensei na Nouvelle vague como um "boom" da produção cinematográfica francesa, algo que disparou (segundo o catálogo do Banco Central do Banco do Brasil, foram 170 os cineastas que estrearam com longa-metragens à época da NV - 1958-1962, informação que já responde o caráter não-elitista e não-restritivo do movimento). Na verdade, "A grande contribuição da Cinemateca na história da Nouvelle Vague vem a partir da intenção de seus criadores de não somente armazenar filmes, mas também realizar exibições seguidas de discussões, o Cineclube. Era dentro das inicialmente pequenas salas de cinema onde ocorriam as seções do Cineclube que se encontravam os adolescentes sem muito mais na vida além do amor pelo cinema como Eric Rohmer, François Truffaut, Jean-Luc Godard e Jacques Rivette. Entre as conversas, filmes e “aulas” de cinema, surgiu a ideologia da Nouvelle Vague. " (2) Por isso, foram essas salas de cinema (de discussão, debate e também espaço de surgimento de novas idéias), que aqueles jovens desenvolveram um dos mais impactantes movimentos do cinema.

Em se tratando do segundo tópico, em 1953 foi implantada essa taxa, na qual parte da arrecadação das bilheterias seria usada para financiar a produção cinematográfica: momento interessante para qualquer jovem que se interessasse por cinema se inserir nessa empreitada. E mais: o financiamento dos filmes poderia ser antecipado: " Em 1958, na gestão do escritor André Malraux no Ministério da Cultura, o sistema foi incrementado com a antecipação do financiamento por meio de empréstimos, fundos e subvenções. Malraux havia decretado o cinema como atividade de interesse comercial; " (1)

O terceiro tópico também é muito interessante, porque permite que pensemos as condições de filmagem a que os diretores se submetiam e também visualizar como eram feitas as filmagens à época. A década de 50/60 foi favorável aos produtores de cinema, porque: 
""Em cada acontecimento que abala estruturas, existe um componente tecnológico por trás. Não poderia ser diferente com a Nouvelle Vague, cujos ideais de agilidade, simplicidade e leveza foram potencializados com o surgimento da Cameflex (a câmera profissional mais leve do mundo, 1947), do gravador de som portátil Nagra (1951) e da Éclair 16 (a primeira a filmar com som sincronizado, 1958). Enquanto isso, chegavam ao mercado negativos mais sensíveis à luz, que permitiam filmagens com aparatos mais simplórios ou até sem iluminação artificial" (1)

O gravador portátil:

A Éclair 16:



Acredito que nessa última "quase quinzena" pude sanar muitas das minhas dúvidas em relação ao contexto. As que não respondi aqui, tentarei contemplar no relatório e/ou na apresentação final.



Referências:

(1) Catálogo da Nouvelle vague do Banco Central do Brasil, link já referenciado em outros posts.
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Jasão e Medea [Gabriella Braga] #1

Apesar de ser a última postagem, no meu plano de trabalho ainda há dois filmes os quais eu analisei. Portanto, este post não tem o objetivo de ser conclusivo, mas sim de relatar o que foi planejado para a última quinzena.
Houve, também, uma pequena alteração no plano. Meu objetivo era analisar o filme Medea de Lars Von Trier, de 1988. Porém eu não sabia que haviam dois filmes do mesmo título e acabei locando o filme Medea de Pier Paolo Pasolini, de 1969. Então, este post será sobre o filme de Pasolini, e não mais de Lars Von Trier.

Medea, ou Medéia, é uma fascinante personagem da mitologia grega filha do rei da Cólquida, Eetes. Em suas histórias, a bela  "feiticeira" desenvolve diversos sentimentos contraditórios e cruéis. Já Jasão é filho de Esão e heroi de Tessália (Grécia), que teve a missão de roubar o Tosão - ou Velo - de Ouro da distante Cólquida. E aí que a história dos dois se unem: quando Jasão viaja até a cidade de Medea, os dois tem um romance e a jovem foge com ele, sendo, anos depois, abandonada pelo mesmo.

Jasão e os argonautas, de Don Chaffey, representa a missão que Jasão recebeu, os desafios e as peripécias enfrentadas por ele. O filme e o conto de Jasão não possuem muitas diferenças, havendo dessemelhanças até mesmo dentro da própria mitologia grega. A história de Jasão contada pela cultura grega tem basicamente o mesmo enfoque do filme: a aventura do personagem em sua busca pelo Tosão de Ouro para tomar de volta o trono em Iolco. Além disso, em ambos Medea não é "tão" importante assim, sendo apenas uma segunda figura na montagem do enredo.

Cartaz do filme Jasão e os argonautas


No entanto, a história de Medea gira em torno de seu amado. No longa Medea, de Pier Paolo Pasolini, que retrata sua trágica existência, a feiticeira mata seu próprio irmão para fugir com Jasão após ele roubar o Tosão de Ouro de seu pai. Anos depois, Jasão a larga para se casar com a jovem e bela filha do rei de Creone e, então, Medea planeja sua vingança. Assim como na história de Jasão, o enfoque da mitologia grega é o mesmo que o do filme - a vida e o romance de Medéia -, e também há contradições nos contos da mitologia. Uma delas é que Medea mata a filha de Creone e os próprios filhos que teve com Jasão, enquanto outros contos da cultura grega contam que um filho de Jasão sobrevive e torna-se rei.


A atriz Maria Callas no papel de Medea


Ambos os filmes são da década de 1960 e pode-se perceber que suas relações com os contos são bem próximas. Os dois longas também representam as histórias de Jasão e Medea de uma forma muito semelhante ao que está nos livros. 


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Assuntos da mesma temática [Clara Novais] #5

Minha ideia para essa quinzena era resumir o que produzir, mas não estou satisfeita com o conteúdo que produzi. Acho que para uma análise mais eficiente é necessário que outras áreas dos cadernos sejam levadas em consideração. Sendo assim, minhas conclusões ficarão para o relatório final.

Crítica de Filmes


Na intenção de ter um olhar sobre as críticas de filmes dos cadernos procurei críticas sobre estréias que este ano tiveram destaque. Entretanto, não encontrei um filme que tivesse sido abordado em ambos os cadernos. Procurei por "Os Vingadores", "Paraísos Artificiais", "Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios", "Titanic 3D". Não sei se foi falha das buscas online de ambos os jornais, que basicamente me apresentaram os horários dos filmes. Quase desisti de ideia quando hoje, por sorte, me deparei com o filme "Sombras da noite" recebendo críticas em ambos os jornais.

Sombras da noite

No Estado de Minas, a crítica veio no caderno Divirta-se. Por se tratar de um complemento do EM Cultura - assim como o TV -  me utilizei dele. Nele, a crítica ganhou página inteira - metade para uma foto do ator protagonista Jhonny Depp, metade para o texto.

Carolina Braga foi a responsável pela crítica. Deu para perceber que o filme não agradou a jornalista. Ela ressalta a parceria de Tim Burton, diretor do filme, e Jhonny Depp - que vê muito mais como um ato de amizade de ambas as partes, que sinônimo de qualidade de roteiro. Aliás, o roteiro, para ela, deixa a desejar. É mais um na onda dos vampiros, seu ponto alto não convence, sua narrativa é arrastada e - ainda - Carolina sente que Burton reduziu sua dose de comédia nessa produção, e isso não lhe agradou. Entretanto, ela afirma que a estética do diretor continua impecável e encantadora como sempre.

Já no caderno Ilustrada, a crítica ficou por conta de Ricardo Calil. Ganhou meia página - um quarto dela para foto de Johnny Depp, um quarto para o texto, que tem tamanho similar ao do publicado no Divirta-se. O crítico da Folha de São Paulo também destaca a parceria entre Burton e Depp. Entretanto isso lhe agrada, ele diz que a parceria "ainda pulsa". Ainda, ele ressalta o tom humorístico do filme, o descreve e diz que Burton acertou em cheio nesse ponto. Diz que a narrativa é mais ligeira e menos existencialista que a média da dupla. Só o final ele considerou frouxo, mas aponta que Burton não é mesmo feliz em seus finais.

Assim: Ambos os jornais deram destaque para a parceria entre Tim Burton e Jhonny Depp, trataram do tom humorístico, da forma da narrativa e do que consideram negativo nos trabalhos de Burton. Entretanto, o filme não agradou a crítica do Estado de Minas, mas agradou o da Folha.

Percebendo que os cadernos publicam as críticas dos filmes no dia de seu lançamento nacional - geralmente na sexta, por isso sua publicação no Divirta-se, procurei pela crítica de "Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios", que  teve estréia 20 de Abril.

Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios

No Divirta-se, Carolina Braga foi novamente a responsável pela crítica. Exaltou a química entre os protagonistas, Camila Pitanga e Gustavo Machado, e elogiou a temática do filme. Entretanto, ela considerou o filme a pior adaptação do diretor Beto Brant para um romance do escritor Marçal Aquino (foram 7 no total). Disse que o filme é muito cheio de lacunas, o que prejudicou, entre outros aspectos, a narrativa policial. A crítica ganhou uma página com uma foto de quase meia página do casal protagonista.

Já no Ilustrada, a abordagem foi diferente da feita no filme de Tim Burton. O jornalista Rodrigo Salem descreveu a produção do filme, com destaque para a preparação da atriz Camila Pitanga. Nos contou como surgiu a idéia e porque Camila foi escolhida. Em seguida, veio a crítica por Pedro Butcher. A narrativa também não agradou ao crítico, foi considerada frouxa. Mas ele destaca que não se deve levar isso em consideração ao assistir o filme. Elogia o "mergulho singular na alma dos personagens" feito por Beto Brant e a atuação dos atores protagonistas. Meia página, foto de Camila Pitanga em destaque.

Em suma: O Estado de Minas se ateve à crítica do filme, enquanto a Folha de São Paulo deu espaço também para se falar da produção do filme. Não agradou cem por cento nenhum dos jornalistas e as atuações ganharam grande destaque e elogios.

Buscando pela data, fui atrás de críticas do filme "Paraísos Artificiais". No caderno divirta-se ele não ganhou destaque como os tratados a cima - foi dado ao filme "Um Homem de Sorte". Porém, na página seguinte, ele ganhou foto e descrição. Já na Folha de São Paulo nem se citou o filme para além do Roteiro de Cinema. Também não se falou de "Um homem de sorte", nem apresentou outra crítica de cinema. Falaram da carreira do ator Channing Tatum, nova aposta de Hollywood.

Conclusão: Não fui atrás de outras estréias por perceber que não existe um padrão. Ambos os jornais tratam de filmes recorrentemente. O Divirta-se fala das estréias no lugar do Estado de Minas, por vir na sexta-feira como guia cultural do final de semana. Nele, há sempre uma estréia de filme ganhando críticas e as outras estréias com certo destaque. No Ilustrada, trata-se do filme quando houver um interesse do caderno. Não digo comercial, talvez seja informacional. 

Não considero que o modo como as críticas aos filmes são feitas tenham divergência de jornal para jornal, isso vai muito mais para o gosto do crítico de cinema escolhido. 

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Já comecei a preparar meu relatório final. 
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Jingles [Josué Benvindo] # 5





No Brasil, o jingle eleitoral é peça fundamental em todos os pleitos. Alguns se tornaram históricos como, Lula lá (1989) e Varre,varre vassourinha (1960). Então, vamos analisar os jingles dos candidatos que em 2008 disputaram o segundo turno para prefeito de BH.

O jingle de Márcio Lacerda possui prelúdio, estrofe e refrão. No prelúdio, a música tem caráter interiorano e nele já aparece implicitamente o tema união/aliança. A letra faz uma referência aos ganhos trazidos pela parceria PSDB e PT, dizendo que BH é o exemplo do país.





Após o trecho, hoje eu to feliz, o ritmo acelera e o estilo musical muda para reggae. Márcio é apresentado como homem de confiança do governador e do prefeito e o candidato mais preparado para continuar e melhorar o bom trabalho que está sendo feito.

Igual a todo bom jingle, o refrão é feito para ficar na cabeça da população: É isso que a gente quer / Márcio prefeito / É isso que a gente quer / Mais e bem feito / Márcio pra continuar / Márcio pra melhorar nossa BH

Observando a letra completa da música, fica claro que o jingle é um resumo da campanha de Márcio, um candidato ancorado por políticos com alto índice de popularidade. Até o presidente Lula, que nunca declarou apoio formal à aliança, é citado na música. A união (de rivais pelo bem da população) e a continuidade (do bom governo) foram os principais apelos do candidato.

Já o jingle de Leonardo Quintão possui apenas estrofe e refrão. A introdução começa no estilo viola caipira e após a palavra renovação, a música acelera em andamento e se torna um baião. Assim, como no prelúdio do jingle de Márcio, a tentativa foi dar um caráter regional (interior mineiro), porém o baião é um ritmo nordestino.






O refrão também tenta causar o efeito “música chiclete”: Pra fazer mais, fazer melhor / Sou Leonardo, sou 15, eu sei de cor / Pra fazer mais, fazer melhor / Sou Leonardo, sou 15, eu sei de cor.


A letra completa da música é bem simples. Ela tenta passar um conceito de renovação, apresentando um candidato jovem, forte e moderno. 


Então, em comparação a jingles históricos, as duas músicas são fracas e não tiveram tanto êxito em cumprir sua função – ficar gravado no subconsciente da população. Considero uma vantagem de Quintão, o fato de seu jingle trazer seu número, mas, de acordo com os músicos, o jingle de Márcio é bem superior.



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Semiótica da Marca [Gabriela Bonfim]#5


Nesse último capítulo de “Signos da Marca”, Clotilde Perez inunda o leitor de teoria da semiótica, semeiotiké, semiotik... Explica origem e conceitos, relação e utilização da semiótica na publicidade e marketing.

Conta ainda como atualmente as organizações estão cada vez mais abertas à aproximação com a comunidade acadêmica, possibilitando a aplicação do método semiótico para subsidiar decisões organizacionais. As empresas começam a ter a possibilidade de analisar a emissão, os processos que geram efeitos, e não mais apenas a recepção, como já ocorria com as pesquisas qualitativas, centradas no receptor/consumidor.

Com isso, a autora mostra a aplicação do método semiótico (condições para utilização, metodologia) e por fim, traz aplicações de acordo com a Teoria Geral dos Signos, de Pierce.

A parte mais palpável trata das figuras de linguagem, trazidas aqui por serem geradoras de efeitos diversos de sentido e largamente utilizadas em slogans. Veja alguns exemplos:



Onomatopéia

"Você imagina, clic, a Arno faz"


Catacrese

"Viva nas asas da Goodyear"


Hipérbole

“Um banho de alegria, num mundo de água quente”


Pleonasmo

"Compre Baton, compre Baton..."


"Experimenta, experimenta..."


Elipse

"O sucesso"

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A Felicidade como um Produto de Consumo [Matheus Couto] #5

Nessa última quinzena, pesquisei e analisei produtos midiáticos que abordassem o tema felicidade de forma direta ou indireta. Pude perceber como a própria felicidade tornou-se um um poderoso produto de consumo. 
"Felicidade é uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. Às vezes, com muito esforço, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua lá adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade é um truque." (Revista Superinteressante - Abril de 2005)

A busca incansável pela felicidade faz com que as pessoas busquem cada vez mais alcança-la e, para isso, consumirão cade vez mais produtos que acreditam trazer ou compor essa felicidade. Movidos por esse consumo, cada vez mais as pessoas compram livros de autoajuda buscando uma fórmula que permitam alcançar esse desejado estado. 

O que mais me surpreendeu em toda essa pesquisa foi como a felicidade está estampada por toda a parte tomada como ponto comum que todos desejam alcançar. As mais diversas revistas, livros, filmes, músicas, programas de televisão e até aplicativos para celular abordam o tema felicidade, tendo como objetivo apresenta-la, medi-la, estuda-la ou mostrar o passo a passo para alcança-la. 

E o mais importante de tudo é: Seja feliz, a felicidade deve ser alcançada, é possível ser feliz e para isso não precisa de muito.

E você? como está seu estado de felicidade hoje? Descubra agora nesse TESTE!
ATENÇÃO: Se seu nível de felicidade estiver baixo, procure urgentemente por ajuda!



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Arezzo inverno 2012 [Ana Miranda]#5


O objetivo deste post é  analisar melhor alguma campanha da Arezzo e complementar mais meu conhecimento acadêmico quanto a recepção dessas campanhas para o público. Para análise escolhi a última campanha que é a do inverno 2012 estrelada por Débora Falabella.
Abaixo algumas fotos e o vídeo da campanha:


Bom, com uma primeira percepção pode-se dizer que a marca manteve sua estratégia de colocar em seus lançamentos de estação atrizes globais que estão em atuação no momento. A atriz em questão é Débora Falabella, atual Nina, protagonista da novela da globo no horário nobre Avenida Brasil. Além disso, ela como destaque momentaneamente por causa da novela fica em destaque no imaginário das mulheres que de uma forma ou de outra costumam ser o publico da novela em sua maioria. O ensaio fotográfico tem um tom bastante moderno e escuro por conta da coleção de inverno. Foram usadas roupas que davam destaque aos acessórios como já é de costume da marca. A modelo também usa o cabelo curto como o de sua personagem, mas se mostra muito mais feminina do que se apresenta na novela. Ao mesmo tempo traz da ficção a força e garra remetendo nas fotos a uma mulher decidida, sedutora e moderna. Visualmente assim como todas as fotos de campanha essa também é muito bem produzida e chamativa pelo caráter relativo à moda e mulheres famosas.

Quanto a pesquisa por mais artigos e conteúdo de estudos consegui alguns trechos de autores que relacionam a moda com o consumo e a construção de uma identidade feminina. O primeiro deles é de Everardo Rocha:
“Para entender o consumo é preciso conhecer como a cultura constrói esta experiência na vida cotidiana, como atuam os códigos culturais que dão coerência às práticas e como, através do consumo, classificamos objetos e pessoas, elaboramos semelhanças e diferenças. E assim ver que os motivos que governam nossas escolhas entre lojas e shoppings, marcas e grifes, estilos e gostos - longe de desejos, instintos ou necessidades - são relações sociais que falam de identidades e grupos, produtos e serviços. (ROCHA, 2006, p.86)”
Esse trecho é bem importante para pensar por que as consumidoras da Arezzo estabelecem esse vínculo com a marca. A construção de uma imagem de mulher moderna e ligada com as tendências de moda sem perder o estilo clássico chique explica a escolha pela marca.
Outro trecho relevante é um que fala sobre a moda e coloca-a em ralação a comunicação.
“A moda representa considerável relevância na sociabilidade dos sujeitos nas interações cotidianas, atribuindo identidades e papéis sociais aos indivíduos. Os aparatos ideológicos usados pelas mídias, que articulam e difundem tendências de moda, são elementos fundamentais na percepção que os indivíduos fazem desses produtos e precisam ser investigados com propriedade a fim de esclarecer as estratégias de manipulação que elas adotam, com o intuito de defender a livre expressão identitária e o esclarecimento do indivíduo (MORAIS, 2006, p. 10).”
“Para além destas instâncias, o campo da moda é um meio de comunicação, que se encontra constantemente em pauta nos meios midiáticos, que disseminam modos de vestir, agir e uma diversidade de possibilidades de criar /recriar a partir do já existente, bem como o poder de inibir os aspectos já ultrapassados.” Retirado de "O Consumo, a moda e a representação de identidades: uma análise da campanha Arezzo Inverno 2011" 
http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sul2011/resumos/R25-0517-2.pdf
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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Desconstruir [Marcos Antunes] #5

Descontruir, criticar, incitar a dúvida, estimular a reflexão e de volta ao descontruir, essencialmente desconstruir. Ao final da leitura da obra de Laerte e de encontro com sua personalidade e seu objeto, o que posso sintetizar da sua produção é uma tentativa de desconstrução, uma necessário tentativa de desconstrução.

Os conceitos fundamentalistas engessados que predominam em nossa sociedade majoritariamente machista, patriarcal e dicotomizada são fortemente confrontados pelo trabalho produzido pelo cartunista. Minha tentativa de estudar o gênero na mídia, por ser guiada pelas tirinhas do cartunista Laerte (e claro, a bibliografia escolhida também) me levou a crer em uma ideia que a princípio torna inútil todo esse trabalho: a ideia de que Gêneros não existem.

Ora, se me propus a estudar as categorias de gênero e fui levado a crer ao final de minha incursão que estas na verdade não existem, algo de estranho tem de ser explicado: Estas categorias existem no status quo em que são construídas, num campo de subjetividade, em um certo nível de abstração, mas não passam daí; por si só não tem existência alguma e não impõe nenhuma característica específica de homens ou mulheres, rosas ou azuis, heterossexuais ou homossexuais. O gênero é mais uma das ferramentas de classificação impostas para alocar entre caixinhas rotuladas indivíduos forçados pelo construcionismo social (e pela própria língua que já os torna INDIVIDUAIS) a se atomizarem e limitarem, seguindo padrões utópicos através de paródias pérfidas.

Assumir a predominância desse modelo utópico dicotômico de gêneros simploriamente separados: Masculino e Feminino, é aceitar a influência que ele exerce sobre todas as trocas comunicacionais e mediações do inter subjetivo; entretanto é também reconhecer seu caráter plástico e espúrio e entender a necessidade real dos que lutam por sua desconstrução. Porque é sim necessário desconstruir.

Fonte tirinha: http://murieltotal.zip.net/

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Missão: encontrar cenas coincidentes no trailer e no filme [Marina Cornélio de Moura] #5


A última quinzena de trabalho foi dedicada ao trailer do filme de comédia Missão: Madrinha de Casamento. O trailer ganhou o prêmio do Golden Trailer Awards em 2012, na categoria de melhor trailer de comédia.
O filme conta a história de Annie, uma mulher solteira que recebe a notícia que sua melhor amiga, Lilian, vai se casar. A vida de Lilian anda perfeita: está noiva de um homem que ama e está fazendo novas amizades no círculo de amigos ricos do noivo. Enquanto ajuda a amiga a planejar o casamento dos sonhos, Annie precisa enfrentar seus problemas amorosos e financeiros, tendo que competir pela atenção de Lilian com sua nova amiga, Helen.
O trailer, enquanto teaser do filme que está por vir, conta parte da trama, mostrando a angústia e as situações engraçadas que Annie se sujeita durante a organização do evento. Porém não mostra, de maneira explícita, um dos principais pontos do filme, que seria a disputa de Helen e Annie pela amizade de Lilian. Além disso, os problemas enfrentados por Annie em sua vida pessoal também ficam de fora da pequena narrativa construída no trailer.
Ao comparar o trailer e o filme, é perceptível que a edição de ambos foi feita de forma separada. É estranho perceber que, enquanto teaser, o trailer não é fiel ao filme, uma vez que grande parte das cenas apresentadas não está completamente no filme. Todas as situações apresentadas no trailer são retratadas no filme, porém nem sempre da mesma maneira. Por exemplo, há trechos e falas que estão em outros momentos do filme, ou o filme nem possui tal trecho da cena em sua edição final, o que não prejudica o entendimento de nenhum dos dois, mas mostra uma diferença nas finalizações. Considero que o trailer dessa quinzena foi o mais rico para ser comparado ao filme, principalmente devido às tantas diferenças apresentadas entre ambos.  
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Finalizando [Luiza Pontes Brant] #5

Tatuagens de um prisioneiro russo

Essa última quinzena foi dedicada à assistir os últimos três documentários da minha lista e a começar a organização para o relatório final.

Dentre os documentários, dois eram da série Corpos Marcados, do History Channel. O primeiro, Gaiola do Diabo, mostrava exemplos de tatuagens de presídios americanos e seus significados (por exemplo, um viking é símbolo do orgulho branco, assim como o pica-pau). O segundo documentário, Maldade Pura, tratava das tatuagens de presídios russos. Nesse contexto, as tatuagens serviam para definir as castas e a hierarquia da sociedade presidiária chamada de "Ladrões por afinidade". Um exemplo é a utilização da rosa dos ventos, que tem significados diferentes dependendo do local no corpo onde se encontra (no joelho significa que a pessoa "não se ajoelha" para ninguém; no peito, perto do ombro, entretanto, significa que a pessoa não respeita ninguém, e que é de uma hierarquia mais elevada). Outro exemplo de tatuagem comum entre essa sociedade é a de catedrais, como na foto acima. Cada domo da catedral representa uma sentença que o preso cumpre.

O último documentário foi o Mark of Caïn, de Alix Lambert, mostra exemplos de tatuagens no contexto presidiário russo, também, mas foca mais na inacreditável precariedade e no tratamento desumano que os presos russos recebem, em prisões superlotadas e sem condições de higiene, alimentação e saúde.

Quanto ao relatório, estou bem adiantada. Já comecei a escrevê-lo e até o fim da semana penso que ele estará terminado. No mais, é isso. Até a apresentação final!
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

#4

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Show da Fé: Análise do discurso, do cenário e de outras estruturas [Pedro Mol] #4


 O post dessa semana seria sobre a influência do crescimento da mídia confessional cristã protestante em outras mídias não confessionais, como é o caso dos jogadores que pedem, por fazer 3 gols no brasileirão, músicas "evangélicas" no programa Fantástico da Rede Globo. Porém, por indicação dos orientadores, analisarei um programa de grande importância na vertente "góspel" da sociedade brasileira. Exibido há 13 anos na TV aberta, atualmente em 3 canais, incluindo a Rede Bandeirantes, o programa é o de maior alcance à família brasileira, estando presente também em outros países e em todos os continentes, se compararmos a outros programas com esse intuito. O apresentador é o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus (local onde ocorre o programa), o missionário R.R.Soares. O programa tem um foco evangelístico e deseja levar a palavra de Deus para casa do maior número de pessoas possível. Em sua estrutura, o local (sede da igreja no centro de São Paulo) é bastante parecido com um teatro ou um cinema, de modo que toda a platéia vê o que acontece. É interessante que na medida que a filmagem valoriza a captação de ângulos de profundidade, há a impressão de que a igreja é imensa quando, na verdade, não é. No ano passado, eu estive lá e custei a acreditar que aquele seria o mesmo lugar no qual ela filmado o programa. Portanto, a idéia de imensidão, de grandiosidade, que acompanha a exaltação de um programa com o nome "SHOW" está contida desde o seu espaço físico. O cenário também merece destaque. A imagem de um céu azul com nuvens branquinhas, ou seja, o "céu perfeito", atrás do apresentador sugere uma paz que acompanha o discurso do missionário, com tom e timbre de serenidade e tranquilidade. Os "closes" no rosto do apresentador o colocam numa posição de extrema confiança, de verossimilhança no que diz, como se estivesse, de certa forma, imune a qualquer proferir enganoso.




  Ao contrário da maioria dos programas desse cunho, o discurso do missionário é um tanto quanto mais calmo. Sem alterações bruscas no timbre de voz, o apresentador parece acalmar o coração de quem espera por uma palavra de encorajamento de de amor.
Os quadros do programa são "Novelas da vida real", " O Missionário responde", "Abrindo o coração" e "Missões em Foco", quadros esses que aproximam o telespectador e o espectador ao apresentador e ao conteúdo/mensagem do programa, mostrando que as boas novas que ele prega podem fazer efeito de verdade e que o objetivo do programa é ajudar quem precisa. A gesticulação moderada de R.R. transmite uma linguagem de proximidade com o espectador, não adotando uma pregação imperativa, que cobra das pessoas ou que as agrida. Minha vó, uma senhora de 67 ano,  assiste ao programa. Ela não pode ir a igrejas porque cuida do meu avô que é doente. Diante dessa situação, uma pesquisa de recepção foi feita por mim a ela. Veja alguns trechos importantes. "Eu gosto do programa dele. Acho ele manso e suave para falar, gosto da pregação dele, o que ele expõe ou explica sobre a bíblia. Ele não impõe o raciocínio dele". Quando perguntei sobre quem assiste ao programa, minha vó respondeu dessa forma: "são pessoas que às vezes assistem o programa por não ter opção e gostam. Muitas pessoas convertem através desse programa que às vezes assistem sem querer. Também há pessoas que não podem ir a igreja, como é o meu caso". Falando do missionário, ela me disse: "Ele é autor, compositor. Algumas músicas que são tocadas no programa são mais animadas, mais incisivas e algumas músicas são de meditação, com letra e música belíssimas. Ele fala que não é ele que salva nem cura ninguém. É a fé. Ele é só o instrumento usado por Deus. Ele tem livros de mensagens e é sábio na hora de falar, sem fazer terrorismo. Ele fala pra mim, eu concordo com o que ele faz e fala, compartilho com a idéia dele, na maioria dos casos."
  A entrevista só confirma o que foi proposto acima, na questão da suavidade e da tranquilidade transmitidas.  Minha vó ainda falou: " por que ele faria uma pregação bravo,  brigando como acontece em outros programas, para piorar os problemas que todo mundo já enfrenta em casa? Não adiantaria pra mim. Eu não ia assistir."

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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Design Tipográfico [Idgie Pena] #4


Sem dúvida, esse foi o post mais difícil de fazer. Quando defini o assunto dessa quinzena – '”tipografia como elemento do design”, já imaginei que, por ser um tema mais amplo que os outros, seria mais trabalhoso, além do fato de que ainda não havia encontrado uma bibliografia ideal. Depois de buscar em vários blogs e sites sobre design, decidi alterar o título dessa postagem para “Design Tipográfico”, encaixando-se nessa categoria peças que utilizam o texto não somente como informação verbal, mas principalmente como informação visual. Creio que isso ficará mais claro com os exemplos que trarei, notadamente de posteres tipográficos.
Após decidir o escopo da minha pesquisa, me deparei com a dificuldade de encontrar uma bibliografia relevante. A maior parte do conteúdo disponível sobre esse tema é somente de exposição das peças, além de que existam pôsteres tipográficos minimalistas, vintage, futuristas, Bauhaus, etc… Para que fizesse sentido, precisava encontrar algo que dissesse respeito não ao estilo adotado, mas à escolha comum de utilizar a tipografia como centro da peça. Depois de muita procura, encontrei dois artigos que gostei muito, cada um com duas partes. O primeiro analisa casos em que há uma convergência entre os aspectos verbais e visuais, sendo dividido nas partes When Typography Speaks Louder Than Words e Why Subtle Typographic Choices Make All The Difference. O segundo chama-se Qual fonte combina com esta?, parte I e parte II; trata-se de um apanhado de dicas de como combinar tipografias diferentes.
Alguns exemplos:
dear_typography_poster_FINAL

med4baby2

 

MusicPhilosophy_1
smashingpumkins2
type-1
Untitled-1
Como essa quinzena tive mais coisas acerca do meu trajeto para compartilhar do que nas outras quinzenas, decidi dedicar o post mais à essa parte da pesquisa. Deixarei minhas conclusões mais práticas para o relatório final, mas adianto que, embora essa quinzena tenha sido a mais difícil, estou bastante inclinada a escolher o Design Tipográfico como um dos estilos a partir dos quais criarei peças, na próxima quinzena.
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"Papo de Polícia" [Ciro Thielmann] # 4


       Durante essa quinzena foquei minha pesquisa na análise do programa  “ Papo de Polícia”. Assim como na última quinzena, durante  o processo assisti a determinados  episódios da primeira  temporada   e selecionei três edições  para serem analisadas nessa postagem. O programa levou o policial civil Roberto Chaves para morar uma semana no Complexo do Alemão, depois da ocupação das tropas do Estado. O reality social mostra um cotidiano que revela a riqueza, os medos e a história de quem passou muito tempo sem voz.
    As filmagens duraram uma semana e acompanharam o cotidiano do apresentador com morador do complexo do alemão. O objetivo do programa segundo Beto seria o de, por meio dos depoimentos dos próprios moradores, procurar entender  um pouco mais da logica dos acontecimentos desse lugar. O programa se divide entre imagens da vida do policial dentro da comunidade ( cenas cotidianas) e entrevistas com os moradores das favelas do complexo. As entrevistas são feitas de forma muito aberta e direta e revelam opiniões de pessoas que quase não tem voz dentro da mídia brasileira. O programa se diferencia dos demais programas jornalísticos brasileiros ao discutir a ocupação do complexo do alemão com uma visão interior da realidade, mediada pela visão do policial inserido no contexto, e não de maneira superficial exterior e repressiva como foi retratada pelos demais meios. Em uma das conversas sobre como a mídia abordou a ocupação, um morador afirma que a mídia não mostrou nada do que realmente aconteceu. Os episódios também mostram opiniões de crianças a respeito da ocupação, algo que não é tão comum nos programas convencionais que abordam esse tipo de tema. Em suas conversas Beto tenta entender junto, aos moradores, um pouco mais da realidade dentro do morro e discutir a respeito de estratégias para mudar essa realidade, de uma maneira a mostrar aquilo que de repente não está sendo mostrado para todo o Brasil. O programa também é intermediado por conversas com policiais que discutem a respeito da ocupação, da visão das pessoas de fora sobre a favela e do próprio papel da polícia dentro das comunidades. As discussões geradas pelo programa se mostram muito importantes por abordarem ( dentro de um grande meio de comunicação) um tema polêmico de uma maneira alternativa e sem dúvida mais democrática, ao mostrar e discutir a realidade de um lado que não tem espaço ou visibilidade na mídia brasileira.  
       A partir da análise dos episódios pude concluir que “ Papo de Polícia” tem um caráter mais documental que jornalístico. As entrevistas e a maneira como as pessoas são abordadas são mais abertas e acontecem como conversas, não tem a mesma formalidade dos noticiários, e a temática desenvolvida se estrutura muito mais pela visão dos entrevistados do que pelo apresentador. Isso se aplica também as imagens, que possuem uma linguagem muito cinematográfica, com planos fechados, closes e tempos mortos. Assim como “ Conexões Urbanas” o programa se mostra como um diferencial dentro os demais produtos midiáticos por desenvolver temáticas e discussões a partir de uma face ou um lado que não tem voz na mídia. Para os interessados os episódios podem ser acompanhados no canal multishow 42 ou então pelo site do AfroReggae. 

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